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Otomão ibne Afane (em árabe: عثمان بن عفان; transl.: Uthman ibn Affan; Meca, c.570Medina, 17 de junho de 656), melhor conhecido como Otomão (Otman ou Utman), foi o terceiro califa ortodoxo (r. 644–656).

Otomão
Califa ortodoxo
Reinado 6 de novembro de 644-17 de julho de 656
Consorte de Um Amir
Rucaia binte Maomé
Um Cultum binte Maomé
Faquita binte Gazuane
Um Albanine binte Uiaina
Fátima binte Ualide
Filha de Calide ibne Acide
Um Amir Um Najim binte Jundube
Ramla binte Xaiba
Naila binte Alfurafiça
Antecessor(a) Omar
Sucessor(a) Ali
 
Descendência Abane (entre outros)
Dinastia omíada
Nascimento 579
Morte 17 de julho de 656
Religião Islamismo
Pai Afane ibne Abi Alas
Mãe Arua binte Curaiz

VidaEditar

Otomaõ era membro do clã dos Omíadas (Umayyad) que se encontrava integrado na tribo dos Coraixitas (Quraysh) de Meca. Rico mercador, tornou-se um dos primeiros a seguir a mensagem religiosa do profeta Maomé.[1]

Antes da capitulação de Meca em 630, emigrou com alguns crentes muçulmanos para o reino cristão de Axum na Abissínia e em 622 acompanhou Maomé e os crentes para Iatrebe (Medina), na migração conhecida como Hégira. Foi casado com duas filhas de Maomé: primeiro com Ruqayya e, após a morte desta, com Cultum.[1] Por esta razão recebe o título de Dhun Nurayn, o "Possuidor de Duas Luzes". Ficou também conhecido por utilizar os seus recursos económicos para apoiar os muçulmanos mais pobres, facto que lhe deveu a alcunha de Gani, "Generoso".

Após o assassínio de Omar, Otman foi eleito califa por uma comissão de seis membros em 644.[1] Ele continuou a obra de expansão territorial do Islão, concluindo a conquista da Pérsia, expandido o império no Norte de África e tomando a ilha de Chipre (649).

Otomão ordenou a fixação do texto oficial do Alcorão, nomeando para o efeito uma comissão que decidiu o que deveria ser incluído ou excluído do texto final do livro sagrado. A nomeação do seu primo Moáuia como governador da Síria provocou descontentamento, uma vez que o pai de Moáuia, Abu Sufiane, tinha sido um dos mais ferozes opositores de Maomé.

A oposição era grande no final do seu califado, gerada pela nomeação de parentes para cargos administrativos e pelo esbanjamento do tesouro central. Esboçavam-se dois partidos, um que proclamava os direitos de Ali e dos seus filhos à herança política do profeta e outro encabeçado por Zubair e Aixa, uma das viúvas de Maomé.

Otomão foi morto em 656 por uma multidão que cercava a sua casa. De acordo com a tradição, encontrava-se a ler o Alcorão quando foi assassinado. A sua morte abriu um período de guerra civil no Islão, conhecida como Primeira Fitna, provocada pela contestação ao califado do seu sucessor Ali por Moáuia e os seus partidários.[1]

Referências

  1. a b c d Uthman ibn Affan (em inglês), Oxford Islamic Studies Online.