Usuário(a):Stanglavine/Lista de tumbas papais

Uma procissão nas Catacumbas de Calisto, local de vários túmulos papais antigos. Pintura de Alberto Pisa, 1905.

Esta é uma lista de tumbas papais existentes onde estão relacionados os aproximadamente cem túmulos papais que estão, ao menos, parcialmente conservados, representando menos da metade dos 264 papas já falecidos, de São Pedro a São João Paulo II.[1]

O papa é o bispo de Roma e o líder da Igreja Católica.[1] Durante os primeiros séculos, pouco se sabe sobre eles e seus túmulos. Além disso, a informação disponível é frequentemente contraditória. Tal como acontece com outras relíquias religiosas, vários sítios afirmam abrigar o mesmo túmulo. Além disso, muitos túmulos papais foram construídos sobre sarcófagos anteriores (e utilizaram dos mesmos materiais, como objetos decorativos valiosos) ou foram combinados com outros monumentos. Por exemplo, o túmulo do Papa Leão I esteve junto aos túmulos dos papas Leão II, III e IV, até ser removido no século XVII e colocado sob seu próprio altar. O estilo dos túmulos papais evoluiu consideravelmente ao longo da história, acompanhando tendências no desenvolvimento dos monumentos da igreja.[2]

A maioria dos túmulos papais existentes estão localizados na Basílica de São Pedro ou em outras grandes igrejas de Roma (especialmente nas basílicas de São João de Latrão, Santa Maria sopra Minerva e de Santa Maria Maior). Além disso, alguns encontram-se em igrejas na Itália, França e Alemanha.[3]

Notas sobre tumbas papais não existentesEditar

Muitos túmulos antigos não existem mais devido a repetidas translações ou destruições. Esta lista não inclui essas tumbas papais não mais existentes. Informações sobre esses monumentos geralmente são incompletas e incertas.

Entre essas construções estão a tumba de São Pedro, ao redor da qual acredita-se que os papas seguintes teriam sido enterrados: Lino, Anacleto, Evaristo, Telésforo, Higino, Pio I, Aniceto, Vítor I;[4] as catacumbas de Roma, especificamente as de Calisto, de Priscila, de Balbina, de Calepódio, de Pontian e a de Felicidade, que foram esvaziadas por repetidas translações durante o século IX;[5] os túmulos papais na antiga Basílica de São Pedro, que possuía mais de cem tumbas, tendo sido quase todas destruídas durante os séculos XVI e XVII;[6] os da Basílica de São João de Latrão, onde mais de uma dúzia de túmulos foram destruídos em dois incêndios nos anos de 1308 e 1361.[7]

Tumbas papais por século

IIIIIIIVVVIVIIVIIIIXXXIXIIXIIIXIVXVXVIXVIIXVIIIXIXXX-XXI


Séculos I - VEditar

Século IEditar

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30–67
(como líder da Igreja)
  Pedro     Gian Lorenzo Bernini (baldaquino) Basílica de São Pedro, Vaticano (Roma) Ver Túmulo de São Pedro
post 42 / ante 57–64/67(?)
(como Bispo de Roma)

Século IIEditar

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c. 157-168   Aniceto   Palácio Altemps (Praça Navona), Roma Restos remanescentes foram transferidos da Colina do Vaticano para o Cemitério de Calisto e possivelmente transferidos de novo depois disso.[8] Um dos sarcófagos que pode em algum momento ter contido os restos está conservado no Palácio Altemps.[9]

Século IIIEditar

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25 de junho de 253 – 5 de março de 254   Lúcio I   Igreja de Santa Cecília no Trastevere, Roma Transferido da Catacumba de Calisto para (um ou mais deles) a Igreja de Santa Cecília no Trastevere, Basílica de São Silvestre Primeiro e a Basílica de Santa Prassede.[10] Um sarcófago que em algum momento guardou os restos mortais foi preservado em uma cripta na Igreja de Santa Cecília no Trastevere.[9]
17 de dezembro de 283 – 22 de abril de 296   Caio   Basílica de Santo André do Vale (Capela Barberini), Roma Transladado da cripta de São Eusébio nas Catacumbas de Calisto para Basílica de São Silvestre Primeiro, depois para outra igreja e em seguida para a capela Barberini na Basílica de Santo André do Vale.[11]

Século IVEditar

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18 de janeiro de 336 – 7 de outubro de 336   Marcos   San Marco Evangelista al Campidoglio, Roma Transladado da Catacumba de Balbina para uma urna abaixo do altar principal de San Marco Evangelista al Campidoglio.[12]

