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Usuária:Beria/Lisboa

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Lisboa
Brasão de Lisboa Bandeira de Lisboa

Rua Augusta Lisboa.JPG
Vista da Rua Augusta
Localização de Lisboa
Gentílico Lisboeta, Lisbonense, Olisiponense (em desuso), Alfacinha (popular)
Área 83,84 km²
População 564 657 [1] hab. (2001)
Densidade populacional 5 960,2 hab./km²
N.º de freguesias 53
Fundação do município
(ou foral)
Primeiras referências da cidade
Século XII a.C.
Fundação reconhecida oficialmente (conquista da cidade por D. Afonso Henriques)
1179

Capital do Reino
1256

Região (NUTS II) Lisboa
Sub-região (NUTS III) Grande Lisboa
Distrito Lisboa
Província Estremadura
Orago Orago Maior:
Santo António de Lisboa
Orago Menor:
São Vicente
Feriado municipal 13 de Junho (Dia de Santo António)
Código postal 1000 a 1900 Lisboa
Sítio oficial http://www.cm-lisboa.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Lisboa é a capital[2] e a maior cidade de Portugal. A cidade, além de ser a capital do país, é também capital do distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. Eclesiasticamente, é sede da diocese e do Patriarcado de Lisboa.

A região de Lisboa, com um PIB per capita superior à média da União Europeia, é a região mais rica de Portugal. Duas agências europeias têm sede em Lisboa: o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e a Agência Europeia de Segurança Marítima, ambas com projectos de novas sedes a beira rio. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa encontra-se igualmente sediada em Lisboa.

A região situa-se à volta da cidade de Lisboa, do estuário do Tejo e no norte da península de Setúbal.

Tem 564 657 habitantes (2001) [1] e uma área metropolitana envolvente que ocupa cerca de 2.750 km², com cerca de 3 milhões de habitantes. A cidade e a sua área metropolitana concentram 27% da população do país. O concelho de Lisboa tem 83,84 km² de área, e apresenta uma densidade demográfica de 5 960,2 hab./km². O concelho subdivide-se em 53 freguesias, encontrando-se em estudo a formação de uma nova freguesia. Faz fronteira a norte com os municípios de Odivelas e Loures, a oeste com Oeiras, a noroeste com Amadora e a sudeste com o estuário do Tejo. Por este estuário, Lisboa une-se aos concelhos da Margem Sul: Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.

Lisboa possui inúmeras atracções turísticas. Os seus bairros típicos atraem visitantes pelas suas características peculiares. A baixa pombalina, Belém, Chiado ou Bairro Alto, são zonas onde afluem milhares de turistas e visitantes anualmente.

O principal meio de deslocação em Lisboa, é o Metropolitano de Lisboa e os autocarros da Carris. Porém, todos os dias entram em Lisboa cerca de 5 milhões de carros, provenientes dos concelhos periféricos.

Índice

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História de Lisboa

O Neolítico e a fundaçãoEditar

Durante o neolítico, a região foi habitada por vários povos Iberos que também viveram em outras regiões da Europa atlântica neste período. Eles construíram vários monumentos megalíticos. Ainda é possível encontrar alguns dólmens e menires nos campos ao redor da cidade.

Achados arqueólogicos sugerem que já havia influência fenícia na região em 1200 a.C., levando alguns historiadores à teoria de que povos fenícios teriam habitado a região do centro da actual cidade, na parte sul da colina do castelo. O magnífico porto fornecido pelo estuário do rio Tejo transformou a cidade numa solução ideal de como fornecer alimentos aos navios que viajavam para as ilhas de Estranho (actuais Ilhas Scilly) e Cornwall.

O povo celta invadiu a região no primeiro milénio a.C. e através de casamentos inter-raciais com os povos ibéricos pré-romanos, aumentaram o número de falantes da língua celta na região.

A nova cidade foi nomeada Allis Ubbo ou "Porto seguro" em fenício, de acordo com uma das várias teorias acerca da origem do nome. Outra teoria é que ela teve esse nome por associação ao nome pré-romano do rio Tejo, Lisso ou Lucio.

Além de poderem viajar para o norte, o fenícios também aproveitaram o facto de estarem na desembocadura do maior rio da península Ibérica para fazerem comércio de metais preciosos com as tribos locais. Outros importantes produtos locais comercializados foram o sal, os peixes salgados e os puros sangue lusitano, que eram bastante renomados na antiguidade.

Recentemente, resquícios fenícios do século VII a.C. foram encontrados sob a Sé de Lisboa. No entanto, alguns dos historiadores modernos[3] consideram que a ideia da fundação fenícia é irreal, e acreditam que Lisboa era uma antiga civilização autóctone (chamada pelos romanos de oppidum) e que, no máximo, mantinham relações comerciais com os fenícios, o que explicaria a presença de cerâmicas fenícias e outros objectos.

Uma lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa teria sido fundada pelo herói grego Ulisses, e que tal como Roma o seu povoado original foi rodeado por sete colinas. E, por associação a este fato, os gregos chamam a cidade de Olissipo, nomes derivados do nome do herói. Se todas as viagens de Ulisses atraves do Atlântico se deram da forma descrita por Théophile Cailleux,[4] isso poderia significar então que Odisseu fundou a cidade vindo do norte, antes de tentar dar a volta ao Cabo Malea, (que Cailleux diz ser o Cabo de São Vicente), no sentido de sudeste, em direcção a Ítaca. No entanto, a presença dos fenícios (mesmo ocasional) é anterior a presença helénica na área. Posteriormente, o nome grego teria sido corrompido em latim para Olissipona.

Alguns dos deuses nativos são Aracus, Cariocecus, Bandua e Trebaruna.

Os Períodos Grego e RomanoEditar

 
Olissipo situava-se na província romana da Lusitânia
 Ver artigo principal: Olisipo

Os gregos antigos tiveram provavelmente na foz do rio Tejo um posto de comércio durante algum tempo, mas os conflitos que grassavam por todo o mediterrâneo, levaram sem dúvida ao seu abandono, devido sobretudo ao poderio Cartaginense de toda a região nessa época.

A degeneração do Império, e a feudalização da sociedade romana levaram às primeiras invasões dos povos Germanos, Hunos e outros. Inicialmente aceites como colonos nas terras desertificadas pelas epidemias terriveis que mataram grande parte da população da época (provavelmente de Sarampo e Varíola), transformaram-se depressa em expedições militares com objectivos de saque e conquista.

Após a conquista a Cartago do oriente peninsular, os romanos iniciam as guerras de pacificação do ocidente. Cerca de 205 a.C. os Olisiponenses estabeleceram uma aliança estratégica com os romanos, lutando lado a lado com as legiões, conquistando a vitória e sendo absorvida no império e recompensada com a atribuição de cidadania romana, um privilégio raríssimo já naquela época para povos não italianos. Felicitas Julia, como a cidade viria a ser conhecida, beneficia do estatuto de municipium, juntamente com os territórios em redor, até uma distância de 50 quilómetros, não pagando impostos a Roma, ao contrário de quase todos os outros castros e povoados autóctones conquistados. Foi incluída com larga autonomia na província da Lusitânia, cuja capital era Emeritas Augusta, a actual Mérida (na Extremadura Espanhola).

No tempo dos romanos a cidade era famosa pelo garum, um molho de luxo feito à base de peixe, exportado em ânforas para Roma e todo o império, assim como vinho, sal e cavalos da região. Ptolomeu chamou a cidade de Oliosipon.

No fim do domínio romano Olissipo seria um dos primeiros núcleos a acolher o cristianismo. O primeiro bispo da cidade foi São Gens. Sofreu invasões bárbaras dos alanos, vândalos e depois fez parte do reino dos suevos, antes de ser tomada pelos visigodos de Toledo, que a chamaram de Ulishbona. [5]

A conquista muçulmanaEditar

 
Afonso Henriques

Após três séculos de saques, pilhagens e perda de dinâmica comercial, Ulishbuna seria pouco mais que uma vila no início do século VII. É nesta altura que, aproveitando uma guerra civil do Reino Hispânico Visigótico, que os árabes liderados por Tariq invadem a Península Ibérica com as suas tropas mouriscas, em 711. Olishbuna foi conquistada pelas tropas de Abdelaziz ibn Musa, um dos filhos de Tariq, assim como o resto do Ocidente.

Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ. Construiu-se neste período a cerca moura.

Enquanto se fragmentavam as Taifas islâmicas do Sul, no Norte sucedia o Condado Portucalense do Reino de Leão, já em plena Reconquista da Península Ibérica. Apesar de baseado em Guimarães, a força económica que permitia a autonomia do Condado Portucalense estava na cidade do Porto (Portucale ou porto da cidade de Cale, a actual Gaia). É interessante pensar como foi o novo Reino, centrado no dinamismo comercial da jovem cidade de mercadores do Porto, que usufruía de uma posição e importância semelhantes na foz do segundo maior rio da Península Ibérica, o rio Douro, como Lisboa no rio Tejo, que acabaria por conquistar essa venerável cidade.

