Abrir menu principal
Urano Teixeira da Mata Bacelar
Nascimento 20 de agosto de 1947
Bagé
Morte 7 de janeiro de 2006 (58 anos)
Porto Príncipe
Cidadania Brasil
Alma mater Academia Militar das Agulhas Negras
Ocupação militar
Causa da morte trauma balístico

Urano Teixeira da Mata Bacelar (Bagé, 20 de agosto de 1947Porto Príncipe, 7 de janeiro de 2006) foi um militar brasileiro. Foi comandante do Curso Básico da Academia Militar das Agulhas Negras em 1990.

Índice

BiografiaEditar

General-de-divisão do Exército Brasileiro, pára-quedista com especialidade em guerra na selva, foi comandante militar da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah) desde 31 de Agosto de 2005, quando substituiu o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, até o dia 7 de janeiro de 2006, quando foi encontrado morto por um ferimento de arma de fogo na cabeça, em seu quarto de hotel, em Porto Príncipe. O episódio foi considerado como suicídio..[1][2][3]

Morte no HaitiEditar

Apesar de a morte do General haver sido dada como suicídio, vazamentos de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos apontam para morte por homicídio, segundo publicou o jornal britânico Guardian UK em 21 de Janeiro de 2011.[1]

Em 21 de Janeiro de 2011, o Jornal britânico Guardian UK, publicou que cabos liberados através de Wikileaks revelam que o Presidente da República Dominicana Leonel Fernandez suspeita que Bacelar tenha sido assassinado pelo grupo de rebeldes armado pelo governo americano e liderado por Guy Philippe, ex-miltar e ex-chefe de polícia de um grupo de rebeldes que atuou no golpe que depôs o então presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide

Os cabos revelam que, de acordo com o presidente Fernandez, o mandato do grupo de rebeldes seria promover o caos no Haiti e que o mesmo grupo teria assassinado anteriormente um membro do MINUSTAH canadense e um jordaniano.

O assassinato teria sido em resposta à resistência de Bacellar em usar força nas favelas Haitianas em Cidade Soleil, em oposição à pressão americana e a uma campanha de pressão feita pelo presidente da Câmara de Comércio do Haiti Reginald Boulos e por André Apaid, dono de várias empresas de exploração de trabalhadores (sweatshops) no Haiti e que desempenharam papel importante no golpe que depôs Aristide.

Visto por seus colegas de farda como uma pessoa extremamente ponderada, calma, que mesclava o conhecimento técnico dos temas militares com uma preocupação cultural, Urano parecia ser o oposto do suicida. Quando foi escolhido para suceder o general de divisão Augusto Heleno, seu colega de turma, para comandar as tropas da ONU no Haiti, passou por uma sabatina na sede da ONU, sendo aprovado com louvor.[4]

Referências

Ligações externasEditar