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Uarini
  Município do Brasil  
Hino
Apelido(s) "Terra da Farinha"
Gentílico uariniense
Localização
Localização de Uarini no Amazonas
Localização de Uarini no Amazonas
Uarini está localizado em: Brasil
Uarini
Localização de Uarini no Brasil
Mapa de Uarini
Coordenadas 2° 59' 24" S 65° 06' 28" O
País Brasil
Unidade federativa Amazonas
Municípios limítrofes Alvarâes, Juruá, Fonte Boa, Maraã
Distância até a capital 570 km
História
Fundação 10 de dezembro de 1981 (37 anos)
Administração
Prefeito(a) Antônio Waldertrudes Uchôa de Brito (PMN, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 10 246,220 km²
População total (estimativa populacional - IBGE/2019[2]) 13 540 hab.
 • Posição AM: 54º
Densidade 1,32 hab./km²
Clima Tropical quente e úmido
Altitude 50 m
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC-4)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,527 baixo
 • Posição AM: 47º
PIB (IBGE/2013[4]) R$ 106 174 mil
 • Posição AM: 41º
PIB per capita (IBGE/2013[4]) R$ 8 294,22

Uarini é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Faz parte da Mesorregião do Centro Amazonense e da Microrregião de Tefé. Sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 13 540 habitantes em 2019.[2]

HistóriaEditar

Tem sua história vinculada à de Tefé, que remonta à aldeia fundada no fim do século XVII pelo jesuíta Samuel Fritz. Até fins do século XVII sucederam-se as disputas entre espanhóis e portugueses pelo domínio do território, só se consolidando a ocupação militar lusitana em 1790. Como município, Tefé chegou a possuir área de 500.000 km². A partir de meados do século XIX, vão-se sucedendo desmembramentos de seu território, para dar origem aos novos municípios de São Paulo de Olivença, Coari, Fonte Boa, São Felipe (atual Eirunepé), Xibauá (atual Carauari) Japurá e Maraã.[5]

Em fins de 1981, Tefé apresentava uma estrutura administrativa em que estavam previstos cinco Subdistritos: Tefé, Caiambé, Alvarães, Jarauá e Uarini. Pelos novos desmembramentos determinados pela Emenda Constitucional nº 12 de 10.12.1981, o subdistrito de Uarini passou a constituir município autônomo.[5]

GeografiaEditar

Sua população estimada em 2016 era de 13 276 habitantes.[2]

EconomiaEditar

  • Setor Primário
    • Agricultura: é a atividade econômica mais produtiva, com destaque especial para a cultura da mandioca, da qual se fabrica a farinha de Uarini. A castanha-do-pará está em 2º lugar na economia. Possui culturas de arroz, feijão, juta, malva, milho e cana-de-açúcar entre as culturas temporárias e, manga, abacate, banana, laranja e limão entre as culturas permanente.
    • Pecuária: em termos econômicos a pecuária tem papel insignificante.
    • Avicultura: praticada em moldes essencialmente domésticos, voltados para a subsistência e consumo local, não gerando renda para as famílias.
    • Extrativismo Vegetal: alcança sua maior expressão no que se refere a exploração dos seringais nativos, castanha-do-pará e madeira.
  • Setor Secundário
  • Setor Terciário
    • Comércio: varejista.

Dos 5 municípios do país que tiveram decrescimento no IDHM entre 1991 e 2000, três são do Amazonas: Uarini, cujo IDHM passou de 0,611 para 0,599; Silves, de 0,684 para 0,675; e São Sebastião do Uatumã, de 0,661 para 0,659. Isso ocorreu, única e exclusivamente, por causa dos decréscimos registrados na dimensão da renda, que não foram compensados pelos incrementos positivos constatados nas dimensões longevidade e educação.

InfraestruturaEditar

SaúdeEditar

O município possuía, em 2009, 4 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 18 leitos para internação.[6] Em 2014, 86,41% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 15,15 indicando uma redução em comparação a 2000, quando o índice foi de 23,92 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 4,78 (2000) para 15,15 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 95 óbitos nesta faixa etária entre 2000 e 2016. No mesmo ano, 35,23% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres não registrou nenhum óbito em 2016, permanecendo o mesmo resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houveram internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[7]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 19,8 para 1.000 nascidos vivos. Em 2016, 100% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida, não se registrando nenhum óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida ou em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 4 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 100% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como por ações de imunização. Cerca de 79,5% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 1,5% delas estavam desnutridas.[7][8][9]

Uarini possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia e traumato-ortopedia e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, pediatria, cirurgia bucomaxilofacial, neurocirurgia ou outras especialidades médicas. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[6] Até 2016, havia 12 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, era de 15,06 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, 7,53 óbitos a cada 100 mil habitantes.[7] Entre 2001 e 2012 houveram 44 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo as principais delas a leishmaniose e a dengue.[10]

Ver tambémEditar

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b c «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  5. a b UOL. «Uarini: História da cidade». City Brazil. Consultado em 6 de março de 2015 
  6. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  7. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  8. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  9. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  10. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 20 de dezembro de 2018 

Ligações externasEditar