A Cruzada: Portugal conquista LisboaEditar

 
A rendição muculmana após o cerco de Lisboa por D. Afonso Henriques

Famosa e opulenta, a cidade daria ao reino bastante prestígio. A primeira tentativa de Afonso de conquistar al-Ushbuna deu-se em 1137 e fracassou frente às muralhas da cidade. Em 1140 aproveita os cruzados que passavam por Portugal para novo ataque que novamente falha.

Só 7 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do reino em 1255 devido à sua localização estratégica. A seguir à reconquista foi instituída a diocese de Lisboa que, no século XIV, seria elevada a metrópole (arquidiocese). [5]

Nos últimos séculos da idade média a cidade expandiu-se e tornou-se um importante porto com comércio estabelecido com o norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. Em 1290 o rei Dom Dinis mandou estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa (que foi transferida para Coimbra em 1308), a cidade então já dispunha de grandes edifícios religiosos e conventuais.

Dom Fernando I, "o Formoso", construiu a famosa Muralha Fernandina, já que a cidade crescia rapidamente para fora do perímetro inicial. Começando pelo lado dos bairros mais pobres e acabando nos bairros da burguesia, a maior parte do dinheiro utilizado veio desta última. Esta estratégia mostrou-se conveniente, já que de outra forma a burguesia deixaria de financiar a obra.

O novo capítulo da história de Lisboa nasce com a grande revolução da Crise de 1383-85. Após a morte de Fernando de Portugal, o Reino passaria para o Rei de Castela, João I de Castela. Depois de 2 anos sem Rei, os burgueses ganham a luta (porque apoiavam o Rei que viria a Reinar), com as suas ligações inglesas e capitais avultados: o Mestre de Avis é aclamado João I de Portugal, vencendo o cerco de Lisboa de 1384, e a Batalha de Aljubarrota sob liderança de Nun'Álvares Pereira em 1385 contra as forças de Castela e dos fidalgos do Norte.

Era das Navegações e o ouro do BrasilEditar

 
A Torre de Belém, um dos monumentos mais famosos de Portugal

A colaboração estreita com os italianos, que dominavam a navegação no Mediterrâneo desde o tempo do Império Romano, trouxe frutos à cidade de Lisboa. Várias expedições se empreenderam com tripulações italianas e portuguesas, nas quais foram descobertos os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias. Alguns afirmam que terão mesmo chegado ao Brasil. Estas ilhas permitem o estabelecimento de novas cidades-portos, úteis para a exploração de novos mercados. De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497-1498, reforçando também com este feito, a condição de grande porto e centro mercantil na Europa.

Na época da expansão as casas de Lisboa tinham de três a cinco andares, sendo no primeiro uma loja e nos últimos as instalações dos comerciantes. Nesta época havia uma mistura de raças em Lisboa como não se via noutro ponto da Europa. Num livro sobre Dom Manuel I, "o Venturoso", aparece uma imagem que representa a vida quotidiana nesta época: a uma mesa está sentada uma família, dois filhos e um casal, sentada em bancos de três pernas. A decoração da sala é simples, tem um pequeno armário de parede com janelinhas de vidro onde estão guardadas as louças de prata da família e pouco mais. A um canto vê-se uma cortina de seda, presa por aros de ouro, entreaberta. Do lado de lá da cortina parece existir uma cozinha ou adega, onde estão dois serviçais negros. Para além dos escravos, Lisboa era muito frequentada por uma grande quantidade de comerciantes estrangeiros. [5]

Após terminarem as guerras e conflitos entre os conservadores e liberais, Lisboa, tendo perdido o ouro e monopólio dos produtos do Brasil, a fonte de toda a sua riqueza desde o fim do século XVI encontrava-se numa situação económica desesperada. No Norte da Europa, as nações iniciavam a industrialização, e enriqueciam com o comércio das Américas (a Inglaterra viria a dominar o comércio brasileiro) e da Ásia. O atraso de Portugal parecia irreversível.

 
Aclamação de D. João IV, o Restaurador.

É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a Restauração da Independência, em 1640. [5]

Os problemas para o comércio na cidade aumentam quando os Catalães, um povo mercador como o de Lisboa, também oprimidos pelas taxas castelhanas, se revoltam em 1636. É a Portugal que Madrid vem exigir os homens e os fundos para derrotar os catalães, numa tentativa de usar os de Portugal contra os da Catalunha.

É então que os mercadores da cidade se aliam à pequena e média nobreza. Tentam convencer o Duque de Bragança, Dom João, a aceitar o trono, mas este, como o resto alta Nobreza, é beneficiado por Madrid e só o prospecto de se tornar Rei o convence finalmente. Os conspiradores assaltam o Palácio do Governador, aclamando o novo Rei D. João IV, com o apoio inicialmente do Cardeal Richelieu de França, e depois a velha aliança retomada com a Inglaterra (tudo isto ficou conhecido com a Restauração da Independência, em 1640).

A Lisboa pós-Restauração é uma cidade cada vez mais dominada pelas ordens religiosas Católicas. Mais de 40 conventos são fundados na cidade em adição aos 30 já existentes, e os religiosos ociosos cuja sustentação é assegurada pelas esmolas e expropriações contam-se aos muitos milhares, constituindo mais de 5% da população da cidade. O clima político é cada vez mais conservador e autoritário e a Inquisição, depois de destruída a classe mercadora, concentra-se no controlo das mentalidades, vigiando as ideias e a criatividade, que suprime em nome da pureza da Religião. Os segundos e terceiros filhos, que não recebem a herança do pai, e que antes se dedicavam ao comércio e às empresas além-mar, agora simplesmente se refugiam nas ordens religiosas e vivem à conta de outrem, a maioria das vezes de forma apenas superficialmente religiosa.

 
O Marquês de Pombal

No início do século XVIII, no reinado de Dom João V, a cidade foi dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres.

A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo), Ministro da Guerra e Negócios Estrangeiros e oriundo da Baixa Nobreza, reagindo celebremente às ruínas do terramoto, terá dito que era necessário enterrar os mortos, cuidar dos vivos e construir a cidade. Uma ideia que vai desenvolver de seguida a nível da economia e sociedade. A parte central da reconstrução de Lisboa designar-se-á por Baixa Pombalina). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço, esta com uma belíssima arcada e aberta ao rio Tejo. [5]

Ainda no século XVIII e a instâncias de D. João V, o Papa concedeu ao arcebispo da cidade o título honorífico de Patriarca e a nomeação automática como Cardeal (daí o título de "Cardeal Patriarca de Lisboa").

Nos primeiros anos do século XIX Portugal foi invadido pelas tropas de Napoleão Bonaparte, obrigando o rei Dom João VI a retirar-se temporariamente para o Brasil. A cidade ressentiu-se e muitos bens foram saqueados pelos invasores. A cidade viveu intensamente as lutas liberais e iniciou-se uma época de florescimento dos cafés e teatros. Mais tarde, em 1879, foi aberta a Avenida da Liberdade que iniciou a expansão citadina para além da Baixa.

O centro cultural e comercial da cidade passou para o Chiado, durante o século XIX (cerca de 1880. Com as velhas ruas da Baixa já ocupadas, os donos de novas lojas e clubes estabelecem-se na colina anexa, que rapidamente se transforma. Aqui são fundados os Clubes, como o Grémio Literário famoso das histórias de Eça de Queiróz, e frequentado por Almeida Garrett, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins e Alexandre Herculano. Estabelecem-se ainda lojas de roupas das modas de Paris e outros produtos de luxo, grandes armazéns no estilo do Harrods de Londres ou das Galerias Lafayette de Paris e novos cafés de Luso-Italianos, como O Tavares e o Café do Chiado.[5]

Século XXEditar

 
Monumento à Revolução do 25 de Abril (Revolução dos Cravos)

Culturalmente este é o período em que as touradas e o fado se transformam em verdadeiros entretenimentos populares regulares. A eles se junta o teatro popular ou teatro de revista (inventado em Paris) que, com as velhas e eruditas comédias e dramas, disputa os novos teatros da capital. Um entretenimento tipicamente português deste tempo é a Oratória, em que actores corrompem a velha arte do Padre António Vieira em argumentos cantados, floridos e quase sempre superficiais com que disputam prémios. Surgem ainda os primeiros grandes jardins públicos, imitando o Hyde Park de Londres e os jardins das cidades alemãs: o primeiro é o Jardim da Estrela, onde passeiam os burgueses aos fins-de-semana.