Século VEditar

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29 de setembro de 440 – 10 de novembro de 461   Leão I   Alessandro Algardi (relevo) Basílica de São Pedro Primeiro papa enterrado na Antiga Basílica de São Pedro; transladado várias vezes, ficou junto a Leão II, III e IV até ser removido no século XVII e colocado sob seu próprio altar, abaixo de um relevo de Algardi (imagem).[13]

Séculos VI - XEditar

Século VIEditar

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3 de setembro de 590 – 12 de março de 604   Gregório I   Desconhecido Basílica de São Pedro Originalmente enterrado no pórtico da Antiga Basílica de São Pedro, foi parcialmente transferido para Soissons. Durante a demolição da basílica velha, foi transferido para a Basílica de Santo André do Vale e, em seguida, para a Capela Clementina, próximo à entrada da nova Basílica de São Pedro.[14]

Século VIIEditar

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13 de setembro de 604 – 22 de fevereiro de 606   Sabiniano Desconhecido Basílica de São Pedro O monumento original no átrio da Antiga Basílica de São Pedro foi destruído durante a sua demolição.[15] Um pequeno fragmento do epitáfio original está conservado na cripta da Basílica de São Pedro.[16]
25 de agosto de 608 – 8 de maio de 615   Bonifácio IV Desconhecido Basílica de São Pedro Originalmente enterrado no pórtico da Antiga Basílica de São Pedro, foi transladado para o seu interior. Um braço foi levado para a Basílica de Santa Maria em Cosmedin, enquanto outras relíquias foram levadas para a Basílica dos Santos Quatro Mártires Coroados. O restante foi transladado para outra capela de São Pedro.[17] Alguns fragmentos do túmulo foram preservados, bem como um esboço feito por Giovanni Ciampini.[16]
dezembro de 681 – 3 de julho de 683 Leão II   Desconhecido Basílica de São Pedro, Capela de Madona de Partorienti Originalmente enterrado na Antiga Basílica de São Pedro, foi transladado para o altar da capela da Madonna della Colonna. Em seguida, foi colocado junto aos restos do Papa Leão I. Durante séculos acreditou-se que estava sob o altar da Igreja de San Stefano em Ferrara. Seus restos foram encontrados durante a demolição da basílica velha junto com os dos papas Leão I, II e IV.[18]

Século VIIIEditar

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1 de fevereiro de 772 – 26 de dezembro de 795   Adriano I Desconhecido Basílica de São Pedro O monumento original próximo à Cátedra de São Pedro foi destruído durante a demolição da velha basílica.[19] No entanto, uma inscrição composta por Carlos Magno, permanece no pórtico da atual Basílica de São Pedro.[20][21]
26 de dezembro de 795 – 12 de junho de 816   Leão III   Desconhecido Basílica de São Pedro, Capela de Madona de Partorienti Foi originalmente enterrado na Antiga Basílica, em um sarcófago dividido com Leão II e IV. Esse sarcófago foi destruído durante a demolição da basílica. Em 1601 foi colocado junto à Leão I e, em seguida, foi posto em um sarcófago sob o altar de Savior della Colonna na Basílica de São Pedro.[22]

Seculo IXEditar

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Janeiro de 847 – 17 de julho de 855   Leão IV   Desconhecido Basílica de São Pedro, Capela de Madona de Partorienti Junto com os restos mortais de Leão I, II, e III[23]
24 de abril de 858 – 13 de novembro de 867   Nicolau I Desconhecido Basílica de São Pedro Originalmente enterrado no átrio da Antiga Basílica de São Pedro. O epitáfio foi parcialmente preservado durante a demolição da basílica e está nas grutas do Vaticano.[24]
14 de dezembro de 867 – 14 dezembro de 872   Adriano II Desconhecido Basílica de São Pedro Originalmente enterrado no átrio da Antiga Basílica de São Pedro. O epitáfio foi parcialmente preservado durante a demolição da basílica e está nas grutas do Vaticano.[24]
17 de maio de 884 – c.setembro de 885   Adriano III   Desconhecido Abadia de Nonantola, Módena Altar-cripta.[25]

