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Valeriana officinalis

Como ler uma infocaixa de taxonomiaValeriana
Valeriana officinalis.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Ordem: Dipsacales
Família: Caprifoleaceae
Género: Valeriana
Espécie: V. officinalis
Nome binomial
Valeriana officinalis
L.

Valeriana (Valeriana officinalis, Caprifoliaceae) é uma planta perene com flor, com racemos de flores brancas ou rosadas com odor doce que florescem nos meses de verão. No século XVI era usada como perfume.

Nativa da Europa e de partes da Ásia, a valeriana foi introduzida na América do Norte. É consumida como alimento por larvas de algumas espécies de lepidópteros (borboletas e traças) incluindo Eupithecia subfuscata.

Outros nomes usados incluem valeriana-comum, erva-de-amassar, erva-de-são-jorge.

Valeriana, em farmacoterapia e em medicina fitoterápica, é nome de um medicamento preparado a partir das raízes desta planta, as quais, após um processo de maceração, trituração, dessecação, são convenientemente acondicionadas, usualmente em cápsulas, e passam a ser utilizadas com supostos efeitos ansiolíticos, tranquilizantes e até anticonvulsivantes.[1] [2] [3]

O aminoácido valina foi assim denominado a partir do nome desta planta.

HistóriaEditar

A valeriana é usada como planta medicinal pelo menos desde o tempo dos antigos gregos e romanos. Hipócrates descreveu as suas propriedades, e mais tarde Galeno receitou-a como remédio para a insónia. Na Suécia medieval, era por vezes colocada nas roupas de casamento do noivo para afastar a inveja dos duendes.[4] A valeriana pode também ser consumida como chá. No Irã também é fumada e injetada como fins recreativos.

Hipócrates descreveu suas propriedades, e Galeno mais tarde o prescreveu como remédio para insônia. No século 16, o reformador anabatista Pilgram Marpeck prescreveu chá de valeriana para uma mulher doente. [4]

Herball, de John Gerard, afirma que seus contemporâneos consideraram a Valeriana "excelente para aqueles sobrecarregados e que sofrem com convulsões e também para aqueles que estão machucados por quedas". Ele diz que a raiz seca foi avaliada como remédio pelos pobres no norte da Inglaterra e no sul da Escócia, de modo que "nenhum caldo ou caldo de carne ou carnes físicas vale alguma coisa se Setewale [Valeriana] não estiver lá".

O botânico do século XVII, Nicholas Culpeper, pensou que a planta estava "sob a influência de Mercúrio e, portanto, possui uma faculdade de aquecimento". Ele recomendou ervas e raízes, e disse que "a raiz fervida com alcaçuz, passas e anis é boa para aqueles que sofrem de tosse. Além disso, é de valor especial contra a praga, pois a decocção pode ser bebida e a raiz cheirada." A erva verde sendo machucada e aplicada à cabeça tira a dor e o formigamento."

Extrato de valerianaEditar

Os componentes ativos do extrato de valeriana são:

Pelos seus benefícios bastante comprovados e por não induzir dependência química medicamentosa, tem sido freqüentemente indicado como medicamento de transição na descontinuação de fármacos da medicina alopática, como, por exemplo, bromazepam, clonazepam, diazepam, entre outros. Também é medicamento de primeira escolha em muitos quadros clínicos.

Apesar de fitoterápico, altas doses de valeriana podem podem provocar agitação, cefaléia, dispepsias, alterações na audição e visão, excitação, delírio, reações cutâneas, alucinações, torpor, convulsões e em casos extremos morte por parada respiratória; o uso contínuo pode induzir ao chamado "valerianismo", uma instabilidade emocional característica.[5]

Referências

  1. Bent S, Padula A, Moore D, Patterson M, Mehling W. Valerian for sleep: a systematic review and meta-analysis. Am J Med. 2006;119(12):1005–1012. doi:10.1016/j.amjmed.2006.02.026
  2. HATTESOHL, M; FEISTEL, B; SIEVERS, H; LEHNFELD, R; HEGGER, M; WINTERHOFF, H. Extracts of Valeriana officinalis L. s.l. show anxiolytic and antidepressant effects but neither sedative nor myorelaxant properties. Phytomedicine. 2008 Jan;15(1-2):2-15. Abstract NCBI Aces.30.8.2019
  3. Rezvani ME; Roohbakhsh A; Allahtavakoli M, Shamsizadeh A.Anticonvulsant effect of aqueous extract of Valeriana officinalis in amygdala-kindled rats: Possible involvement of adenosine. Journal of Ethnopharmacology. Volume 127, Issue 2, 3 February 2010, Pages 313-318 Abstract Ace, Auhg. 2019
  4. Thorpe, Benjamin; Northern Mythology, Vol. 2, pp. 64-65
  5. Valeriana, Valeriana officialis.
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