Alarmadas as elites impõem a ditadura em 1907 com João Franco, mas é tarde de mais. Em 1908 a família real sofre um atentado (no Terreiro do Paço) em que morrem o Rei Dom Carlos de Portugal e o Príncipe herdeiro, numa acção provavelmente executada pelos anarquistas (que neste período atacam figuras públicas em toda a Europa). Em 1909 os operários de Lisboa organizam extensas greves. Em 1910, em Lisboa, dá-se finalmente a revolta. A população da cidade forma barricadas nas ruas e são distribuídas armas. Os exércitos ordenados a reprimir a revolução são desmembrados pelas deserções. O resto do país é obrigado a seguir a capital, apesar de continuar profundamente rural, católico e conservador. É proclamada a Primeira República.

 
Ponte 25 de Abril e zona adjacente do lado norte do Rio Tejo

Em 1912 os monárquicos aproveitam o descontentamento com as leis liberais dos republicanos no norte do país, e aí tentam o golpe de estado, que falha. Em 1916 Portugal entra do lado aliado na Primeira Guerra Mundial, enviando homens e recursos muito consideráveis num período de crise, e a situação económica e política fica cada vez mais tensa, havendo mesmo episódios de fome.

O fim da I República ocorre em 1926, quando a direita conservadora antidemocrática (ainda em pleno século XX largamente liderada pelos descendentes da antiga Nobreza do norte de Portugal e pela Igreja Católica) toma finalmente o poder após mais duas tentativas em 1925, alegadamente de forma a por fim à anarquia que ela própria tinha largamente criado. Inicialmente militar, liderado pelo General Gomes da Costa, o novo governo rapidamente adopta uma ideologia quasi-fascista sob a liderança de Salazar. [5] O regime de Salazar e Marcello Caetano seria derrubado pela revolução dos cravos num golpe de estado realizado em Lisboa a 25 de Abril de 1974.[5]

Desde esta data, após um período conturbado até 1975, Lisboa e o país têm sido governados por um regime democrático. O actual Presidente da Câmara de Lisboa (C.M.L), é António Costa, do Partido Socialista (PS).

Dez anos mais tarde, em 1985, dá-se a Assinatura do Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, por parte do Presidente da República, Mário Soares.[6]

Em 1988, deu-se o Grande Incêndio do Chiado, que destruiu uma boa parte do património Lisboeta, assim como a principal zona de comércio de Lisboa, que ainda hoje está a ser reconstruída. [6]

Lisboa continua a desenvolver-se ao ritmo das mais altas cidades/capitais europeias, melhorando as suas infraestruturas (e construindo novas), melhorando o sistema de segurança, saúde, etc. Em 1994, foi a Capital da Cultura, em 1998, inaugurou a sua segunda ponte, que por sinal, é a maior de toda a Europa, e a quarta maior do Mundo, a Ponte Vasco da Gama (a primeira ponte, foi a Ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966), nesse mesmo ano (1998), organizou a Exposição Mundial de 1998, com o tema Oceanos. Mais recentemente, foi anunciada a construção de uma terceira ponte, de um novo aeroporto, de um mega-hospital (ou hospital central), assim como a renovação e melhoramento da cidade em si.[5]

GeografiaEditar

 
Mapa Histórico da Cidade de Lisboa

Localizada na margem direita do rio Tejo, junto à foz, a 38º42' N e a 9º00' W, com altitude máxima na Serra de Monsanto (226 metros de altitude), Lisboa é a capital mais ocidental da Europa. Fica situada a oeste de Portugal, na costa do Oceano Atlântico. [7]

Os limites da cidade, ao contrário do que ocorre em grandes cidades, encontram-se bem delimitados dentro dos limites do perímetro histórico. Isto levou à criação de várias cidades ao redor de Lisboa, como Loures, Odivelas, Amadora e Oeiras, que são de facto parte do perímetro metropolitano de Lisboa.

 
Cidade de Lisboa (vista de satélite)

O centro histórico da cidade é composto por sete colinas, sendo algumas das ruas demasiado estreitas para permitir a passagem de veículos. A cidade serve-se de três funiculares e um elevador (Elevador de Santa Justa). A parte ocidental da cidade é ocupada pelo Parque Florestal de Monsanto, um dos maiores parques urbanos da Europa, com uma área de quase 10 km².

Lisboa tem ganho terreno ao rio com sucessivos aterros, sobretudo a partir do século XIX. Esses aterros permitiram a criação de avenidas, a implantação de linhas de caminho-de-ferro e a construção de instalações portuárias e mesmo de novas urbanizações como o Parque das Nações e equipamentos como o Centro Cultural de Belém.

Duas pontes unem a cidade à margem sul do rio Tejo:

ClimaEditar

Lisboa é uma das capitais mais amenas da Europa, com um clima fortemente influenciado pela Corrente do Golfo. A Primavera é fresca a quente (de 8°C a 26°C) com sol e alguns aguaceiros. O Verão é seco, quente com algum vento e temperaturas entre 16°C a 35°C. O Outono é ameno e instável, com temperaturas entre 12°C e 27°C e o Inverno é tipicamente chuvoso e fresco, também com algum sol (temperaturas entre 3°C e 18°C). A temperatura mais baixa registada foi de -2,2°C e a mais elevada foi de 43°C. [8]

É muito raro nevar — nevou ligeiramente nos dias 29 de Janeiro de 2006 e 28 de Janeiro de 2007, depois de mais de 40 anos sem ocorrência de neve. Em média há 3300 horas de sol e 100 dias de chuva por ano. [9]

Evolução demográficaEditar

A população de Lisboa, é caracterizada por vários altos e baixos ao longo da sua história. Actualmente, a população de Lisboa está em queda.[10] Já a área metropolitana de Lisboa está em crescimento populacional, em docorrência da migração dos habitantes da cidade para as cidades vizinhas.[11]

Na actual estrutura demográfica de Lisboa , as mulheres representam mais de metade da população (54%) e os homens 46%.[12]

A cidade apresenta uma estrutura etária envelhecida, com 23% de idosos (65 anos ou mais),[13] quando a média portuguesa é de 16%.[14] Entre os mais novos, 13% da população tem menos de 15 anos, 9% está entre os 15 e os 24 anos e 53% dos 25 aos 64 anos de idade.[12]

Município e Organização AdministrativaEditar

Eleições de 9 de Outubro de 2005
Órgão PSD PS PCP BE CDS-PP PEV
Câmara Municipal 8 5 2 1 1 0
Assembleia Municipal 56 28 13 5 3 2
dos quais: eleitos directamente 23 16 5 5 3 2
Eleições de 15 de Julho de 2007
Órgão PS Lisboa com Carmona PSD Cidadãos por Lisboa PCP BE
Câmara Municipal 6 3 3 2 2 1

É em Lisboa, que se localizam os principais pontos políticos do país (ministérios, tribunais, etc). [15] [16] O município de Lisboa é administrado por uma Câmara Municipal composta por 17 vereadores. Existe uma Assembleia Municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 107 deputados.

O cargo de Presidente da Câmara Municipal ficou vago desde 15 de Maio de 2007, após a demissão de António Carmona Rodrigues que tinha sido eleito pelo PSD. A nova Câmara Municipal foi eleita em 15 de Julho de 2007, tendo sido eleito António Costa, pelo PS.

 
Fachada do edifício da Assembleia da República

FreguesiasEditar

Pelo Decreto-Lei nº 42142 de 17 de Fevereiro de 1959, a cidade de Lisboa passou a estar dividida nas actuais 53 freguesias;[17] estão agrupadas, para efeitos administrativos, em quatro bairros. Existe neste momento, a possibilidade de surgir uma nova freguesia, a Freguesia do Oriente, que comporta todas os terrenos inerentes ao Parque das Nações, onde ocorreu a Expo 98.

No quadro em baixo, estão representadas as 53 freguesias de Lisboa,[18] mais a proposta. Juntamente com estas, está disponível a população de cada uma (que no total, equivale a 509 751 habitantes), e a sua área respectiva (que ao todo corresponde a 83,84 km²).

Relações InternacionaisEditar

Lisboa tem acordos de parceria com várias cidades e tem multiplos acordos como cidade gémeaPE/cidade-irmãPB com as seguintes cidades:[19]

EconomiaEditar

 
Fachada do Centro Comercial Vasco da Gama.

Lisboa é a cidade mais rica de Portugal com um PIB per capita superior à média europeia e tem uma economia concentrada em serviços. O Porto de Lisboa é o porto mais activo da Costa Atlântica Europeia. Por outro lado, a cidade tem vários portos desportivos, como em Belém, Santo Amaro, Bom Sucesso, Alcântara e Olivais. A maioria das sedes das multinacionais existentes no país está situada em Lisboa e é ainda a 6ª cidade a nível mundial que mais recebe congressos internacionais.[27]

A Área Metropolitana de Lisboa é altamente industrializada, especialmente na zona sul do rio Tejo. As indústrias principais consistem em refinarias de petróleo, indústrias têxteis, estaleiros, siderurgia e pesca.

É por essas razões considerada o segundo centro financeiro e económico mais importante na Península Ibérica, apenas atrás de Madrid.

