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Danilo di Luca com o maillot de líder do UCI ProTour.

O UCI ProTour (com frequência simplesmente chamado ProTour) era uma competição ciclista impulsionada pela União Ciclista Internacional, em alguns aspectos sustitutiva das antigas Copa do Mundo de ciclismo e do Ranking UCI. Foi criada em 2005 por Hein Verbruggen, antigo presidente da UCI e aprovada em Lieja a 22 de abril de 2004 pelo Conselho de Ciclismo Profissional; ainda que em 2009 a competição UCI ProTour desapareceu ficando os "restos" do ProTour como uma parte do UCI World Calendar e a partir do 2011 se mantendo grande parte das normas do extinto UCI ProTour.

RegulamentoEditar

A competição consistia num 'circuito' fechado das melhores 18-20 equipas do mundo (dentre 23 e 30 ciclistas a cada um, podendo aumentar em 3 corredores mais "a prova" no final de temporada).[1][2] Esta nova primeira categoria chamar-se-ia UCI ProTeam e estes deviam correr todas e a cada uma das provas de maior prestígio, ainda que depois dos passar dos anos e as discrepâncias criadas pelos organizadores durante alguns anos se eliminou a obrigatoriedade de correr em algumas corrida organizadas pelos organziadores das Grandes Voltas.

O projeto foi muito criticado, inclusive desde antes do seu arranque,[3][4] já que foi considerada por muitos como precipitada.[5][6]

As licenças iniciais outorgaram-se a cada equipa por um prazo de quatro anos, com a excepção da equipa Phonak Hearing Systems, cuja licença teve uma duração inicial de dois anos devido a casos de doping vinculados à equipa; para a adjudicação dessas licenças as equipas devem cumprir uns reestritos requisitos económicos e antidoping para posteriormente a UCI eleger entre eles aos 18-20 que considerem tenham maior nível desportivo. Em caso que uma equipa desapareça antes de cumprir nos anos da sua licença outra equipa a possa "herdar" como Team Milram que apanhou a do Domina Vacanze, o Astana que apanhou a do Liberty Seguros e o High Road que apanhou a do T-Mobile Team. As renovações destas licenças são dentre 1 e 4 anos.

As corridas também deviam cumprir uns requisitos similares às equipas ainda que algumas não deixaram ser controladas directamente pela UCI pelo que aí começaram os primeiros conflitos entre as corridas organizadas pelos organizadores das Grandes Voltas e a UCI (ver Disputa entre a UCI e os organizadores das Grandes Voltas). As corridas incluídas na primeira edição do 2005 foram: as três Grandes Voltas, as cinco clássicas denominadas "monumentos", outras oito clássicas, dez voltas por etapas e uma contrarrelógio por equipas. Conquanto por causa do desaparecimento de algumas corridas e o desacordo entre a UCI e os organizadores das Grandes Voltas o número de corridas tem ido variando, também o Campeonato Mundial de Ciclismo em Estrada só se incluiu nessa primeira edição.

As equipas Profissionais Continentais (de segunda categoria) podiam disputar estas corridas mas sem optar a pontuação; e partir do 2008 só os Profissionais Continentais com uma permissão especial chamada "Wild Card".

Elaboravam-se rankings por pontos para corredores, equipas e países; tendo a classificação por países repercussão à hora dos corredores que se possam seleccionar no Mundial de Ciclismo já que os 10 primeiros países têm direito a 9 corredores.

Refundação do ProTour: UCI World Calendar/UCI World Ranking e UCI WorldTourEditar

 Ver artigo principal: UCI WorldTour

Em 2009 chegou-se a um acordo com as Grandes Voltas refundando-se assim o ProTour. Neste novo circuito entraram as Grandes Voltas e outras corridas de alto nível organizadas pela Amaury Sport Organisation, RCS Sport e Unipublic dentro de um novo calendário mundial chamado UCI World Calendar, e criando-se dentro deste novo calendário mundial um ranking mais aberto que o extinto Ranking ProTour (UCI World Ranking) se convertendo assim o ProTour em "simplesmente" uma forma de definir as equipas de primeira categoria (equipas ProTour) com as corridas de máximo nível asociadadas à UCI (corridas ProTour) dentro do mencionado UCI World Calendar. Posteriormente, em 2011, voltou-se a exigência de correr de novo todas as provas e voltar a um ranking fechado exclusivo para as equipas UCI ProTour, no denominado UCI WorldTour.

EdiçõesEditar

Ano Equipas Corridas Ver também
2005 20 28
2006 20 27
2007 20 27 (26)
2008 18 17 (16)
2009 18 14 UCI World Ranking de 2009
2010 18 16 UCI World Ranking de 2010
  • Entre parêntese as corridas finalmente disputadas pela anulação de corridas que no calendário inicial se estavam no ProTour.

Histórico de corridasEditar

Nome País Anos ProTour
Tour Down Under   Austrália 2008-2010
Paris-Nice   França 2005-2007
Tirreno-Adriático   Itália 2005-2007
Milão-Sanremo   Itália 2005-2007
Tour de Flandres   Bélgica 2005-2010
Volta ao País Basco   Espanha 2005-2010
Gante-Wevelgem   Bélgica 2005-2010
Paris-Roubaix   França 2005-2007
Amstel Gold Race   Países Baixos 2005-2010
Seta Valona   Bélgica 2005-2007
Lièje-Bastogne-Lièje   Bélgica 2005-2007
Tour de Romandía   Suíça 2005-2010
Volta a Catalunha   Espanha 2005-2010
Giro d'Italia   Itália 2005-2007
Critérium du Dauphiné Libéré   França 2005-2010
Volta a Suíça   Suíça 2005-2010

Nome País Anos ProTour
Contrarrelógio por Equipas ProTeam   Países Baixos 2005-2007
Tour de France   França 2005-2007
HEW Cyclassics/Vattenfall Cyclassics   Alemanha 2005-2010
Tour do Benelux   Benelux 2005-2010
Clássica de San Sebastián   Espanha 2005-2010
G. P. Quebec   Canadá 2010
G. P. Montreal   Canadá 2010
Volta a Alemanha   Alemanha 2005-2008
Volta a Espanha   Espanha 2005-2007
G. P. de Plouay   França 2005-2010
Volta a Polónia   Polónia 2005-2010
Campeonato Mundial de Ciclismo em Estrada Vários 2005
Campeonato de Zurique   Suíça 2005-2006
Paris-Tours   França 2005-2007
Giro de Lombardia   Itália 2005-2007
  • Em rosa corridas desaparecidas e em amarelo corridas existentes mas que deixaram de estar aderidas ao UCI ProTour antes da sua última edição.

Para as corridas do UCI WorldTour (a partir do ano de 2011), ver Histórico de corridas do UCI WorldTour

Calendário 2016Editar

  • Austrália - Santos Tour Down Under, 19 a 24 de janeiro
  • França - Paris – Nice, 6 a 13 de março
  • Itália - Tirreno – Adriático, 9 a 15 de março
  • Itália - Milão – Sanremo, 19 de março
  • Espanha - Volta Ciclista a Catalunha, 21 a 27 de março
  • Bélgica - E3 Harelbeke, 25 de março
  • Bélgica - Gante – Wevelgem, 27 de março
  • Bélgica - Tour de Flandres, 3 de abril
  • Espanha - Voltada Ciclista ao País Basco, 4 a 9 de abril
  • França - Paris – Roubaix, 10 de abril
  • Holanda - Amstel Gold Race, 17 de abril
  • Bélgica - La Flecha Valona, 20 de abril
  • Bélgica - Lièje – Bastogne – Lièje, 24 de abril
  • Suíça - Tour de Romandia, 26 de abril a 1 de maio
  • Itália - Volta a Itália, 6 a 29 de maio
  • França - Criterium de Dauphiné, 5 a 12 de junho
  • Suíça - Volta a Suíça, 11 a 19 de junho
  • França - Volta a França, 2 a 24 de julho
  • Polónia - Volta a Polónia, 12 a 18 de julho
  • Espanha - Clássica Ciclista San Sebastián, 30 de julho
  • Espanha - Volta a Espanha, 20 de agosto a 11 de setembro
  • Alemanha - Cyclassics Hamburgo, 21 de agosto
  • França - Grande Prêmio de Plouay ((oficialmente: G. P. Ouest-France-Plouay-Bretaña) são várias corridas ciclistas de que se disputam em Plouay (França) e seus arredores), 28 de agosto
  • Canadá - Grand Prix Cycliste de Quebec, 9 de setembro
  • Canadá - Grand Prix Cycliste de Montreal, 11 de setembro
  • Holanda - Eneco Tour, 19 a 25 de setembro
  • Itália - Giro de Lombardia - Il Lombardia, 1 de outubro
  • Aparte:
    • Brasil - Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, entre 5 e 21 de agosto de 2016
    • Qatar - Mundiais de Ciclismo em Doha, 9 a 16 de outubro

PalmarésEditar

Danilo Di Luca, da equipa Liquigas-Bianchi, foi o primeiro ganhador do Circuito UCI ProTour e Alejandro Valverde o que mais vitórias obteve com duas. As outras classificações dominaram-nas a equipa Team CSC e o país de Espanha (classificação por países) com três vitórias. Das duas vitórias de Alejandro Valverde que datam dos anos 2006 e 2008 como se pode comprovar a seguir, lume especialmente a atenção ao primeiro e segundo posto do ano 2006 de corredores de nacionalidade espanhola, já que Samuel Sánchez, o corredor asturiano pertencente à equipa Euskaltel se classificou em segunda posição por adiante do luxemburguês Frank Schleck.[7]

Ano Classificação individual[8][9] Classificação por equipas Classificação por países
2005   Danilo Di Luca   CSC   Itália
2006   Alejandro Valverde   CSC   Espanha
2007   Cadel Evans   CSC   Espanha
2008   Alejandro Valverde   Caisse d'Epargne   Espanha

Palmarés por paísesEditar

País Vitórias
  Espanha 2
  Itália 1
  Austrália 1

Barómetro de pontuaçãoEditar

O barómetro de pontuação que se mostra a seguir é o que tem perdurado mais no tempo: as temporadas 2006, 2007 e 2008 (esta última sem contar as Grandes Voltas e corridas organizadas pelos organizadores destas). Cabe destacar que no 2005 só puntuavam os ganhadores de etapa com três pontos nas Grandes Voltas e um ponto nas outras voltas bem como os 2º e 3º nas Grandes Voltas com duas e um ponto respectivamente, nessa primeira temporada também puntuou o Campeonato Mundial de Ciclismo em Estrada puntuando só os três primeiros com 50, 40 e 35 pontos respectivamente.