Século XEditar

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22 de maio de 964 – 23 de junho de 964   Bento V   Desconhecido Catedral de Hamburgo, Alemanha Destruído; possivelmente transladado de volta para a Antiga Basílica de São Pedro (embora nenhum vestígio tenha sido encontrado).[26] Restou preservado apenas um cenotáfio.[27]
outubro de 974 – 10 de julho de 983   Bento VII   Desconhecido Basílica de Santa Cruz em Jerusalém Inscrição funerária em uma parede próxima à entrada.[28]
3 de maio de 996 – 18 de fevereiro de 999   Gregório V   Desconhecido Basílica de São Pedro Tumba descoberta em 14 de agosto de 1607 sob o pavimento da Antiga Basílica de São Pedro. Foi exumado e enterrado em 15 de janeiro de 1609 em um sarcófago do século IV ou V.[29]
2 de abril de 999 – 12 de maio de 1003   Silvrestre II   Gzila Nalder e Giuseppe Damko Arquibasílica de São João de Latrão Destruído no incêndio da Arquibasílica de São João de Latrão de 1308. Restos carbonizados foram coletados e enterrados em um polyandrum na mesma basílica. Um epitáfio foi regravado durante um cenotáfio. Um novo monumento foi criado em 1910.[30]

Séculos XI - XVEditar

Século XIEditar

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31 de julho de 1009 – 12 de maio de 1012   Sérgio IV   Francesco Borromini Arquibasílica de São João de Latrão Destruído durante um incêndio no século XIV. Os fragmentos que restaram foram colocados em um polyandrum na mesma basílica. Um novo cenotáfio no lado direito da nave principal por Borromini no século XVII.[31]
24 de dezembro de 1046 – 9 de outubro de 1047   Clemente II   "Oficina de Reims"[32] Catedral de Bamberg Única tumba papal existente fora da Itália e da França,[33][34][35] foi concluída por volta de 1237 e desmantelada no século XVII, quando o túmulo foi separado da efígie.[32][36]
17 de julho de 1048 – 9 de agosto de 1048   Dâmaso II   Desconhecido Basílica de São Lourenço Fora de Muros O sarcófago está no pórtico.[37][38]
12 de fevereiro de 1049 – 19 de abril de 1054   Leão IX Desconhecido Basílica de São Pedro Foi originalmente enterrado na parede leste da Antiga Basílica, perto do altar de Gregório I. Seu caixão foi aberto em 11 de janeiro de 1606 durante a demolição da basílica e fragmentos foram levados como relíquias. O restante foi enterrado sob o altar dos Santos Marziale e Valeria,[39] agora dedicado aos estigmas de São Francisco de Assis.[40]
22 de abril de 1073 – 25 de maio de1085   Gregório VII   Desconhecido Catedral de Salerno Foi originalmente enterrado na Igreja de São Mateus. Descoberto em 1573 e aberto em 1578, foi novamente enterrado sob o altar da igreja. Ao ser aberto novamente, em 1605, teve a cabeça levada para a Catedral de Soana e o cadáver foi transladado para capela da Crociata. O sarcófago original foi colocado no transepto em 1954.[41]
24 de maio de 1086 – 16 de setembro de 1087   Vítor III   Desconhecido Abadia de Monte Cassino Transladado em 1515 para o altar na capela de São Bertharius e, em seguida, para a capela de São Vítor. Foi transferido de Monte Cassino durante a Segunda Guerra Mundial para a Basílica de São Paulo Extramuros para evitar que um bombardeio aéreo destruísse a capela original.[42] Retornou à basílica reconstruída de Monte Cassino em 1963.[43]

Século XIIEditar

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24 de janeiro de 1118 – 28 de janeiro de 1119   Gelásio II   Desconhecido Abadia de Cluny Túmulo de mármore brilhante de estilo toscano destruído em 1792 durante a Revolução Francesa,[44] restando apenas fragmentos.[27]
14 de fevereiro de 1130 – 24 de setembro de 1143   Inocêncio II   Virginio Vespignani (design) Basílica de Santa Maria em Trastevere Originalmente enterrado próximo ao sarcófago do imperador Adriano na Arquibasílica de São João de Latrão, foi danificado durante o incêndio de 1308 e deslocada para o vestíbulo. Foi transferida para outro local no século XV e, posteriormente, para a Basílica de Santa Maria em Trastevere.[45]
8 de julho de 1153 – 3 de dezembro de 1154   Anastácio IV   Desconhecido Museu do Vaticano Reutilizou o sarcófago de Helena de Constantinopla, mãe de Constantino. Foi o único túmulo que sobreviveu aos incêndios da Basílica de Latrão de 1308 e 1361 (sendo totalmente restaurado em 1509). Foi transferido para o Museu do Vaticano no século XIX.[46]
4 de dezembro de 1154 – 1 de setembro de 1159   Adriano IV   Desconhecido Basílica de São Pedro Reutilizou um sarcófago cristão primitivo.[47]
7 de setembro de 1159 – 30 de agosto de 1181   Alexandre III   Francesco Borromini Arquibasílica de São João de Latrão Quando já se encontrava danificado foi destruído no incêndio de Latrão. Um novo cenotáfio foi construído no século XVII.[48]
1 de setembro de 1181 – 25 de novembro de 1185   Lúcio III Desconhecido Catedral de Verona Foi originalmente enterrado em um sarcófago de mármore em frente ao altar-mor. Posteriormente, foi movido para baixo de uma laje de mármore veronês vermelho. Danificado durante uma tempestade em 25 de fevereiro de 1879, foi restaurado e colocado em seu local original.[49][50]
25 de novembro de 1185 – 19 de outubro de 1187   Urbano III   G.B. Boffa (novo cenotáfio) Catedral de Ferrara Movido várias vezes. A tumba original foi substituída por um cenotáfio no século XV[51]
8 de janeiro de 1198 – 16 de julho de 1216   Inocêncio III   Giuseppe Lucchetti Arquibasílica de São João de Latrão Enterrado originalmente na Catedral de Perúgia, foi movido várias vezes dentro da catedral, tendo ficado temporariamente junto as tumbas de Urbano IV e Martinho IV, antes de ser transferido para a Basílica de São João de Latrão em 1891.[52]

Século XIIIEditar

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25 de junho de 1243 – 7 de dezembro de 1254   Inocêncio IV   Tommaso Malvito Catedral de Nápoles O monumento original foi encomendado pelo arcebispo Humberto de Montauro, que foi quase completamente destruído. Os fragmentos restantes (porção superior circular e alguns relevos) foram reciclados e aproveitados na construção de um novo monumento no século XVI.[53]
29 August 1261 – 2 October 1264   Urbano IV [nota 1] Giovanni Pisano (original) Catedral de Perúgia Destruído no final do século XIV, foi salvo o epitáfio, que atualmente está no Museu Cívico de Perugia, e um caixão de ferro. Seus restos foram juntados aos de Inocêncio III e Martinho IV em 1587 e enterrados na sacristia.[54] Os restos mortais de Inocêncio III foram transferidos para a Arquibasílica de São João de Latrão no final do século XIX, mas o caixão de ferro ainda existe na sacristia da Catedral de Perúgia.[9] Foi transladado para a Catedral de Troyes em 1901.[55]
5 de fevereiro de 1265 – 29 de novembro de 1268   Clemente IV   Pietro Oderisi Basílica de São Francisco Transladado da Igreja de Santa Maria em Gradi[56][57]
1 de setembro de 1271 – 10 de janeiro de 1276   Gregório X   Margaritone d'Arezzo Catedral de Arezzo O sarcófago original está preservado.[27][58]
11 de julho de 1276 – 18 de agosto de 1276   Adriano V   Arnolfo di Cambio (possivelmente Pietro Vassalletto) Basílica de São Francisco Modificado em 1994.[57][59]
8 de setembro de 1276 – 20 de maio de 1277   João XXI   Filippo Gnaccarini Catedral de Viterbo O monumento original foi destruído no século XVI.[57] Entretanto, uma nova obra foi construída no século XIX e danificada durante a Segunda Guerra Mundial,[60] do qual restaram um sarcófago e outros fragmentos.[9][nota 2]
25 de novembro de 1277 – 22 de agosto de 1280   Nicolau III   Desconhecido Basílica de São Pedro O monumento origina foi destruído durante a demolição da Antiga Basílica de São Pedro. Seus restos mortais foram colocados juntos aos dos dois Rainaldo Orsinis em 1620.[61]
22 de fevereiro de 1281 – 28 de março de 1285   Martinho IV [nota 1] Giovanni Pisano Catedral de Perúgia A tumba original foi destruída em 1375. Reconstruída e destruída novamente no final do século XIV. Seus restos foram colocados juntos aos de Urbano IV e Inocêncio III em 1587. Os restos mortais de Inocêncio III foram transferidos para a Arquibasílica de São João de Latrão no final do século XIX, mas o caixão de ferro contendo Martinho IV e provavelmente Urbano IV ainda está conservado na sacristia da Catedral de Perúgia.[9]
2 de abril de 1285 – 3 de abril de 1287   Honório IV   Arnolfo di Cambio Basílica de Santa Maria em Aracoeli O monumento original foi destruído durante a demolição da Antiga Basílica de São Pedro. O baldaquino destruído foi substituído em 1727.[62][63]
22 de fevereiro de 1288 – 4 de abril de 1292   Nicolau IV Domenico Fontana (design)
Leonardo da Sarzana (escultor)
Leonardo Sormani (figuras)
Basílica de Santa Maria Maior Foi originalmente enterrado em uma simples urna. No entanto, um mausoléu foi encomendado no final do século XVI.[64]
5 de julho de 1294 – 13 de dezembro de 1294   Celestino V   Girolama da Vicenza Basílica de Santa Maria de Collemaggio Enterrado originalmente na Igreja de Santo Antônio, foi transferido para a Igreja de Santa Ágata. Parte dos restos mortais foram roubados por frade em 1327.[65] O restante foi danificado durante um terremoto em 2009.[66]
24 de dezembro de 1294 – 11 de outubro de 1303   Bonifácio VIII   Desconhecido Basílica de São Pedro A capela original, para onde Bonifácio VIII havia movido as relíquias de Bonifácio IV, foi destruída.[67][68]

Século XIVEditar

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22 de outubro de 1303 – 7 de julho 1304   Bento XI   Giovanni Pisano Basílica de São Domenico Túmulo na parede e ossuário.[27][69]
5 de junho de 1305 – 20 de abril de 1314   Clemente V   Jehan de Bonneval Colegiada de Uzeste Ilustrações podem ser obtidas em Gardner, 1992, pp. 176–179.
7 de agosto de 1316 – 4 de dezembro de 1334   João XXII   Desconhecido Catedral de Avignon Movido várias vezes entre as igrejas da Catedral, todas as sessenta estátuas foram roubadas. A cabeça da efígie pertencia originalmente a outro túmulo de um bispo. Foi danificado seriamente durante a Revolução Francesa.[70][71]
20 de dezembro de 1334 – 25 de abril de 1342   Bento XII   Jean Lavenier Catedral de Avignon O busto de Bento XII está nas grutas da Basílica de São Pedro.[72] Fragmentos do monumento original encontram-se na Fundação Calvet.[27]
7 de maio de 1342 – 6 de dezembro de 1352   Clemente VI   Pierre Boye, Jean Sanholis, eJean David Abadia de La Chaise-Dieu Esculturas de carpideiras encontram-se no Muser Crozatier, em Le Puy-en-Velay.[73][74] Já as esculturas dos anjos estão no Petit Palais, em Avignon.[75]
18 de dezembro de 1352 – 12 de setembro de 1362   Innocêncio VI   Beltran Nogayrol Monastério de Nossa Senhora do Vale das Bênçãos, em Villeneuve-lès-Avignon. Uma ilustração pode ser obtida em Gardner, 1992, pp. 190–194.
28 de setembro de 1362 – 19 de dezembro de 1370   Urbano V   Joglarii Abadia de São Victor A efígie encontra-se no Petit-Palais, em Avignon.[76][77]
30 de dezembro de 1370 – 26 de março 1378   Gregório XI   Pietro Paolo Olivieri Basílica de Santa Francesca Romana O relevo original de Olivieri foi esculpido em 1584. Uma réplica encontra-se no Palácio dos Papas.[78]
8 de abril de 1378 – 15 de outubro de 1389   Urbano VI   Desconhecido Basílica de São Pedro Salvo durante a destruição da Antiga Basílica de São Pedro, quase foi reaproveitado como bebedouro por operários.[79][80]