SaúdeEditar

 
Fachada principal do Hospital de Dona Estefânia

Em Lisboa existem vários hospitais (quer públicos quer privados), clínicas, centros de saúde, etc.

Os principais hospitais da Cidade de Lisboa são:

Existe porém, um projecto (já em curso), que prevê a construção de um mega Hospital Central, no Parque da Bela Vista. O Hospital intitulado de Hospital de Todos os Santos,[28][29] englobará alguns hospitais existentes no centro de Lisboa (como por exemplo, o Hospital de Dona Estefânia, o Hospital de Santa Marta, etc).A inauguração deste novo Hospital, está prevista para 2011/2012.

EducaçãoEditar

 
A Universidade de Lisboa, durante a Benção dos Finalistas

A cidade de Lisboa possuí varias escolas públicas e privadas de jardins de infância, ensino primário, ensino básico e secundário, que perfazem um total de 312. Na área da Grande Lisboa existem escolas internacionais como por exemplo a Saint Julian's School, o Carlucci American International School of Lisbon, a St Dominic's International School, Deutsche Schule Lissabon, e o Lycée Français Charles Lepierre.

Existe também uma grande quantidade de universidades em Lisboa: a Universidade de Lisboa (a mais velha instituição de ensino em Lisboa, também chamada de Universidade Clássica de Lisboa, depois da fundação da Universidade Nova de Lisboa em 1957) a Universidade Técnica de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa, que oferecem cursos em todas as áreas académicas (ou seja, todas as disciplinas). Existe também um instituto, o ISCTE, e um instituto politécnico - o Instituto Politécnico de Lisboa.

As maiores instituições privadas, de ensino superior, incluem a Universidade Católica de Portugal , bem como a Universidade Lusíada, a Universidade Lusófona e a Universidade Autónoma de Lisboa, entre outras.

O total de inscritos nas instituições de ensino superior público e privado foi, no ano lectivo de 2007-2008, de 376.917 alunos.[30]

AmbienteEditar

Lisboa é uma cidade repleta de espaços verdes, de variadas dimensões. Alguns deles estão em processo de recuperação, no intuito da criação de um corredor verde na cidade. Em temos de qualidade do ar, apresenta elevados níveis de poluição atmosférica, com elevados níveis de exposição da população a partículas inaláveis (PM10), o que provoca em média uma diminuição da longevidade dos residentes em seis meses.[31] A poluição atmosférica é mais acentuada em torno das principais vias rodoviárias, em virtude da utilização excessiva de tráfego automóvel, que por sua vez é causada por uma política de mobilidade urbana pouco eficiente e raramente articulada, um pouco como se verifica na maioria das grandes cidades mundiais.

CulturaEditar

 
Vista aérea da actual FIL, na antiga área da Expo'98, no actual Parque das Nações.

Lisboa é uma cidade com uma vibrante vida cultural, sendo considerada um dos grandes centros culturais europeus. Mais antiga do que Roma, epicentro dos descobrimentos e de um vasto império desde o século XV, a cidade habituou-se a ser o ponto de encontro das mais diversas culturas, o primeiro lugar em que Oriente, Índias, Áfricas e Américas se encontraram e descobriram. Mantendo estreitas ligações, sempre mais afectivas e culturais do que económicas, com as antigas colónias portuguesas e hoje países independentes, Lisboa é uma das cidades mais cosmopolitas da Europa. É possível, numa só viagem de metro pela linha verde ouvir falar línguas como o cantonês (da China), o crioulo cabo-verdiano, o gujarati (da Índia), o ucraniano, o italiano ou o português com pronúncia moçambicana ou brasileira. E nenhuma delas falada por turistas, mas sim por habitantes da cidade.

Desde 1994, ano em que foi Capital europeia da cultura, Lisboa tem vindo a acolher uma série de eventos internacionais (como a Expo 98, o Tenis World Master 2001 ou o Euro 2004) representando um forte impacto no desenvolvimento de actividades e infraestruturas culturais. Em 2005, Lisboa foi considerada pela International Congress & Convention Association como a oitava cidade do mundo mais procurada para a realização de eventos e congressos internacionais. Por Lisboa têm passado iniciativas como a Gymnaestrada, a MTV Europe Music Awards, o Rali Dakar, o Rock in Rio ou os 50 anos da Tall Ships' Races (Regata Internacional dos Grandes Veleiros).

Assim, a viragem do século viu multiplicarem-se as salas de teatro e de cinema, viu serem construídos pavilhões de exposições, museus, equipamentos desportivos. O desenvolvimento da economia em Lisboa levou a uma explosão do marketing e, consequentemente, do mecenato. As grandes salas de espectáculos, os museus e outras instituições exibem hoje os logótipos das maiores empresas do país e de multinacionais.

 
Torre São Gabriel no Parque das Nações.

O reverso da moeda está na degradação de muito do património arquitectónico menos monumental ou visível contra a qual os diferentes executivos camarários têm vindo a lutar, nem sempre com sucesso. A especulação imobiliária tem arrasado, nos últimos anos, milhares de prédios de construção antiga, mas não classificados pelo IPPAR, para agradar a uma crescente procura por habitações em estado novo. A casa de Almeida Garrett, demolida em Agosto de 2006, foi uma das mais recentes vítimas desta fúria construtora/destruidora.

A cultura de Lisboa é hoje, como sempre, a cultura da diversidade e da mistura. O eixo Alfama-Baixa/Chiado-Bairro alto é palco para a cultura erudita como para a popular, para a cultura jovem como para a tradicional. Em qualquer noite lisboeta, mesmo a um dia de semana, a oferta é variada, a um jantar com fado ao vivo no Bairro Alto pode seguir-se um espectáculo de ópera no São Carlos, ou um concerto de rock no Coliseu dos Recreios. Pode continuar-se com um concerto da música electrónica mais alternativa e mais underground na ZDB (de volta ao Bairro Alto) ou com uma viagem pelos muitos bares e discotecas (danceterias) do Bairro Alto ou de toda a zona ribeirinha da cidade, desde a "Expo" (Parque das Nações) até Belém. Quando o Sol nasce é tempo de ver os milhares de turistas que enchem os monumentos e lugares históricos, como o castelo, o bairro típico de Alfama ou Belém.

Expo 98Editar

 
Mascote da EXPO'98

A EXPO'98, ou Exposição Mundial de 1998, cujo tema foi "Os oceanos: um património para o futuro", realizou-se em Lisboa, Portugal de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998.

A zona escolhida para albergar o recinto foi o limite oriental da cidade junto ao rio Tejo. Foram construídos diversos pavilhões que permanecem ao serviço dos habitantes e visitantes integrados no agora designado Parque das Nações, destacando-se o Oceanário (o maior aquário do Mundo com a reprodução de 5 oceanos distintos e numerosas espécies de mamíferos e peixes, do arquitecto Peter Chermayeff) um pavilhão de múltiplas utilizações (Pavilhão Atlântico, arquitecto Regino Cruz) e um complexo de transportes com metropolitano e ligações ferroviárias (Estação do Oriente, do arquitecto Santiago Calatrava).

A EXPO'98 atraiu cerca de 11 milhões de visitantes, apesar de previsões iniciais apontarem para cerca de 15 milhões, o que veio a justificar algumas opções de gestão de carácter duvidoso, e, acima de tudo, ruinosas para a empresa e seus accionistas. Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou - por exemplo, os seus cerca de 5000 eventos musicais constituíram um dos maiores festivais musicais da história da humanidade. Arquitectonicamente, a Expo revolucionou esta parte da cidade e influenciou os hábitos de conservação urbana dos portugueses - pode dizer-se que o Parque das Nações é um exemplo de conservação bem-sucedida dum espaço urbano.

Foi considerado pelo BIE (o organismo internacional que elege as cidades a receberem as exposições)como a melhor Exposição Mundial de sempre.

A utilização pioneira de ferramentas de design para grandes projectos de arquitectura, engenharia e construção transformou a EXPO'98 num caso de estudo internacional na área do desenho assistido por computador (CAD). O exemplo pegou e outras obras seguiram também a mesma metodologia desta experiência transformada já em «case study».[32]

O pioneirismo da EXPO foi, aliás, ressaltado por um trabalho de reportagem intitulado 'A Tale of Two Cities' publicado na edição de Junho de 1999, da Computer Graphics World (volume 22, nº6), a revista de referência internacional do sector.

«Os clássicos estiradores foram substituídos por estações de trabalho. Estávamos em 1993, o que provocou uma verdadeira revolução no modo de trabalhar típico deste sector e representou uma situação ímpar na história de grandes projectos no nosso país». O homem no centro desta operação foi José da Conceição Silva, um especialista de Informática da área de CAD/AEC, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), de Lisboa, requisitado para a Parque Expo para responsável pelo Departamento de CAD, GIS, Web e Multimédia.

