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PrefácioEditar

Este livro é um resumo pessoal das evidências de que a “teoria” da evolução é um fato incontestável como qualquer outro da ciência. É considerado o elo perdido. Difere de outros livros do autor por apresentar comprovações de que a evolução é um fato, desta forma preenche a grande lacuna deixada em suas publicações anteriores, além de apresentar enfoques diferentes. Por exemplo, em O Gene Egoísta Richard Dawkins explicou como a evolução ocorreu do ponto de vista genético, apresentando assim, uma visão incomum da bem conhecida teoria da seleção natural. Fez viagens ao passado em busca de nossos ancestrais mais primitivos, descrevendo o trajeto percorrido pela história da vida no livro A grande história da evolução. Porém, não havia produzido nada onde se discutia as evidências da evolução, até produzir o livro “O maior espetáculo da terra: evidências da evolução”. Título esse inspirado por um simpatizante anônimo que o mandou uma camiseta com essa frase inspiradora: “Evolução: única na vida. O maior espetáculo da Terra”. O autor recebeu ajuda de diversas pessoas. Em três ocasiões, durante etapas finais do texto, novas informações foram relatadas em publicações científicas, com esforço editorial, foram inseridas ao texto. O livro só foi concluído quando o autor já estava aposentado.[1]

Apenas uma teoria?Editar

Evidências incontestáveis têm comprovado que a evolução é um fato. E o livro tem a finalidade de provar que a evolução ocorre e as evidências são fortes. "Apenas uma teoria?" é o primeiro e um dos principais capítulos do livro, pois o autor visa explicar e mostrar ao leitor que a evolução não é apenas uma teoria, ela é de fato uma verdade mostrada por evidências irrefutáveis. Através de histórias pessoais, conceitos e evidências, demonstra o que vai ser explicitado no livro ao longo dos capítulos e como a evolução está dentro, em volta e entre todos. E toda a sua história está presa em eras passadas e há descrença nessa teoria, uma vez que as pessoas são ensinadas a não questioná-la e seguir a maioria ou opinião dos outros. Já no início do capítulo, Dawkins dá exemplos do quão difícil e desafiador é, expor ideias verídicas e elas serem contestadas por pessoas, mas que as evidências da evolução são indubitavelmente verdadeiras, tanto quanto as comprovações históricas da existência do Império Romano. Neste capítulo ele denomina as pessoas que não acreditam nas evidências da evolução em "negadores da história" tendo como referência aos negadores do holocausto, e como 40% da população em média das pessoas negam a existência da evolução, sob a alusão de que a terra foi criada a pouco mais de milhares de anos e não a milhares de milhões de anos . O autor enfatiza as ideias incontestáveis sobre a evolução e contesta a resistência ideológica e religiosa a cerca do tema. Ele traz a discussão pertinente e importante do que é teoria. De acordo com a visão evolucionista (onde ele intitula como “teorema”) e a visão criacionista (meramente uma hipótese). Primeiro, a definição do que é teoria no ramo das Ciências: “conjunto ou sistema de ideias ou afirmações”; “grupo de fatos ou fenômenos”; “hipótese que foi confirmada ou estabelecida por observação ou experimentação” (exemplificado com a teoria da evolução de Darwin), e no segundo caso, como é utilizada na linguagem cotidiana, ou seja, “mera hipótese, especulação, conjectura”. Apresenta como um grande problema para recusa na aceitação da evolução, o fato de que nem sempre as pessoas vivem o suficiente para ver a evolução, morrem antes.[2]

O cão, a vaca e a couveEditar

O capitulo inicia-se com uma pergunta intrigante, “Por que demorou tanto para aparecer um Darwin?”. Dawkins em concordância com Ernst Mayr, diz que o fator principal da demora se deu pela existência do Essencialismo tão impregnado na sociedade. Para Platão, a realidade que vemos são formas imperfeitas dos objetos, pois neles há variações do que é considerado ideal. Isso é uma ideia muito frequente no Cristianismo em que há um mundo ideal criado por Deus, onde as coisas são imutáveis e se há variações são consideradas como impuras ou imperfeitas. Darwin, ao trazer a ideia da seleção natural, fez com que houvesse uma revolução ao que se conhecia sobre a diversidade dos seres vivos. O que acontece de fato, é que as espécies mudam gradualmente, de forma sutil, ao longo do tempo, e transmitem essas novas alterações às gerações posteriores, até que em um determinado momento esse acúmulo de novas características, origina novas e variadas espécies.[3]Neste capítulo, o autor demonstra a interferência do homem na manipulação de características almejadas em plantas e animais, de acordo com seus interesses. O título deste capítulo trata dos vários exemplos que o autor utiliza para corroborar a seleção natural como um dos mecanismos por meio do qual a evolução ocorre, valendo-se da exemplificação com seleção artificial. Através da comparação entre espécies, de como uma espécie pode modificar-se ao longo de milhares de gerações e propondo um experimento mental, ele nos leva a fazer um caminho de volta na linha do tempo, chegando ao ponto em que duas espécies distintas colocam-se lado a lado na linha do tempo evolutivo, compartilhando ali um ancestral comum, a qual ele denomina de curva de 180° graus.[carece de fontes?]