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Jardim de Bambu
Jardim de Bambu
Pormenor

O Bambu é um recurso natural inesgotável e amigo do ambiente, que é usado em todo o mundo e cada vez mais, como um viável substituto da madeira.

O bambu é o sustento de muitas populações, segundo estimativas, um terço do planeta não poderia passar sem o bambu na sua vida quotidiana e muitos investigadores estimam que o futuro da planta será extraordinário, sobretudo ao nível da proteção do ambiente.

O bambu é uma planta muito versátil, com uma taxa de crescimento enorme e capacidade de sobreviver tanto em ambientes de clima temperado como tropical.

A Europa tem, principalmente nos países do sul, condições únicas para a produção desta planta. No entanto, existem poucas explorações desta produção dentro de território europeu, o que faz com que a Europa ainda importe da china, a maioria do bambu que utiliza.

A produção de bambu na Europa traz vantagens: Ambientais - Redução da pegada ecológica - Redução do aquecimento global - Redução dos problemas da re-florestação; e Económicas - Redução do desemprego - Reanimação da economia.


Índice

O Bambu na Europa - Economia e EcologiaEditar

 
Edificio de Bambu em Madrid
 
Bicicleta de Bambu de 1896
 
Mesa de Bambu
 
Banco de Bambu
 
Display de Bambu

Durante milénios o Bambu foi usado para tudo, desde alimentos à construção de pontes. Hoje em dia, consumidores e os fabricantes lançam um novo olhar sobre tudo o que esta surpreendente planta tem para oferecer.

Recurso renovávelEditar

O Bambu, um membro da família das plantas, sendo uma das espécies de mais rápido crescimento do mundo - pode crescer até 24 centímetros por dia. Dependendo das espécies, o bambu pode ser colhido entre um a cinco anos- Ao contrário do carvalho por exemplo, que demora pelo menos quarenta anos a amadurecer, antes de ser cortado. Quando colhido corretamente, não requer replantação após a colheita, crescendo automaticamente um rebento novo. Ao contrário de árvores de madeira dura, que uma vez cortadas desaparecem para sempre, o bambu é um recurso infinitamente renovável.

Re-florestaçãoEditar

Em todo o mundo, perdemos quase 1 milhão de hectares de florestas por semana. A versatilidade do bambu como substituto para madeiras oferece uma oportunidade de reduzir drasticamente esse número e proteger as florestas que nos restam.

Viável substituto da madeiraEditar

Devido à sua resistência estrutural, semelhante à do aço, é um substituto viável para a madeira praticamente em todas as utilizações. Enquanto apresenta uma alta resistência à tração, sendo por isso incrivelmente forte, o bambu é, ao mesmo tempo, flexível e leve, o que o torna também num material estrutural essencial na arquitetura anti-sísmica.

Absorve gases de efeito estufaEditar

Enquanto cresce, o Bambu absorve elevadas percentagens de dióxido de carbono (principal responsável pelo aquecimento global) e liberta mais 35% mais de oxigénio na atmosfera, do que uma plantação equivalente de árvores. O bambu é, assim, um elemento crítico para o equilíbrio entre oxigénio e dióxido de carbono na atmosfera.

BiodegradávelEditar

O bambu é biodegradável e pode ser reutilizado e decomposto, não gerando materiais nocivos ao ambiente. Para além disso reduz a poluição da água devido ao seu elevado consumo de nitrogénio.

Taxa de crescimento impressionanteEditar

Algumas espécies de bambu crescem mais de um metro por dia. Nenhuma planta no planeta apresenta uma taxa de crescimento tão rápida. Quando é colhido, cresce um rebento novo no seu sistema radicular, sem necessidade de replantação.

Muito pouco desperdícioEditar

Após a colheita, praticamente todas as partes da planta são aproveitadas para a produção de uma enorme variedade de produtos.

VersatilidadeEditar

O bambu pode substituir o uso de madeira para praticamente qualquer aplicação. Papel, pisos, móveis, carvão, materiais de construção e muito mais, pode ser feito de bambu. Além disso, as fibras de bambu são muito mais resistentes do que as fibras de madeira e muito menos propensas a deformar a partir de mudanças nas condições atmosféricas.

Amigo do ambienteEditar

O cultivo de bambu não requer o uso de qualquer ferramenta de reprodução agrícola ou pesticidas. Os fertilizantes utilizados são muitas vezes orgânicos. Ao contrário de outras plantações para comercialização, o bambu não necessita de produtos químicos ou agrícolas para prosperar.