Eventos ContemporâniosEditar

 
Edifício da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

Ocorrem todos os anos, vários eventos culturais e lúdicos em Lisboa. São alguns exemplos:

Meia Maratona de Lisboa

A Meia Maratona de Lisboa, realiza-se todos os anos (no mês de Março) na cidade de Lisboa, e conta com a participação de milhares de concorrentes de variedissimos países (quer profissionais, quer amadores). Existem sempre dois estilos de provas, uma mais curta (para amadores que não se sintam muito preparados), e uma mais longa (para profissionais, e quem quiser arriscar).[33] [34]

A parte principal da corrida/maratona, é quando os participantes atravessam a Ponte 25 de Abril.

Meia Maratona de Portugal

A Meia Maratona de Portugal, é uma corrida organizada por várias entidades de referência em Portugal, em que dezenas de milhares de lisboetas correm sobre a ponte Vasco da Gama. [33]

Rally Dakar

Em 2006, 2007, o ano começou com a partida do Rali Dakar de Belém, que não sendo um evento cultural se torna devido aos inúmeros eventos culturais associados a esta prova, como concertos de música e espectáculos de animação de rua, essa prova foi cancelada em 2008 por motivo de ameaça de actos terroristas no seu percurso, esperando que em 2009 a mesma se inicie de novo em Lisboa, e se possa continuar com esta "tradição". [35]

Rock in Rio
 
Entrada do Rock in Rio Lisboa

O Rock in Rio é um festival de música idealizado pelo empresário brasileiro Roberto Medina e realizado pela primeira vez em 1985.

Originalmente organizado no Rio de Janeiro, de onde vem o nome do evento, o Rock in Rio rapidamente se tornou um evento de repercussão mundial e, em 2004, teve a sua primeira edição internacional em Lisboa, Portugal.

Ao longo da sua história, o Rock in Rio teve 7 edições, três no Brasil, três em Portugal e uma em Espanha. Em 2008, foi realizado pela primeira vez em dois locais diferentes, Lisboa e Madrid, e há intenções de Medina em organizar uma edição simultânea em três continentes diferentes. [36]

Em 2010, Lisboa voltará a receber o Festival, onde já foram prometidas várias surpresas e novidades. [37]

A continuação do Festival no Parque da Bela Vista, pode estar "ameaçada" devido à construção do novo Hospital de Todos os Santos em Lisboa. Porém, também já foi confirmada a realização do Festival em 2012. [38] Em 2014, o Festival voltará ao Brasil, não se sabendo se se irá realizar também em Lisboa (mas devido ao grando sucesso que teve nas duas edições já realizadas, é provável que Lisboa se torne um "palco" bianual, para todas as edições do Rock in Rio).

Actualmente especula-se se o Festival mudar-se-à para a zona de Loures, depois do novo hospital ser construído.

Natal e Ano Novo

Todos os anos, durante a época natalícia (período entre 25 de Novembro e 7 de Janeiro), Lisboa é iluminada por milhões de pequenas luzes, que visam criar efeites luminosos, como sinos, anjos, Pais Natais, etc… Em 2004, Lisboa recebeu uma novidade nas suas festividades, a Maior Árvore de Natal da Europa. Inicialmente colocada em Belém, passou para o Terreiro do Paço em 2005, onde também se realizou a edição de 2006 (nesta altura, já contava com 76 metros de altura, equivalentes a um prédio de 30 andares). Em 2007, a árvore foi levada para o Porto, porém, os Lisboetas esperam que a árvore volte à cidade. Pelas ruas da Baixa, é normal ver-se várias atracções natalícias, como espetáculos de música, um Pai Natal, etc (animação de rua). [39] [40] [41]

 
Concerto de Tito Paris, na Passagem de Ano 2008/2009

No Ano Novo, são comuns grandes festas para todas as pessoas, e tem toda a cidade. A televisão costuma exibir vários programas em directo (geralmente o fim de um reality show, ou somente um programa de entreternimento de Fim de Ano), porém a festa principal da cidade, realiza-se no Terreiro do Paço, com vários concertos ao longo do dia e durante a noite (que dura até à 1 da manhã), e um mega espetáculo pirotécnico à meia noite em ponto (além do Terreiro do Paço, existem vários pontos de lançamento de engenhos pirótecnicos espalhados por Lisboa). Geralmente depois de terem passado pelo Terreiro do Paço, os jovens costumam ir para as Docas, uma zona de diversão nocturna em Lisboa. [42] [43]

Santo António
 
Um Bairro tipico de Lisboa (Alfama), decorado para as Festas de Santo António

Durante o mês de Junho, decorrem as festas da cidade e os bairros típicos, como Alfama, Madragoa, Mouraria, Castelo e outros, são enfeitados com balões e arcos decorativos. Em cada pequena praça ou rua mais larga, grupos de moradores e associações recreativas improvisam bancas ou esplanadas completas onde se vendem bifanas, doces tradicionais, vinho, sangria, farturas e, sobretudo, muita sardinha assada. Todas as noites há música popular (pejorativamente denominada música pimba). A Noite de Santo António, como é popularmente designada, é a véspera de 13 de Junho e o auge das festas. Centenas de milhares de pessoas invadem as ruas e fazem desta a maior festa do ano em Lisboa, muito maior do que a da passagem de ano. No início da noite do dia de véspera de Santo António, na Avenida da Liberdade desfilam as marchas tradicionais de Lisboa, com cada bairro típico a concorrer pela melhor coreografia, música e vestuário. Depois disso a multidão toma de assalto os bairros típicos e, até ao raiar do dia, vai comer, beber e dançar ao som não só das músicas populares, mas, desde os últimos anos, de dj's e artistas que se espalham por cada esquina e recanto dos bairros tradicionais. [44] [45]

Carnaval

O Carnaval em Lisboa, é festejado principalmente nas escolas. Algumas escolas organizam desfiles, que percorrem algumas ruas da cidade (principalmente a Rua Augusta). Nas instituições recreativas e, no Bairro Alto também se pode admirar festas relacionadas com o Carnaval (apesar de em Lisboa, não se festejar o Carnaval com muito furor, em várias cidades, localidades e aldeias de Portugal, o Carnaval é festejado muito a sério, com desfiles/cortejos, e está a nascer uma nova fase do Carnaval em Portugal, onde as características do Carnaval brasileiro, estão a entrar. [46]

Moda Lisboa

A Moda Lisboa vem aquecer o Inverno mais suave de todas as capitais europeias, com vários desfiles de moda, onde vários criadores (quer portugueses quer estrangeiros), mostram as suas tendências. [47]

Cinema

Com o início da Primavera, chegam acontecimentos de massas como o IndieLisboa, um festival internacional de cinema alternativo e independente. O festival é organizado pela associação cultural Zero em comportamento, e conta já com 5 edições (tendo sido o seu primeiro ano em 2003.

Ao longo do Outono volta o cinema com o DocLisboa (festival internacional de documentário), o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa e o Festival "Temps d'Images".

Outros eventos

Lisboa, é também palco de outros inúmeros eventos culturais. O Lisbonarte, consiste em várias exposições de artes plásticas nas galerias de arte lisboetas. Vários artistas expoem os seus trabalhos ao público. [48] No teatro, a Mostra de Teatro Jovem consiste na representação de várias peças teatrais, pelos futuros artistas (ou seja, crianças e jovens).

Na música, o Festival Jazz, realiza-se todos os anos em Lisboa, em Agosto, na Fundação Calouste Gulbenkian. Aqui, vários músicos dão vários concertos, que se destinam a todas as idades. Lisboa recebe o Festival Internacional de Órgão de Lisboa desde 1998. O festival destina-se á música proveniente de orgãos históricos (restaurados). Alguns dos locais onde o festival ocorre, são a Sé Patriacal de Lisboa, a Basílica da Estrela, etc. Outro evento de grande importância no mundo da música é o Super Bock Super Rock, um festival de música de Verão realizado anualmente no Parque do Tejo (parte do Parque das Nações), em Sacavém, junto a Lisboa, em Portugale no Queimódromo do Parque da Cidade, no Porto. Organizado desde 1995, é actualmente um dos mais importantes festivais portugueses. Para além destes, existe também o Hype@Tejo, um festival de músia electrónica, que ocorre todos os anos perto da Torre de Belém.

Na literatura, a Feira do Livro de Lisboa, um certame que se realiza anualmente desde Maio de 1930 em Lisboa. A Feira decorre, em geral, nos últimos dias de Maio. A sua localização actual é o Parque Eduardo VII.

Outros eventos incluem, o Festival dos Oceanos, ocorre todos os anos em Agosto, no Parque das Nações; o Experimentadesign, um mega festival de design realizado de dois em dois anos em Setembro; e a LisboaPhoto, uma exposição, onde vários fotógrafos podem expor as suas fotos ao público.

Desde 2006, que se realiza em Lisboa, um evento dedicado exclusivamente à Luz (um evento bianual), o Luzboa. Pela cidade são espalhados vários focos de várias cores, que criam um grandioso efeito. Bairro Alto, Baixa, Avenida, são alguns dos locais que recebem este espetáculo.[49]

Espaços públicos e museusEditar

 
Panorâmica do Parque das Nações, onde se realizou a Expo'98.

Lisboa dispõe de três universidades públicas, a Universidade de Lisboa, a Universidade Técnica de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa e diversas universidades privadas. A cidade está equipada com diversas bibliotecas, sendo a mais importante a Biblioteca Nacional, e arquivos, nomeadamento o Arquivo Histórico Militar e o Arquivo Histórico Ultramarino entre outros, no entanto o que merece maior destaque, por ser um dos mais importantes arquivos do mundo, é a Torre do Tombo.

De entre os museus, destacam-se o Museu Nacional de Arte Antiga (com uma das mais importantes colecções de pintura medieval do mundo), o Museu Nacional dos Coches (com a maior e mais rica colecção de coches do mundo e o museu mais visitado do país).

Lisboa possui um aquário: o Aquário Vasco da Gama; e um oceanário: o Oceanário de Lisboa. A cidade também possui diversos jardins, sendo os mais importantes o Jardim Zoológico de Lisboa, o Jardim da Estrela e o Campo de Santana. Existem ainda importantes parques urbanos como o Parque Eduardo VII, o Parque Florestal de Monsanto, o Parque da Bela Vista e o Parque José Gomes Ferreira.

Nas salas de espectáculos destacam-se o Coliseu dos Recreios, a Aula Magna da Universidade de Lisboa, o Fórum Lisboa, os auditórios da Fundação Calouste Gulbenkian, do Centro Cultural de Belém e da Culturgest, o Pavilhão Atlântico e a Praça de Touros do Campo Pequeno, para além dos diversos teatros e cinemas existentes.

Parques e JardinsEditar

Existem em Lisboa mais de uma centena de Parques, Jardins, Quintas e Tapadas, entre eles encontramos o Parque Eduardo VII, o Parque Florestal de Monsanto, o Jardim Botânico, o Jardim da Estrela, a Tapada da Ajuda, entre muitos outros.

O Parque Florestal de Monsanto, é talvez o parque mais importante da cidade Lisboa. este é chamado de "Pulmão Verde". Este nome é atribuído devido ao facto de Monsanto ser a única grande floresta em Lisboa (as outras mais perto, são a Tapada de Mafra, a Tapada da Ajuda e a Serra de Sintra).

Por sua vez, o Parque Eduardo VII e o Jardim Botânico, são talvez os parques/jardins mais importantes da cidade. Um por ser a maior zona verde no centro antigo de Lisboa, e outro por possuír uma variadíssima colecção de várias espécies arborigenas.

MuseusEditar

IgrejasEditar

Das inúmeras Igrejas que há em Lisboa destacam-se entre outras:

Templos de outras religiõesEditar

MúsicaEditar

 Ver artigo principal: Fado

A música tradicional de Lisboa é o fado, canção nostálgica acompanhada à guitarra portuguesa. De origem obscura, teria surgido provavelmente na primeira metade do século XIX.

Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto, tal explicação é ingénua de uma perspectiva etnomusicológica.

Mais plausivelmente, a origem do fado parece despontar da imensa popularidade nos séculos XVIII e XIX da Modinha, e da sua síntese popular com outros géneros afins, como o lundu, no então rico caldo de culturas presentes em Lisboa, tendo como resultado a extraordinária canção urbana conhecida como "fado".

TeatroEditar

 
Teatro Camões no Parque das Nações.
Principais companhias de teatro
Principais salas de teatro

CinemaEditar

A cidade de Lisboa dispõe de inúmeras salas de cinema e todos os anos é palco dos seguintes festivais:

DançaEditar

A Companhia Nacional de Bailado foi criada em 1977 e foi responsável pela primeira realização nacional de produções integrais de bailados clássicos. Lisboa acolhe a Companhia Nacional de Bailado, companhia estatal e única com uma programação de dança clássica e contemporânea em Portugal. Após a Expo'98, a CNB tornou-se residente do Teatro Camões, junto ao Tejo, no Parque das Nações. Conta com a Fundação EDP como mecenas exclusivo. Vasco Wellenkamp é o seu director artístico.

A Companhia de Dança de Lisboa, CDL, fundada em 1984 com os objectivos de, divulgar e descentralizar a dança. Ensinar as diferentes técnicas de dança em aulas abertas à população (a partir dos 3 anos de idade), criar e apresentar espectáculos, com particular atenção sobre temas da cultura portuguesa,(a nível nacional e internacional) e criar interpretes e público para a Dança e outras expressões artísticas..[50]

Centros comerciaisEditar

Lisboa possui o maior centro comercial da Península Ibérica, o Centro Comercial Colombo.

Alguns dos principais centros comerciais da cidade são:

Existem outros centros comerciais, localizados nas periferias de Lisboa, como o Almada Shopping (Almada), o Oeiras Shopping (Oeiras), o Rio Sul Shopping (Seixal), o FreePort Alcochete (Alcochete) e outras áreas como Montijo, Cascais, Loures e Odivelas.

Para compras mais típicas, destaca-se a Baixa de Lisboa (ou Baixa Pombalina).

DesportoEditar

 
Estádio da Luz.
 
Estádio Alvalade XXI.

Os clubes desportivos do Sporting Clube de Portugal (SCP) e Sport Lisboa e Benfica (SLB), também conhecidos apenas por Sporting e Benfica, jogam nas mais altas e distintas modalidades desportivas, quer nacionais, quer internacionais. O Belenenses é outro clube desportivo importante, com uma grande tradição no desporto português, e também se localiza na capital.

O futebol é o desporto mais popular de Lisboa. Os clubes de futebol mais importantes são o Benfica, cujo estádio, é o Estádio da Luz, com cinco estrelas atribuídas pela UEFA, e com mais de 65 mil lugares sentados. O Benfica já ganhou a Liga dos Campeões da UEFA, o segundo título futebolístico mais prestigioso na Europa, a seguir, também participa na Champions League, estando várias vezes na final. Os seus jogadores mais famosos são: Eusébio, Rui Costa, Nuno Gomes e Simão Sabrosa.

O Sporting, é outro grande clube de futebol da cidade: também joga num estádio de 5 estrelas. Ganharam a Recopa da Europa uma vez e foram finalistas uma vez da Copa da UEFA. Jogam no Estádio José Alvalade (Século XXI), com uma capacidade para 52.000 pessoas. As cores do estádio, são verde e branco, e possui na sua maioria azulejos (no exterior). Os seus jogadores mais famosos são: Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

O Belenenses é a terceira equipa de futebol da cidade, jogando no Estádio do Restelo, na Freguesía de Belém. O Belenenses, também compete na SuperLiga, como os seus compatriotas Benfica e Sporting. Porém, mantém-se muito atrás destes dois, com um número de sócios muito inferior.

O futebol de salão, é provavelmente o segundo desporto mais popular da capital, havendo quatro equipas na Primeira Liga. Os três grandes clubes da cidade, Belenenses, Benfica e Sporting possuem uma equipa profisional, e jogam contra o S.L. Olivais (uma equipa amadora).

O Basquetebol está a ganhar popularidade em Portugal e Lisboa, foi a sede do Mundial Masculino de Basquetebol de 2003, que se disputou no Pavilhão Atlântico, O Belenenses, Benfica e Sporting possuem uma equipa profisional, jugando na primera divisião. O Basquetebol profisional tem seguidores em Lisboa com o Benfica e com o Belenenses, como equipas que representão a cidade.

Outro desporto popular, é o hóquei, onde a selecção nacional de hóquei, ganhou vários torneios e obteve um grande apoio dos cidadãos, sobretudo, os que apoiam o maior clube do país, o Benfica.

Obviamente que na cidade, praticam-se outros desportos como vela, golf, ciclismo, etc.

As principais instituições desportivas em Lisboa são (para além das já referidas): Ginásio Clube Português, Associação Naval de Lisboa, Casa Pia Atlético Clube, Atlético Clube de Portugal, CDUL - Rugby, Grupo Desportivo de Direito, Cidade Universitária (parte desportiva).

