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O urbanismo islâmico em Portugal, durante o período de ocupação muçulmana no Algarbe Alandalus, caracteriza-se sobretudo pelo facto das cidades estarem localizadas em pontos estratégicos, dominando em geral, importantes cursos de água, como por exemplo: Al-Uśbuna (Lisboa), Santarin (Santarém), Kulūmriyya (Coimbra), Mārtula (Mértola) ou Silb (Silves). As cidades islâmicas reaproveitaram espaços, estruturas e materiais do período romano.

Na alcáçova fortificada ficava o alcácer, com funções exclusivamente militares, e uma zona residencial, onde se situavam os paços do alcaide, as dependências da corte e as residências, entre outros, militares e funcionários ligados ao palácio.

Os arrabaldes eram uma espécie de subúrbios, zonas residenciais situadas fora das muralhas.

Nas cidades de maiores dimensões havia ainda a medina, onde se encontravam os principais edifícios públicos, tanto políticos como religiosos, entre os quais a aljamamesquita principal da cidade. A medina era rodeada por uma muralha ou cerca, que a separava dos arrabaldes. A entrada na medina era somente possível durante o dia, porque de noite os portões existentes na muralha era fechados.

Nos bairros residenciais, as casas davam para adarves – ruas labirínticas e sinuosas – que frequentemente nem tinham saída. As casas eram estruturas bastante "introvertidas", já que as aberturas para o exterior eram poucas, de forma a proteger a intimidade familiar.

Da cidade dependiam directamente os campos e hortas circundantes, que diariamente abasteciam os seus mercados, e ainda algumas povoações rurais – as alcarias. A alcaria podia ser um povoado único, fortificado ou não, ou podia agrupar algumas pequenas povoções, que possuíam, em conjunto, um perímetro fortificado onde podiam guardar o gado em caso de perigo. O primeiro tipo de alcaria única existe sobretudo no Alto Alentejo. O segundo tipo de alcarias, com pequenos povoados associados, existe mais predominantemente no Baixo Alentejo e Algarve.

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