A proteção do soloEditar

A vegetação de bambu pode ser utilizada na criação de equilíbrio entre o vento e a erosão. Não sendo prejudicial para o meio ambiente, ajuda a promover um solo saudável. O seu sistema de raízes profundas, ajuda a proteger contra a erosão dos solos. Quando as florestas de madeira são cortadas na sua totalidade, os toros são queimados para fornecer fertilizante e espaço para o cultivo. Assim, ocorre uma inevitável erosão quando os nutrientes são lavados pela chuva. Em seguida, o solo erodido, entope rios e riachos e afeta a vida das pessoas e animais que vivem nas redondezas. Ao contrário, as raízes de bambu permanecem no local após a colheita, onde evitam a erosão e ajudam a reter nutrientes para a próxima colheita.

Bambu cresce numa variedade de condiçõesEditar

O bambu pode crescer em regiões áridas onde as secas provocam a falha de outras culturas e, como as raízes que são deixadas no local após a colheita, ajuda a preservar a humidade vital no solo. De zonas húmidas e de baixa altitude, a altitudes elevadas nas montanhas, o bambu cresce numa grande variedade de climas.

Pegada EcológicaEditar

Produzindo todo o bambu que consome a Europa reduzirá a pegada ecológica produzida. A importação implica o transporte de barco, que representa um elevado número de emissões de carbono.

Desenvolvimento económicoEditar

As plantações de bambu, criam vários postos de trabalho e revitalizam a economia, sem ser necessário um investimento avultado. Nos países menos desenvolvidos, onde o desemprego leva à agitação civil, a produção de bambu e o fabrico de produtos de bambu oferece oportunidades de emprego, que levam à estabilidade social e económica.

Optimismo e cooperação culturalEditar

Num mundo fragmentado, onde as guerras são travadas sobre os recursos, a crescente popularidade de produtos de bambu oferece uma oportunidade a diversas culturas, de resolver suas diferenças através do comércio e de cooperação que beneficia a todos.

O maior viveiro de bambu da EuropaEditar

 
Pormenor de Bambu
 
Canas de Bambu
 
Panda a comer folhas de Bambu

O maior viveiro de bambus da Europa está situado em Portugal no Alentejo, na freguesia de São Teotónio, concelho de Odemira. A Herdade das Fontes produz, desde 1990 e maioritariamente para exportação, mais de 100 variedades de bambu, tendo já criado uma nova e exclusiva variedade.

O Bambuparque, um dos maiores produtores de bambu da Europa, tem 50 hectares de plantação e cerca de 45 postos de trabalho. Sendo a "única" empresa do género em Portugal, as suas exportações contribuem de forma muito positiva para a Balança Comercial de Portugal.

Exporta cerca de 80% da produção, que na sua totalidade se cifra em mais de um milhão de vasos por ano. A maior parte da produção é para uso ornamental e construção e é exportada para a União Europeia, sobretudo para França. Exportam também para países africanos como Angola e para o Médio Oriente (Turquia e Azerbaijão). Mas estes mercados ainda representam uma pequena percentagem da exportação, já que são mercados com cerca de 2 anos de desenvolvimento.

Dos bosques deste viveiro, também saem todos os meses cerca de três mil quilos de folhagem para alimentar os dois pandas do Jardim Zoológico de Madrid, em Espanha.

Esta plantação produz mais de cem variedade de bambu, 75 por cento de países temperados e as restantes de tropicais, de quatro categorias consoante a altura, ou seja, desde bambus anões, até 1,5 metros, até aos gigantes, com mais de nove metros, passando pelos pequenos e médios.

Os principais compradores são sobretudo centros de jardinagem e empresas de construção e arquitetura paisagística, mas também é prestada assessoria técnica a empresas de todo o mundo.

Este viveiro dedica-se ainda à inovação e à investigação, pelo que através de seleção de sementes, criou e introduziu no mercado uma nova variedade de bambu, a Phyllostachys - edulis Summer Snow (Neve de verão). Esta variedade, que está registada, tem uma particularidade muito interessante que justifica o seu nome, uma vez que nasce no final da primavera ou início do verão com a folhagem completamente branca, o que desta forma cria um campo de neve em pleno verão.

No momento da sua constituição, este viveiro dedicou-se à aclimatação, cultivo e produção de bambus tropicais, dado que, por razões como o clima, era o local indicado para plantar variedades de bambu sensíveis ao frio. Mas com as excelentes condições locais, as espécies temperadas de bambu rapidamente ocuparam a maioria da produção. Neste momento, 75% dos bambus produzidos são oriundos de países temperados e 25% de países tropicais.

As espécies produzidas agrupam-se em quatro categorias, convenientemente relacionadas com a altura do bambu:

  • Bambus anões: nunca ultrapassando 1.50 m
  • Bambus pequenos: variando entre 1.50 m e 3 m
  • Bambus médios: variando entre os 3 m e 9 m
  • Bambus gigantes: a partir de 9 m

Estas são as dimensões médias que os bambus atingem crescendo num clima apropriado e com solo em boas condições, no entanto os seus tamanhos poderão ser inferiores.



ReferênciasEditar

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar