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USS Forrestal (CVA-59)
Carreira   Bandeira da marinha que serviu Estados Unidos
Operador Marinha dos Estados Unidos
Fabricante New York Shipbuilding Corp., Camden, Nova Jérsei
Custo US$ 217 milhões
Homônimo James Forrestal, primeiro secretário de defesa dos Estados Unidos
Data de encomenda 12 de julho de 1951
Batimento de quilha 14 de julho de 1952
Lançamento 11 de dezembro de 1954 (64 anos)
Comissionamento 1 de outubro de 1955
Descomissionamento 11 de setembro de 1993
Indicativo de convés de voo 59
Fatalidade Vendido para desmanche em 22 de outubro de 2013
Estado Sendo desmanchado em Brownsville (Texas)
Outro(s) nome(s) Forest Fire
Firestal
Zippo
The FID / FID (mais comum)

(First In Defense ou Fidelity Integrity Dignity)

Emblema do navio
USS Forrestal (CV-59) Badge.jpg
Características gerais
Tipo de navio Navio aeródromo
Classe Classe Forrestal
Deslocamento 81 101 t (179 000 000 lb)
Largura 72,5 m (238 ft)
Comprimento 325 m (1 070 ft)
Boca 39,42 m (129 ft)
Calado 11 m (36,1 ft)
Propulsão Turbinas a vapor
4x hélices
260 000 hp (194 000 kW)
Velocidade 33 kn (61,2 km/h)
Armamento 8x canhões de 127 mm (5,00 in)
Lançadores de misseis Sea Sparrow Mk 29
Sistema de defesa Phalanx CIWS Mk 15
Aeronaves
Tripulação 552 oficiais, 4988 alistados
Notas
Lema: First in Defense

O USS Forrestal (CVA-59) foi um porta-aviões, construído para a Marinha dos Estados Unidos em 1952, pertencente à Classe Forrestal.[1]

Índice

CaracterísticasEditar

O navio deslocava 80 000 toneladas à plena carga. Era uma belonave gigantesca, um verdadeiro aeroporto flutuante, com comprimento total de 326 metros e largura de 76 metros.

Possuía 4 catapultas a vapor. Sua capacidade era de 90 aviões. O navio contava com três hangares sobrepostos e um total de 19 andares, ou níveis.

TripulaçãoEditar

A tripulação do Forrestal era composta por 3 019 tripulantes, excluindo-se os tripulantes das aeronaves. Sua população média era de 5 499 pessoas quando em operação.

EstruturaEditar

Sua estrutura pesava 52 500 toneladas de aço inoxidável. A solda elétrica utilizada em sua construção consumiu 1 000 toneladas de eletrodos de aço inoxidável. Possuía quatro elevadores e eram servidas diariamente em torno de 10 500 refeições. Sua central telefônica interna possuía 2 300 ramais, o consumo diário de água doce era em torno de 750 000 litros.

Sistemas de direção, âncora e traçãoEditar

Os lemes de direção do navio pesavam 45 toneladas cada um, eram três no total. Suas 4 hélices possuíam 5 lâminas cada, tinham sete metros de diâmetro, pesando em torno de 20 toneladas. As âncoras do navio eram divididas em duas, pesando trinta toneladas cada. O sistema de tração era composto quatro turbinas engrenadas, funcionavam a vapor gerado por 8 caldeiras, que desenvolviam 250 000 HP, que seriam substituídas por reatores nucleares no início da década de sessenta.

Velocidade de cruzeiroEditar

A belonave alcançava a velocidade de cruzeiro de 30 nós por hora, (perto de 60 km por hora).

O Forrestal e o golpe de 1964 no BrasilEditar

Em 1964, o governo dos Estados Unidos apoiou o golpe militar de 1964 no Brasil contra o presidente democraticamente eleito João Goulart. Para tanto, o presidente americano Lyndon B. Johnson enviou o USS Forrestal (e alguns destróieres) para a costa brasileira com ordens de apoiarem as tropas golpistas caso houvesse resistência ao golpe (Operação Brother Sam).[2] Os navios foram enviados sob o pretexto de um exercício militar conjunto entre as nações.[3] O governo americano, à época, negou que o propósito da missão era apoiar os golpistas.[2][4][5] Mais tarde, contudo, documentos revelados da CIA teriam comprovado o caráter subliminar da operação.[6] Como não houve violência ou resistência durante o Golpe de 64, a missão principal do USS Forrestal foi cancelada e ele retornou aos Estados Unidos no mesmo ano antes de ser realocado para o Vietnã.[7]

Incêndio em 1967Editar

 
Combate ao incêndio de 29 de julho de 1967 no USS Forrestal.

Em junho 1967, o Forrestal partiu de Norfolk para a costa do Vietnã. No Golfo de Tonkin, em 29 julho, o porta-aviões deveria mais uma vez lançar suas aeronaves em ataque, o que já vinha fazendo havia quatro dias. Os aviões já haviam cumprido cerca de 150 missões contra alvos norte-vietnamitas a partir da embarcação. Naquele fatídico dia, durante a preparação das aeronaves para o ataque, um Zuni (foguete) (en) instalado em um F-4 Phantom, foi disparado acidentalmente, atingindo um A-4 Skyhawk, carregado de armamentos.[8] O foguete atingiu um tanque externo do Skyhawk, com 400 galões (1 500 litros) de combustível, dando início a um incêndio, que se propagou rapidamente, durando várias horas. Bombas explodiram pela ação do fogo, atingindo os homens que combatiam as chamas e os que tentavam salvar os companheiros. A detonação das bombas abriu buracos na plataforma, fazendo com que o combustível em chamas atingisse também os compartimentos inferiores da embarcação. O acidente causou a morte de 134 pessoas e feriu outras 161. Foram destruídos 21 aviões e o prejuízo total foi de US$72 milhões.[9] Entre os feridos, estava o tenente-comandante, e depois senador dos EUA, John McCain.[10][11]