Futebol em Lisboa
Equipa Sport Lisboa e Benfica (SLB) Sporting Clube de Portugal (SCP) Clube de Futebol Os Belenenses (CFB)
Fundação 28 de Fevereiro de 1904 1 de Julho de 1906 23 de Setembro de 1919
Liga Primeira Liga Primeira Liga Primeira Liga
Estádio Estádio da Luz Alvalade XXI Estádio do Restelo
Capacidade 65.200 50.095 32.000
Treinador Quique Flores Paulo Bento Jaime Pacheco
Sócios 161.000 em Portugal

TurismoEditar

 
Rua da Baixa de Lisboa

O núcleo histórico de Lisboa, divide-se em bairros:

Baixa

A Baixa Pombalina é o "coração" da capital. Foi edificada sobre as ruínas da antiga cidade de Lisboa, destruída pelo grande Terremoto de 1755. A sua edificação obedeceu a um rigoroso plano urbanístico, segundo um modelo reticular de rua/quarteirão, e obedecendo à filosofia do barroco. A reedificação da baixa de Lisboa após o terramoto constituiu o primeiro caso de construção tipificada, normalizada e em "série" da humanidade. Os seus autores foram Manuel da Maia e Eugénio dos Santos e a decisão política deve-se ao Marquês de Pombal, ministro d'El Rei D. José I. A Baixa é também, ao mesmo tempo, a maior zona comercial da cidade de Lisboa. Aqui encontram-se inúmeros monumentos e edifícios importantes, como o Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro de São Carlos, a Praça do Comércio (também conhecido como Terreiro do Paço), o Rossio (ou Praça Dom Pedro V), etc…

Alfama
 
Vista Panorâmica de Alfama

Alfama é um dos bairros mais típicos de Lisboa, típica cidade árabe com ruas estreitas, possuí grandes tradições, entre as quais se destaca o Fado. Alfama foi dos poucos sítios de Lisboa, que sobreviveu ao Terremoto de Lisboa de 1755. É em Alfama que se encontram a maioria das casas de Fado, onde se pode desfrutar de vários espectáculos, com músicos ao vivo, e muito boa disposição. A diferença entre Alfama e o Bairro Alto, é que Alfama é uma zona muito mais calma. Em Alfama, distingue-se o Castelo de São Jorge e encontra-se também a Catedral de Lisboa.

Bairro Alto

O Bairro Alto, é outro dos bairros típicos de Lisboa, que se situa mesmo no centro da cidade, a poente da baixa pombalina. É uma zona de comércio, entretenimento e habitacional. Actualmente, o Bairro Alto, é um lugar de "reunião" entre os jovens da cidade, e uma das principais zonas de divertimento nocturno da capital. Neste bairro podem-se concentrar grupos de tribos urbanas, que possuem os seus lugares de reunião próprios. O Fado, ainda sobrevive nas noites do bairro. As pessoas que visitam o Bairro Alto durante a noite, são uma miscelânea de locais e de turistas.

 
Centro Cultural de Belém, e vista panorâmica de Belèm
Belém

Junto à zona ribeirinha do Tejo, encontra-se Belém. A sua principal atracção turística é o Mosteiro dos Jerónimos, cuja construção começou em 1501, e demorou 70 anos a terminar. O mosteiro custou o equivalente a 70 kg de ouro por ano. A maior parte dos custos, foram suportados pelo comércio de especiarias. O mosteiro é o melhor exemplo do denominado Estilo Manuelino, cuja inspiração provém das navegações da Era dos Descobrimentos, estando também associado ao estilo gótico e algumas influências renascentistas. Os restos mortais de Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas, repousam no Mosteiro, onde descansa também o grande descobridor português, Vasco da Gama. Muito perto do Mosteiro dos Jerónimos, encontra-se a Torre de Belém, o grande ex-líbris da cidade de Lisboa e uma preciosidade arquitectónica. Na zona de Belém encontram-se também o Padrão dos Descobrimentos, o Palácio de Belém, o Museu Nacional dos Coches, o Museu Nacional de Arqueologia, o Museu Nacional de Etnologia, o Museu da Marinha, a Igreja da Memória (onde repousam os restos mortais do Marquês de Pombal) e o Centro Cultural de Belém.

Estrela

A Basílica da Estrela, com um estilo Barroso-Neoclássico, é a principal atracção desta zona da cidade. A Assembleia da República e o Cemitério dos Prazeres, são também outros dois pontos importantes da cidade, que se localizam neste zona da cidade.

Esta parte de Lisboa, inclui também um dos parques mais famosos e antigos da capital, o Jardim da Estrela, que foi criado à mais de 100 anos, e foi inspirado pelo Hyde Park, em Londres.

GastronomiaEditar

A gastronomia de Lisboa está influenciada pela sua proximidade do mar. Especialidades tipicamente lisboetas são as pataniscas de bacalhau e os peixinhos da horta. Também se pode desfrutar das saborosas sardinhas (principalmente nas épocas festivas, como no Santo António). O famoso Bife à Café, é outro "ex.líbris" alimentar da capital. O doce mais famoso de Lisboa, é o Pastel de Nata, cujos mais famosos são os de Belém, que são feitos numa antiga fabrica na Freguesia de Belém.[1] Reza a lenda, que há mais de 500 anos, uma cozinheira, não tinha ingredientes suficientes para fazer um doce, e que resolveu inventar, ai nasceram os Pastéis de Belém. Foram fabricados durante anos no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, só á poucos anos, é que mudaram o seu local de fabricação.

MonumentosEditar

 
Praça da Figueira

Como monumentos e tópicos de interesse turístico destacam-se, na Lisboa medieval:

Da cidade da época dos Descobrimentos podemos ver hoje na zona de Belém, duas construções classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade:

Do início do século XVIII o monumento mais significativo é o Aqueduto das Águas Livres. Após o terramoto de 1755, no plano em grelha aprovado pelo Marquês de Pombal (Baixa Pombalina) para a zona central da cidade, construíram-se as praças do Comércio (o Terreiro do Paço), junto ao Tejo, e do Rossio. Nas proximidades e com interesse histórico ou artístico são ainda a Praça dos Restauradores e o Elevador de Santa Justa, projectado em finais do século XIX por Mesnier du Ponsard (suposto embora erradamente como um discípulo de Eiffel).

De referir ainda os palácios reais das Necessidades e da Ajuda, na parte Oeste da cidade.

Em finais do século XIX os planos urbanísticos permitiram estender a cidade além da Baixa para o vale da actual Avenida da Liberdade. Em 1934 é construída a Praça do Marquês de Pombal, remate superior da avenida.

No século XX sobressaem os extensos planos urbanísticos das Avenidas Novas, da envolvente da Universidade de Lisboa (Cidade Universitária), e da zona dos Olivais, e os mais recentes do Parque das Nações e da Alta de Lisboa, ainda em construção. Os edifícios do fim do século XX mais notáveis em termos de arquitectura, incluem, entre outros, as Torres das Amoreiras (1985, do arquitecto Tomás Taveira que também foi o autor do polémico Bairro do Condado na antiga Zona J), o Centro Cultural de Belém (inaugurado em 1991), a Estação do Oriente (de Santiago Calatrava), a Torre Vasco da Gama e o Oceanário de Lisboa (de Peter Chermayeff), todos de 1998.

Infra-estruturasEditar

 
Ponte Vasco da Gama, a mais comprida da Europa

Lisboa está ligada à outra margem do Tejo por duas pontes: a Ponte 25 de Abril, na parte sul, inaugurada a 6 de Agosto de 1966, que liga Lisboa a Almada e a Ponte Vasco da Gama (a quarta maior ponte do Mundo, em comprimento), inaugurada em Maio de 1998, que liga o nordeste da capital (zona do Oriente e Sacavém) a Montijo (esta ponte foi construída no âmbito da Expo 98, e de forma a comemorar também os 500 anos da chegada de Vasco da Gama, à Índia. Existe também o projecto (já aprovado), para a construção de uma terceira ponte sobre o Rio Tejo.

O aeroporto de Lisboa (aeroporto da Portela) situa-se a 7 km do centro, na zona nordeste da cidade. Foi aprovado em 2008 a construção de um novo aeroporto na zona do Campo de Tiro de Alcochete, na margem sul do Tejo, a cerca de 40 km da cidade. Prevê-se a conclusão do novo aeroporto em 2017, no entanto o Aeroporto da Portela, continuará a ter obras, de forma a melhorar o serviço prestado, depois do novo aeroporto estar construído, o velho será demolido, e o seu terreno será transformado num parque gigante (à semelhança do Central Park, em Nova Iorque).

 
Ponte 25 de Abril em Lisboa, sob forte nebulosidade.

O Porto de Lisboa é paragem de numerosos cruzeiros e um dos principais portos turísticos europeus e está equipado com três cais para navios-cruzeiro: Alcântara, Rocha Conde Óbidos e Santa Apolónia. Por outro lado, a cidade tem várias marinas para barcos de recreio, nas docas de Belém, Santo Amaro, Bom Sucesso, Alcântara Mar e Olivais. Todos estes sofreram obras de restauração nos próximos anos, vindo a mesmo a ser construídos, vários edifícios (com uma altura baixa).

 
O Parque das Nações nasceu da Expo 98, e é um dos parques lisboetas mais modernos.