Na temporada 2009 as Grandes Voltas e as corridas organizadas por estas, com a denominação de corridas Históricas, se voltaram a unir ao calendário internacional da UCI numa nova estrutura denominada UCI World Ranking formando assim um calendário de corridas chamado UCI World Calendar, como consequência também se variou completamente o sistema de pontuação individual e por equipas do extinto Ranking ProTour (ver Barómetro de pontuação do UCI World Ranking).

Entre as normas específicas destacava que os ciclistas envolvidos em casos de doping eram retirados da classificação avançando um posto aos que estivessem por trás desse corredor na classificação, ainda que com respeito aos pontos obtidos para a sua equipa e país o "Comité da UCI" decidia que decisão tomar: se esses pontos não iam a ninguém se mantinham (caso de Danilo Di Luca em UCI ProTour 2007) e se iam a outros corredores se tiravam se reestruturando assim todas as classificações (caso de Alessandro Petacchi também no UCI ProTour de 2007); e que em caso de empate a pontos o que mais 1º ou 2º ou 3º... postos tenha será o que esteja por diante. Os pontos repartiam-se da seguinte maneira:

Classificação IndividualEditar

Classificação Cat. 1 Cat. 2 Cat. 3 Cat. 4
100 85 50 40
75 65 40 30
60 50 35 25
55 45 30 20
50 40 25 15
45 35 20 11
40 30 15 7
35 26 10 5
30 22 5 3
10º 25 19 1 1
11º 20 16
12º 15 13
13º 12 11
14º 9 9
15º 7 7
16º 5 5
17º 4 4
18º 3 3
19º 2 2
20º 1 1

Nas voltas por etapas, os pontos para os primeiros postos da cada etapa, repartiam-se do seguinte modo:

Classificação Cat. 1 Cat. 2 Cat. 3
10 8 3
5 4 2
3 2 1

Os pontos ganhados nas etapas eram somados no último dia da cada prova do UCI ProTour, quando se actualizam os pontos de toda a corrida e as etapas contrarrelógio por equipas não davam pontos (só a prova do Contrarrelógio por Equipas ProTeam dava pontos mas unicamente para a equipa).

Também, os pontos que correspondam aos postos obtidos por corredores que não pertencem a equipas UCI ProTour não eram contados.

O líder da classificação UCI ProTour devia uma camisa branca que lhe identificasse ainda que não sempre era assim pelo desacordo entre as Grandes Voltas e a UCI; ademais, também não ficou claro se esse maillot tinha preferência com respeito à Camisa arco-íris do Campeão do Mundo de Ciclismo. Finalmente esse maillot não acabou se consolidando e acabou por não se levar.

Classificação por equipasEditar

Classificação da equipa na prova 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Pontos 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

Os pontos obtidos por equipas que não eram UCI ProTeam não eram atribuibles.

Em 2008 (precisamente quando desapareceu a Contrarrelógio por Equipas ProTeam) se mudou o barómetro desta classificação e já não se teve em conta a classificação por equipas senão a soma dos 5 primeiros corredores da equipa na classificação individual.

Classificação por paísesEditar

A classificação por países tem em conta os pontos obtidos pelos 5 primeiros corredores da cada país na classificação individual.

Ver tambémEditar

  A Wikipédia tem o portal:

Referências

  1. Em 2011 ao Pro Team Astana concederam-lhe uma permissão especial para que os corredores à prova fossem 4 em vez dos 3 permitidos: RO TEAM ASTANA (AST) - KAZ.
  2. Desses 30, 2 devem ter consideração de neo-profissionais: Confirmada a fusão entre Leopard e RadioShack
  3. Guerra civil pelo poder
  4. «Ciclismo.- Saiz: 'Os que criticam o UCI Pro Tour são os de ideias em falta'». Consultado em 26 de outubro de 2009. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2008 
  5. «As três grandes voltas reafirmam a sua desmarque do UCI Pro Tour». Consultado em 18 de outubro de 2009 
  6. «Ciclismo.- Pino: 'Tinha que dar um giro ao ciclismo, mas o UCI ProTour tem sido algo precipitado'». Consultado em 18 de outubro de 2009. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2008 
  7. «Classificação UCI PRÓ Tour 2006» 
  8. UCI ProTour (ed.). «Results & Rankings archives» (em inglês). Consultado em 30 de outubro de 2009. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2010 
  9. memoire-du-cyclisme.net (ed.). «Classificações FICP, UCI, UCI ProTour e UCI World Ranking (de 1986 a 2009)» (em francês). Consultado em 24 de março de 2009 

Ligações externasEditar