DesativaçãoEditar

Entre 1968 e 1991, o Forrestal manteve-se em operação, servindo em missões na Tunísia, em Guantánamo e treinamentos navais como o Northern Wedding (en). Participou também da Operação Earnest Will que protegia navios petroleiros kwaitianos, no final da década de 80. Em 1991 foi designado para servir como navio de treinamento, com a denominação AVT-59[12] e no ano seguinte teve início uma completa reestruturação que duraria cerca de quatorze meses. Contudo, a Marinha resolveu descomissioná-lo em 1993, antes de completar o trabalho. Depois de mais de 37 anos de serviço, o Forrestal foi desativado em 11 de setembro de 1993. Muitas de suas partes foram utilizadas para manutenção em outras embarcações, como duas âncoras de trinta toneladas, que foram transferidas para o USS John C. Stennis e quatro hélices de bronze, que foram instaladas no USS Harry S. Truman, quando este ainda era construído. Em 16 de junho de 1999, a Marinha anunciou que o navio estaria disponível para doação para alguma organização que tivesse interesse em transformá-lo em um museu ou memorial. Foi criada a organização USS Forrestal Museum Inc, que iniciou uma campanha para conseguir a doação da embarcação pela Marinha, para ser destinada a um museu, que seria localizado em Baltimore. No entanto, o plano não foi bem sucedido, e não houve nenhuma outra proposta viável. A Marinha retirou a disponibilidade de doação em dezembro de 2003 e o Forrestal foi posteriormente destinado a ser sucateado.[13]

Em 15 de junho de 2010, o Forrestal foi rebocado da Estação Naval de Newport (en), em Rhode Island, onde estava atracado desde 1998, para uma pier destinado ao atracamento de navios desativados, na Filadélfia (Philadelphia Naval Yard), onde já se encontrava também o USS John F. Kennedy, desde 2007.[14][15]

Em 26 de janeiro de 2012, o Comando da Marinha publicou um comunicado de solicitação para o reboque e sucateamento completo de vários porta-aviões das classes CV-59 e CV-63.[13][16] Em outubro de 2013, o Forrestal foi arrematado pela metalúrgica All Star Metals de Brownsville, no Texas. Em 4 de fevereiro de 2014, o Forrestal foi rebocado do Philadelphia Naval Yard, chegando à All Star Metals, em Brownsville depois de quatorze dias, para o sucateamento final. De acordo com o Registro Naval da Marinha, a demolição foi concluída em 15 de dezembro de 2015. Uma placa da popa com o nome "Forrestal" foi retirada e restaurada, encontrando-se no Museu Nacional de Aviação Naval (en), em Pensacola, na Flórida.[17][18][19]

ImagensEditar

Notas e referênciasEditar

  1. Naval History and Heritage Command (NHHC) (21 de setembro de 2001). «USS Forrestal (CVA-59, later CV-59 and AVT-59), 1955» (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2009. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2012 
  2. a b BRAZIL MARKS 40th ANNIVERSARY OF MILITARY COUP. Página acessada em 6 de setembro de 2012.
  3. 198. Telegram From the Department of State to the Embassy in Brazil. Washington, EUA, 31 de Março de 1964, 2:29 p.m. Acessado em 3 de Abril de 2012.
  4. Operação Brother Sam: Golpe de 64 teve apoio dos EUA. Página acessada em 6 de setembro de 2012.
  5. Brazil and the Quiet Intervention, 1964. Página acessada em 6 de setembro de 2012.
  6. US Role in 1964 Brazilian Military Coup Revealed: National Security Archive Central Intelligence Agency. Página acessada em 6 de setembro de 2012.
  7. Brief History of the USS FORRESTAL. Página acessada em 6 de setembro de 2012.
  8. U.S. Navy Judge Advocate General Investigation Report of USS FORRESTAL Incident
  9. Teddy Yates (29 de julho de 2015). «USS Forrestal – Trial by Fire» (em inglês). dodlive.mil. Consultado em 29 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2018 
  10. Brown, Robert M. (2011). Tucker, ed. The Encyclopedia of the Vietnam War: A Political, Social, and Military History. [S.l.]: ABC-CLIO, LLC. p. 379. ISBN 9781851099610 
  11. Bernard Weinraub (31 de julho de 1967). «Start of Tragedy: Pilot Hears a Blast As He Checks Plane» (PDF) (em inglês). The New York Times. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  12. «Pensacola's Flattops» (em inglês). National Naval Aviation Museum. 9 de julho de 2014 
  13. a b «Navy Awards Contract for ex-Forrestal Scrapping». Naval Sea Systems Command Office of Corporate Communication. 22 de outubro de 2013 
  14. «Providence Journal | Rhode Island news, sports, weather & more – Providence Journal» (em inglês). projo.com 
  15. «USS Forrestal arrives in Phila. to await fate» (em inglês). philly.com on-line. 18 de junho de 2010 
  16. «J-Towing and complete dismantlement of multiple CV-59/CV-63 Class Aircraft Carriers in the United States» (em inglês). Department of the Navy. 26 de janeiro de 2012 
  17. «Departure time set for USS Forrestal» (em inglês). Philadelphia Inquirer. 5 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 2 de março de 2014 
  18. «Navy Supercarrier Arrives at Scrapyard» (em inglês). The New York Times. 18 de fevereiro de 2014 
  19. «VA-65 includes World Famous Fighting Tigers» (em inglês). va65-tigers.com. 5 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2018 

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar