Abrir menu principal

Universidade pública

universidade mantida com recursos públicos
(Redirecionado de Universidades públicas)

Uma universidade pública é uma universidade que é de propriedade pública ou recebe fundos públicos significativos por meio de um governo nacional ou subnacional (de estados, municípios, etc.), em oposição a uma universidade privada. Se uma universidade nacional é considerada pública, isso varia de um país (ou região) para outro, dependendo em grande parte do cenário educacional específico.

Índice

No BrasilEditar

No Brasil, existem algumas centenas de universidades públicas financiadas pelos governos federal, estadual ou municipal, e elas incluem as universidades mais renomadas do país, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. As universidades federais brasileiras são consideradas autarquias segundo a Lei de Diretrizes e Bases, visto que é de maior responsabilidade do governo federal a educação em nível superior.[1] Os professores são funcionários públicos, a maioria deles são titulares e selecionados por concursos públicos, onde as publicações internacionais de pesquisa são um critério importante para a contratação. A carga de ensino é geralmente modesta e reserva tempo para pesquisa. Em contraste, a maioria das instituições privadas são empresas com fins lucrativos que contratam professores por hora e têm pouca pesquisa quando comparadas com as públicas, exceções notáveis são certas universidades privadas, mas que são sem fins lucrativos, em sua maioria afiliadas a organizações religiosas, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. As universidades públicas são responsáveis pela concessão de quase todos os diplomas de pós-graduação no Brasil, como doutorado e mestrado. Esses programas de pós-graduação em universidades públicas também são a principal fonte de pesquisa acadêmica brasileira.

Não há taxas de matrícula ou ingresso nas universidades públicas (um direito estabelecido na Constituição). Como as universidades públicas possuem milhares de candidatos todos os anos e poucas vagas, somente os melhores alunos conseguem ser aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o principal exame usado para admissão nas universidades, embora muitas universidades, como a UFRGS, UFRJ ou UNICAMP também possuam um vestibular próprio em paralelo com o ENEM.[2][3][4] Em muitas universidades, há cotas para estudantes cujo Ensino Médio foi integralmente feito em uma escola pública (geralmente, a cota é de 50%), e também existem cotas raciais a determinados grupos étnicos do Brasil, mas elas também são geralmente restritas a estudantes do ensino médio de escolas públicas. Algumas universidades, como a UFMG, uma das maiores universidade federais do Brasil, possuem um bônus sociorracial em seus testes de admissão ao invés de cotas.Esse bônus é de 10% sobre o nível de teste de um estudante do ensino médio da rede pública, que é dado se ele concordar previamente em receber essa vantagem. Alunos de escolas públicas que se declararem negros ou "pardos" (mestiço) têm um bônus de 15%, também se previamente concordarem em receber benefícios baseados na raça.[5] Nos últimos anos, o ensino superior com financiamento público cresceu muito. Desde 2005, o governo brasileiro tem oferecido um número limitado de subsídios de matrícula para permitir que estudantes de famílias de baixa renda frequentem universidades privadas.

Em PortugalEditar

Existem 13 universidades públicas, um instituto universitário e uma universidade à distância. O ensino superior em Portugal prestado por instituições estatais não é gratuito, uma vez que é necessário pagar uma taxa de matrícula anual, chamada de "propina", embora seja muito inferior às das instituições privadas.[6] A maior propina permitida por lei em universidades públicas é de €856 por ano em 2019.[carece de fontes?] As universidades públicas incluem algumas das instituições de ensino superior mais seletivas e exigentes do país, conhecidas pela alta competitividade e reputação nacional.

Ver tambémEditar

Referências