Século XVEditar

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17 de outubro de 1404 – 6 de novembro de 1406   Inocêncio VII   Desconhecido Basílica de São Pedro Sepultado originalmente na Capela de São Pedro e São Paulo, foi movido para a Capela de São Tomás em 1455. Depois, foi transferido para uma cópia do sarcófago original em 12 de setembro de 1606.[81]
30 de novembro de 1406 – 4 de julho de 1415   Gregório XII 140px Camillo Rusconi San Flaviano (Recanati) Foi enterrado como cardeal (após sua renúncia durante o Concílio de Contança). Movido em 1623, 1760 e 1793. Ilustrações da tumba original (vide imagem) foram produzidas por historiadores.[82] Foi a última tumba papal fora de Roma. O sarcófago original ainda existe.[9]
11 de novembro de 1417 – 20 de fevereiro de 1431   Martinho V   Simone Ghini Arquibasílica de São João de Latrão[83] Movido da parte frontal do altar em 1853.[84]
3 de março de 1431 – 23 de fevereiro de 1447   Eugênio IV   Iaia da Piso e Pellegrino di Antonio da Viterbo Igreja de São Salvador em Lauro Removido da Antiga Basílica de São Pedro antes de sua demolição.[85]
6 de março de 1447 – 24 março de 1455   Nicolau V   Mino da Fiesole Basílica de São Pedro Foi movido do corredor externo esquerdo da Antiga Basílica de São Pedro para o corredor externo direito da nova construção. O monumento (não o sarcófago) foi destruído durante a demolição.[86]
8 de abril de 1455 – 6 de agosto de 1458   Calisto III 140px Desconhecido Basílica de São Pedro Localizava-se originalmente na Capela de Santa Maria della febbre. O monumento (não o sarcófago) foi destruído durante a demolição da Antiga Basílica de São Pedro.[87]
  Filippio Moratilla Igreja de Santa Maria de Montserrat Os restos remanescentes foram juntados aos de Alexandre VI.[87]
19 de agosto de 1458 – 15 de agosto de 1464   Pius II 140px Paolo Romano Sant'Andrea della Valle Heart enshrined in the Duomo of Ancona; originally buried in the Chapel of St. Andrews in St. Peter's; moved to San Andrea della Valle in 1614[88]
30 August 1464 – 26 July 1471   Paul II   Giovanni Dalmata (effigy)
Mino da Fiesole (figures and bas-reliefs)
St. Peter's Basilica Monument moved in 1544 and torn down in seventeenth century; sarcophagus survived demolition of Old St. Peter's[89]
9 August 1471 – 12 August 1484   Sixtus IV, O.F.M. 140px Antonio del Pollaiolo St. Peter's Basilica Originally located in the choir chapel of Old St. Peter's; moved in 1610 to the sacristy; moved in 1625 to the Chapel del Coro in new St. Peter's; combined with Julius II in 1926; moved again in 1940s[90]
29 August 1484 – 25 July 1492   Innocent VIII   Antonio del Pollaiolo St. Peter's Basilica First papal tomb to depict a live pope rather than a deathbed effigy; originally placed in the Oratory of Our Lady in Old St. Peter's; moved to the sudarium on 5 September 1606 during the demolition[90]
11 August 1492 – 18 August 1503   Alexander VI   Filippio Moratilla Santa Maria di Monserrato Originally located in the oratory of Saints Cosmas and Damian, in the round chapel of Santa Maria de Febribus; moved in the sixteenth century next to Calixtus III; combined in 1582 in the Chapel of Santa Maria della Febbre; survived demolition of Old St. Peter's but broken up in 1605; urns were taken to Santa Maria di Monserrato; monument in Chapel of St. Diego sculpted in 1881[91]

Notas

  1. a b Uma ilustração do caixão de ferro pode ser vista em Reardon, 2004, p. 113.
  2. Uma ilustração da tumba do século XIX pode ser encontrada em Daly, Walter J. (2004). «An Earlier De Motu Cordis». Transactions of the American Clinical and Climatological Association. 115 

Referências

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  2. Reardon, 2004, pp. 5–12.
  3. Reardon, 2004, pp. 269–271.
  4. Reardon, 2004, pp. 23–26.
  5. Reardon, 2004, pp. 10–11.
  6. Reardon, 2004, pp. 272–277.
  7. Reardon, 2004, pp. 70–109.
  8. Reardon, 2004, p. 25.
  9. a b c d e f Reardon, 2004, p. 270.
  10. Reardon, 2004, p. 30.
  11. Reardon, 2004, p. 31.
  12. Reardon, 2004, pp. 34–35.
  13. Reardon, 2004, p. 40–41.
  14. Reardon, 2004, pp. 46–48.
  15. Reardon, 2004, p. 48.
  16. a b Mann, 2003, p. 22.
  17. Reardon, 2004, pp. 49–51.
  18. Reardon, 2004, pp. 54–55.
  19. Reardon, 2004, p. 60.
  20. Gardner, 1992, ill. 16.
  21. Mann, 2003, p. 24.
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  23. Reardon, 2004, p. 62.
  24. a b Reardon, 2004, p. 64.
  25. Reardon, 2004, pp. 66.
  26. Reardon, 2004, p. 73.
  27. a b c d e Reardon, 2004, p. 269.
  28. Reardon, 2004, p. 74.
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  33. Beckwith, 1961, pp. 321–322.
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  42. Reardon, 2004, p. 88.
  43. Thomas, 2000, p. 150.
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BibliografiaEditar

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Outras publicaçõesEditar

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