A cidade acolheu, em 1998, a exposição mundial Expo 98, subordinada ao tema dos Oceanos. A exposição abriu a 22 de Maio de 1998, precisamente no dia em que se celebraram os 500 anos da descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. Com a realização desta exposição, Lisboa ganhou imensas estruturas, sendo as principais o Oceanário de Lisboa, o Pavilhão Atlântico, o Centro Comercial Vasco da Gama, a Torre São Rafael e Torre São Gabriel (ambas com 110 metros de altura, sendo assim as mais altas estruturas de Lisboa, e ao mesmo tempo de Portugal), etc. Com tudo isto, a zona onde se realizou a Expo 98, tornou-se na zona mais moderna de Lisboa (até mesmo de Portugal), com vários edifícios com 20 ou mais andares, e várias obras em construção, como um hotel de 5 estrelas na Torre Vasco da Gama, e vários prédios adjacentes.

TransportesEditar

A cidade dispõe de uma rede ferroviária urbana e suburbana com 9 linhas (sendo 4 de metropolitano (metro) e 5 de comboio suburbano) e 119 estações (48 de metropolitano e 71 de comboio suburbano). A exploração da rede de metro é efectuada pela Metropolitano de Lisboa[51][52] e a rede ferroviária suburbana pela Caminhos de Ferro Portugueses[53] (linhas de Azambuja, Cascais, Sintra e Sado) e pela Fertagus (linha do eixo norte sul, entre Roma-Areeiro e Setúbal). As principais estações do caminho de ferro são: Oriente, Rossio, Cais do Sodré e Santa Apolónia. A exploração dos autocarros, eléctricos e elevadores (Bica, Glória, Lavra e Santa Justa) está a cargo da empresa Carris.[54]

 
Aeroporto da Portela

Existe ainda uma rede de transportes fluviais, a Transtejo, que liga as duas margens do Tejo, com estações em Cais do Sodré, Belém, Terreiro do Paço e Parque das Nações, na margem norte, e Cacilhas, Barreiro, Montijo, Trafaria, Porto Brandão e Seixal, na margem sul.

Os táxis também são muito comuns na cidade, sendo a sua maioria de cor creme, porém existem alguns carros que ainda possuem as cores dos táxis antigos, preto e verde. Existem vários pontos de táxis espalhados pela cidade, porém, circulam centenas de táxis por toda a cidade.

O Aeroporto da Portela (código IATA: LIS, código ICAO: LPPT) situa-se em Lisboa e é o maior e o aeroporto português,[55] com o maior volume de tráfego (cerca de 12 milhões de passageiros por ano, mais do que a própria população portuguesa).[56][57] Foi aberto ao tráfego em 15 de Outubro de 1942. É servido por duas pistas, uma a 03/21 com 3805 m de comprimento e outra a 17/35 com 2400 m de comprimento, ambas asfaltadas e com 45 m de largura.[56] Possuí dois terminais, o Terminal 1 e o Terminal 2. O Terminal 1, destina-se a voos internacionais, por sua vez o Terminal 2, destina-se a voos nacionais, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

 
Sistema de Metropolitano e Comboios da Cidade de Lisboa

Lisboa e a sua área metropolitana são também atravessadas por inúmeras auto-estradas. Existem duas auto-estradas circulares - Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) e Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL ou A9). As principais vias que ligam a cidade ao resto da zona urbana são as auto-estradas A1 (em direcção a norte, por Vila Franca de Xira), A8 (também para norte, via Loures), A5 (em direcção a oeste, até Cascais), A2 (para sul, por Almada) e A12 (para leste, por Montijo).

Lisboa é todos os dias « invadida » por mais de 3 milhões de automobilistas. Existem duas auto-estradas circulares, uma exterior e outra interior. As principais auto-estradas que ligam a cidade ao resto do país são :

Á cidade chegam duas pontes, que atravessam o Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama. Em 2013 (previsão), será inaugurada a terceira ponte de Lisboa.

Existe ainda o Terminal Rodoviário de Lisboa, um dos mais importantes do país, onde partem e chegam todos os dias dezenas de autocarros com os mais variados destinos, quer nacionais, quer internacionais.

 
Gare do Oriente, em Lisboa
Gare do Oriente

Gare do Oriente é uma das principais estações terminais e de passagem de Lisboa. Por aqui passam comboios, o metropolitano, autocarros e táxis. A estação é feita de vidro e colunas de aço, com o intuito de representar palmeiras, e cria um efeito muito bonito de se ver (especialmente durante o por do Sol, ou á noite, quando iluminada).A estação foi desenhada pelo arquitecto Santiago Calatrava de Valência (Espanha). Mesmo em frente, situa-se o Parque das Nações (onde ocorreu a Expo 98), e a estação possuí ligação a um centro comercial (o Centro Comercial Vasco da Gama), de duas maneiras: uma pela rua, e outra, por duas pontes, que ligam a estação ao centro comercial.


Lisboetas (Alfacinhas) ilustresEditar

O termo de Alfacinhas na origem da designação perdeu-se, há quem explique que nas colinas de Lisboa primitiva verdejavam já as "plantas hortenses utilizadas na culinária, na perfumaria e na medicina" que dão pelo nome de alfaces, e Alface que vem do árabe, poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península pelos fiéis de Alá. Há também quem sustente que, num dos cercos de que a cidade foi alvo, os habitantes da capital portuguesa tinham como alimento quase exclusivo as alfaces das suas hortas. O certo é que a palavra ficou consagrada e que os grandes da literatura portuguesa habituaram-se a tomar alfacinha por lisboeta.[58]

Em baixo é possível observar uma pequena lista das personalidades mais importantes, nascidas na cidade de Lisboa, em vários tipos de actividades:

 
Estátua do poeta Luís de Camões, em Lisboa
 
Estátua do poeta Fernando Pessoa
Arquitectura
Artes plásticas
Crime
Futebol
Igreja
Jornalismo
Literatura
Medicina
Economia
Moda
 
Música
Política
Teatro
Televisão

FeriadosEditar

 
O Bairro de Alfama decorado para as festas populares

Para além dos feriados nacionais (políticos e relegiosos), estabelecidos pela Constituição Portuguesa, Lisboa possuí um feriado municipal, o 13 de Junho, Dia de Santo António. As festas em honra de Santo António começam logo na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade (principal artéria da cidade), no qual competem os diferentes bairros, um pouco à maneira das escolas de samba, numa espécie de carnaval português. Um grande fogo de artifício costuma encerrar o desfile. Os rapazes compram um manjerico (planta aromática) num pequeno vaso, para oferecer à namorada, o qual traz uma bandeirinha com uma quadra popular, por vezes brejeira ou jocosa. A festa dura toda a noite, pelos bairros de Lisboa, onde há arraiais populares, locais de animação engalanados onde se comem sardinhas assadas na brasa, febras de porco (fêveras),come-se também o Caldo Verde (uma sopa feita com couve tipo mineira, cortada aos fiapos,o que lhe confere uma cor esverdeada) e se bebe vinho tinto. Santo António é o santo casamenteiro, por isso a Câmara Municipal de Lisboa (prefeitura) costuma organizar, na Sé Patriarcal de Lisboa], o casamento de jovens noivos de origem modesta, todos os anos no dia 13 de Junho. São conhecidos por 'noivos de Santo António', recebem ofertas do município e também de diversas empresas, como forma de auxiliar a nova família. Esta tradição dos casamentos de Santo António, começou em 1957. Já as marchas, surgiram por volta dos nos 20 e 30.

Referências

  1. a b Nuno Pires Soares. «Uma população que se urbaniza, Uma avaliação recente». Instituto Geográfico Português. Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
  2. «Lisboa, a capital portuguesa». Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
  3. Mattoso, José (dir.), História de Portugal. Primeiro Volume: Antes de Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
  4. Pays Atlantiques décrits par Homère, Th. Cailleux, 1879, Paris.
  5. a b c d e f g h i «Pequeno Resumo Histórico de Lisboa». Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
  6. a b «Cronologia de Lisboa». Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
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  8. «Clima de Lisboa». Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
  9. «Clima de Lisboa 2». Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
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  11. Maria Lucinda Fonseca (1990). População e Território - do Pais à Área Metropolitana. Memórias do Centro de Estudos Geográficos. Lisboa: Universidade de Lisboa/Instituto Nacional de Investigação Cientifica 
  12. a b «Lisboa é o concelho com mais população residente». Diário de Notícias. 29 de Maio de 2007. Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
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  22. Artigo segundo da lei nº 14.471/2007, lei disponivel no Wikisource.
  23. 14807 «Lista de hermanamientos y convenios» Verifique valor |url= (ajuda) (PDF) (em espanhol). Consultado em 2 de janeiro de 2009. 
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  38. Rock in Rio 2012
  39. Natal em Lisboa
  40. Natal em Lisboa 2
  41. Natal em Lisboa 3 - Fotos
  42. Ano Novo
  43. Novo 2
  44. Marchas de Santo António
  45. Classificações das Marchas de Santo António
  46. Carnaval na Baixa Pombalina
  47. Moda Lisboa
  48. Lisbonarte
  49. Luzboa
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  58. «Resposta à duvida colocada entre Alfacinha e lisboeta». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 20 de Janeiro de 2009. 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar