Abrir menu principal
Union Station
Rastro sangrento[1] (BRA)
 Estados Unidos
1950 •  p&b •  80 min 
Direção Rudolph Maté
Produção Jules Schermer
Roteiro Sydney Boehm (roteiro)
Thomas Walsh (livro)
Elenco William Holden
Nancy Olson
Barry Fitzgerald
Gênero policial
noir
Música Heinz Roemheld
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Union Station é um filme policial noir de 1950, dirigido por Rudolph Maté para a Paramount Pictures.

O filme é baseado no livro Nightmare in Manhattan de Thomas Walsh, vencedor do Edgar Award. O roteiro de Sydney Boehm da adaptação para o cinema foi indicado ao mesmo prêmio em sua categoria. Apesar da mudança de ambientação, da Grande Estação Central de Nova Iorque para a Union Station de Chicago, e de trocar-se a vitima do sequestro, de um menino para uma adolescente cega, o roteiro é bem fiel ao material original do livro.

William Holden e Nancy Olson que interpretam o casal protagonista, também atuaram em Sunset Boulevard do mesmo ano.

ElencoEditar

SinopseEditar

A passageira de um trem para Chicago, Joyce Willecombe, fica alarmada ao notar que homens que sentaram ao seu lado portam armas. Desconfiando que fossem criminosos, ela avisa ao funcionário que entra em contato com a polícia ferroviária da estação "Union Station de Chicago" (apesar das filmagens terem acontecido na Union Station de Los Angeles [2]). Ao desembarcar, Joyce se encontra com o detetive-chefe William Calhoun e a dupla segue os homens até um armário de bagagens e veem quando um deles guarda uma valise. Os policiais perdem os homens de vista e Calhon revista o objeto, não encontrando armas. Mas Joyce reconhece a valise como pertencente à Lorna Murchison, filha cega de seu patrão milionário. O Inspetor de Polícia Donnelly é avisado e logo o sequestro da moça é confirmado. Todos os policiais, ajudados por Joyce e o pai da moça, começam a seguir os criminosos e tentam capturá-los e salvar Lorna, mesmo com poucas esperanças de encontrá-la viva.

RecepçãoEditar

Os críticos da Revista Variety elogiaram o ator William Holden, escrevendo (traduções livres): "William Holden, apesar de aparência muito jovem para um chefe da polícia ferroviária de um terminal metropolitano, está em boa forma".[3]

A resenha do Channel 4 anotou: "Em que pese a trama pouco credível, o filme tem uma qualidade real. Apesar de em 1950, obviamente não se poder chegar aos extremos de Dirty Harry, foi capturado o mesmo espírito de maldade. Maté capitaliza a tensão da história ao usar passageiros inocentes e os espaços dramáticos da estação para aumentar a atmosfera febril".[4]

O crítico Jerry Renshaw elogiou o filme e escreveu: "Na superfície, Union Station é um filme de ação bastante rotineiro para 1950, com seu alto nível de suspense nos procedimentos táticos do braço-forte da polícia para armadilhas de captura e resgate. Contudo, uma definitiva linha noir se sobressai pelo fato de que a polícia joga muito duro contra os caras maus, borrando as linhas divisórias entre bem e mal. A audiência se acostumou a assistir Barry Fitzgerald como um típico padre irlandês na maioria de seus papeis; durante a cena na plataforma vazia, contudo, o Inspetor Fitzgerald diz aos seus homens com a encantadora voz do padre O'Flaherty: 'Façam parecer um acidente'. É um dos mais arrepiantes momentos do noir, mais adequado a James Ellroy do que Hollywood dos anos de 1950. O diretor Maté também dirigiu o clássico D.O.A. em 1950".[5]

Referências

  1. CinePlayers (Brasil)
  2. Christopher Reynolds (23 de novembro de 2013), «Union Station bustles with film plots», Los Angeles Times, consultado em 12 de abril de 2014 
  3. Variety. Resenha de filmes, 4 de outubro de 1951. Último acesso: 16 de janeiro de 2008
  4. Channel 4. Resenha de filme, 2008. Último acesso: 6 de janeiro de 2008
  5. Renshaw, Jerry. The Austin Chronicle, resenha de filmes, 1999. Último acesso: 16 de janeiro de 2008

Ligações externasEditar