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Valongo

município e cidade de Portugal
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Valongo (desambiguação).

Valongo é um concelho português do Distrito do Porto, da Área Metropolitana do Porto, Região Norte.

Valongo
Brasão de Valongo Bandeira de Valongo

Church of Valongo by Henrique Matos 01.jpg
Igreja Matriz de Valongo
Localização de Valongo
Gentílico Valonguense
Área 75,12 km²
População 93 858 hab. (2011)
Densidade populacional 1 249,4  hab./km²
N.º de freguesias 4
Presidente da
câmara municipal
José Manuel Ribeiro (PS)

Mandato 2017-2021

Fundação do município
(ou foral)
1836 (183 anos)
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana do Porto
Distrito Porto
Província Douro Litoral
Orago São Mamede
Feriado municipal 24 de Junho[1]
Código postal 4440 Valongo, Campo e Sobrado / 4445 Ermesinde e Alfena
Sítio oficial www.cm-valongo.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

É um município com 75,12 km² de área[2] e 93 858 habitantes (2011[3]), subdividido em 4 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelo município de Santo Tirso, a nordeste por Paços de Ferreira, a leste por Paredes, a sudoeste por Gondomar e a oeste pela Maia. É constituído pelas cidades de Ermesinde, Valongo e Alfena e pelas vilas de Campo e de Sobrado.

É conhecido pela regueifa e biscoito, pelos brinquedos de Alfena, pelas Serras de Valongo e pela exuberante e imponente Festa de S. João de Sobrado.


HistóriaEditar

A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação humana desta região é muito anterior à romanização.  


Romanos, Bárbaros e Árabes

Esta região sofreu ocupação romana, especialmente para extração de ouro na Serra de Santa Justa. Repare-se que o próprio topónimo que a designa teve origem nas palavras latinas Vallis Longus. Restam ainda vestígios que permitiriam a detecção de dois eixos principais romanos que atravessariam o concelho: estrada Porto-Guimarães; estrada Alfena-Valongo-Aguiar de Sousa/Penafiel.

Esta região seria ainda ocupada por povos bárbaros (suevos e visigodos) e posteriormente por Árabes e Mouros.

Segundo o Padre Lopes dos Reis, natural de Valongo, “os mouros entraram na Hespanha enthusiasmados pela guerra santa com o alfange n´uma mão e Alkorão na outra, levando de vencida com o seu poderoso exercito todos os logares por onde podiam passar. Em Vallongo talvez nem corresse sangue, porque inermes, poucos e sem defeza os seus habitantes só temerariamente podiam abalançar-se a impedir a passagem a um inimigo poderoso deante do qual tinham sabido que fugira espavorido um exercito de bravos. Por isso é que chegados a Vallongo os arabes (716) deixaram o seu povo em paz sem o escrevisarem, e mediante certo tributo deram-lhe a liberdade de viver como até ahi, indo eles estabelecer-se longe da povoação goda, que ocupava o Susão e a parte ocidental da villa, na planície à beira de um regato que mais tarde se chamou Ilhar Mourisco.”[5]

Na região do Douro, desde 868 emergiu o Condado de Portucale, do qual Vímara Peres era conde, isto porque foi ele quem reconquistou a cidade para as forças Cristãs. Ainda assim a região não estava a salvo das campanhas mouras, especialmente de Almançor, como é percetível na tomada do castelo de Aguiar de Sousa em 995. Por fim, as campanhas de Fernando o Magno (Rei de Leão), na década de 50 do século XI, permitiram fixar o rio Mondego como linha de fronteira entre os cristãos e os mouros, possibilitando uma reestruturação do território bem como o seu povoamento.


Idade Média

O Rio Ferreira terá servido, entre o séc. IX e XI, de linha de fronteira entre o território de Anégia e o território de Portucale. Assim a margem esquerda do rio pertencia à Anégia e a parte direita a Portucale.[5]

Pelas Inquirições Gerais de 1258 sabemos que o atual concelho se repartia à data entre o Julgado de Aguiar de Sousa – que incluía S.Martinho de Campo e Sobrado, e o Julgado da Maia, onde se incorporavam S.Vicente da Queimadela, Valongo e S.Lourenço de Asmes.

Do ponto de vista económico-social, a terra, como base da economia e do posicionamento social de cada um, constitui, neste período, o elemento primordial de sobrevivência e de poder. Na área do concelho, os grandes senhores da terra são o Rei e o Clero – particularmente o Clero Regular.

O aparecimento de novos povoados, o alargamento progressivo do termo das povoações já existentes, a multiplicação de capelas sufragâneas e o fraccionamento da propriedade, comprova o notório crescimento demográfico desta região ao longo dos séculos. Acompanha este aumento da população um progressivo desenvolvimento de outros setores de economia. A indústria e o comércio, assentando inicialmente em formas incipientes, adquirem uma forte expressão na economia. A indústria panificadora tradicional é disso exemplo excelente: as suas origens remontam à Baixa Idade Média, mas conhece tal desenvolvimento o fabrico de pão de trigo, que permitirá aos padeiros de Valongo alimentar toda a região envolvente e com o produto do seu trabalho, contribuir decisivamente para a construção da nova igreja, começada a edificar pelos finais do século XVIII.

A 9 de Março de 1654, decorreu uma reunião entre as freguesias de Campo e Sobrado, na Igreja de Santo André de Sobrado, para resolver conflitos entre as duas freguesias sobre as águas do Rio Ferreira. Foi Francisco Beliagoa Carneiro, abade de Sobrado que confirmou o acordo em nome dos seus paroquianos que não sabiam assinar.[5]


As Invasões Francesas e a Guerra Civil entre D. Pedro e D. Miguel

No dealbar do séc. XIX, Valongo vive as vicissitudes da presença das tropas de Napoleão, aquando das Invasões Francesas. Uma divisão instala-se em Valongo, transforma a igreja em cavalariça e saqueia valores a particulares e à igreja.

Em 1832, o concelho é palco das Guerras Liberais – Constitucionais e Miguelistas enfrentam-se na Batalha da Ponte Ferreira. Em Ermesinde, o antigo Convento de Nª. Srª. do Bom Despacho (Stª. Rita), torna-se hospital militar das forças absolutistas e no adro da igreja são enterrados em vala comum muitos dos que pereceram no Cerco do Porto.

Em 1828, com D. Miguel, regressou o Absolutismo a Portugal. Mais uma vez o Porto teve um papel primordial, no combate pela Liberdade. De 1832 a 1834 travou-se a Guerra Civil, entre Liberais e Absolutistas. Toda a região envolvente do Porto foi nestes anos molestada pelas guerras dos Liberais que corajosamente se defendiam do Cerco que os Absolutistas lhe preparavam. Estas Terras serviram pois de palco às batalhas e aos movimentos militares que se desenrolaram entre os dois irmãos desavindos: D. Pedro, pelo lado dos Liberais, D. Miguel, pela parte dos Absolutistas. Neste período ocorrem duas importantes batalhas: a de Ponte Ferreira e a da formiga. Importa referir que tanto o Duque de Bragança D. Pedro (outrora Imperador do Brasil D. Pedro I ou D. Pedro IV de Portugal) como o D. Miguel estiveram em Valongo por causa das contendas militares.[6][7]

Por decreto publicado a 29 de novembro de 1836, D. Maria II cria o Concelho de Valongo com as freguesias de Sobrado, Campo e Gandra (que pertenciam ao Concelho de Baltar) e Alfena, Ermesinde e Valongo (que pertenciam ao Concelho da Maia).

A 18 de maio de 1852, decorreu um almoço na Travagem oferecido pela C.M. Valongo à Família Real composta pela Rainha D. Maria II, o Rei D. Fernando II e os princípes D. Pedro (futuro D. Pedro V) e D. Luís (futuro D. Luís I). Este almoço decorreu na última visita de D. Maria II ao norte de Portugal em forma de agradecimento pela criação do Concelho de Valongo em 1836.[8]

Anos mais tarde, haveria nova visita real, desta vez por D. Luís e D. Maria Pia. "Durante muito tempo, falou-se ainda com grande admiração dos gigantescos e belos arcos que foram feitos emmuitos lugares de passagem do cortejo e que deram aos festejos um esplendor admirável."[9]

Contudo, num plano mais geral, recrudescem os fatores de desenvolvimento que se vinham observando. É entre os finais do séc. XVIII e os inícios do séc. XX que se constroem as grandes casas de lavoura em todas as povoações cujo cariz rural permanecerá por mais tempo. Adensa-se e multiplica-se a rede viária dentro dos limites do concelho, que passa a ser servido por transportes como o carro elétrico e o comboio. Sucede-se a abertura de estabelecimentos comerciais, com particular relevo para a principal artéria de Valongo e outros locais de Ermesinde. Os agregados populacionais alongam sucessivamente os seus termos com a chegada contínua de gentes vindas do interior.

Assiste-se também à instalação de várias indústrias. Por meados do séc. XIX, começa a exploração sistemática de ardósia (uma indústria tradicional com grandes implicações ao nível social). Extrai-se ainda do subsolo antimónio, volfrâmio e carvão. Nos limites de Ermesinde implantam-se grandes fábricas como a “Resineira”, a “Cerâmica” – “Empresa Industrial de Ermesinde” e a “Têxtil de Sá”. Outras nascerão noutras áreas do concelho. Com maiores ou menores dimensões, adquirem relevo no concelho ramos da indústria como a Metalomecânica, a Metalúrgica, a Têxtil, a Construção Civil e Obras Públicas, a Alimentar e as Madeiras e Mobiliário. Campo e Sobrado conservam um maior pendor de ruralidade. Domina o regime de minifúndio com produções tradicionais – a vinha, o milho e as forragens, a que está ligada a produção de leite. Têm surgido culturas novas como a kiwicultura e a hortifloricultura.


O fim da monarquia e a Implantação da República

Em 1893, Sobrado acolhe os exercícios militares da Balsa, bem como a visita do Rei D. Carlos que passa a noite na Residência Paroquial. O rei terá sido entusiasticamente saudado no trajeto entre a Estação de Valongo (uma vez que veio de comboio) até Sobrado.

O executivo municipal liderado por António Mendes Moreira, abade de Sobrado, procedeu à proclamação da República Portugueza a 10 de Outubro de 1910 estando lavrado em ata que ”(…) este município congratula-se com o notável acontecimento que há-de ficar registado em letras douradas paginas da historia pátria e declara solennemente proclamada a Republica Portugueza.” No dia seguinte, Mendes Moreira (provavelmente monárquico) é substituído na presidência do executivo camarário de Valongo por Joaquim da Maia Aguiar, defensor do republicanismo.

A proclamação da República em Valongo fez-se no dia 10 de Outubro. O ainda presidente da Câmara Municipal de Valongo, António Mendes Moreira (abade de Sobrado) disse: «Tendo sido implantada pelo exército e pelo povo da Capital, a Republica Portuguesa e abolidas as instituições monárquicas, a este município compete também pronunciar-se sobre tão glorioso acontecimento de que se esperam resultados úteis e profícuos para o progresso e prosperidade da pátria. (...) Que não pode Vallongo deixar de aderir também ao novo regime, que, estamos convencidos, é para bem de todos os portugueses e vem marcar uma nova e luminosa era de regeneração e de prosperidade para a pátria. Que em nome, deste município, congratula-se com o notável acontecimento há-de ficar registado em letras de ouro das páginas da história pátria e declara solenemente proclamada a Republica Portuguesa. (...)" No dia seguinte, 11 de Outubro de 1910, reuniu pela 1.ª vez a Comissão Municipal Republicana de Valongo, liderada por Joaquim da Maia Aguiar (substituindo o abade de Sobrado, que provavelmente nutria um ideal monárquico). Seguiu-se a proclamação da república nas restantes freguesias: Ermesinde (27 de outubro), Alfena (4 de novembro), Valongo (28 de outubro), Sobrado (28 de outubro) e Campo (30 de outubro).[10]

A 7 de fevereiro de 1911, S. Lourenço de Asmes passa a designar-se Ermesinde, porque “Asmes” era um nome dado a equívocos e a maledicências e Ermesinde era o nome de um lugar desta freguesia e também da estação de comboios.

Em 29 de Setembro de 1911, rebentou no Porto e em alguns concelhos vizinhos uma conspiração que tentou repor a monarquia mas sem sucesso. Em 3 de Outubro, o Administrador do Concelho, Dr. Maia Aguiar solicita ao Comissário Geral da Polícia Civil do Porto a captura do Reverendo Paulo António Antunes, abade de Ermesinde sob a acusação de que o mesmo teria contactado os párocos de Alfena, Valongo e Sobrado, convidando-os […] para o auxiliarem n´um movimento revolucionário, pedindo-lhes para mandarem tocar os sinos a rebate, quando fosse de madrugada, aliciando o povo e seguindo com elle para a sede do concelho, a fim de tomarem conta da Camara e administração, ficando elle administrador. Neste período grande parte dos párocos deste concelho foram expulsos das residências paroquiais, tiveram que se exilar ou foram presos. Foi um momento conturbado, caracterizado pela perseguição republicana à Igreja católica.[5]

A 19 de janeiro de 1919 é proclamada no Porto a restauração da monarquia que durou apenas 25 dias, até 13 de fevereiro de 1919. Todo o norte de Portugal aderiu a esta revolução (incluindo Valongo), excluindo Chaves que se manteve republicano.

 
Edifício da Câmara Municipal de Valongo (foto Jornal Verdadeiro Olhar)

Ermesinde foi elevada à categoria de Vila em 12 de Junho de 1938 e a 13 de Julho de 1990, a Assembleia da República, por unanimidade, aprovou a passagem de Ermesinde a cidade.


Atualidade

Após a restauração da república, Valongo desenvolve-se gradualmente, influenciado pelo crescimento industrial e económico da Cidade do Porto. O comboio e posteriormente as excelentes acessibilidades rodoviárias propiciam um crescimento populacional e económico extraordinários. Valongo é hoje um concelho empenhado em cumprir um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O crescimento económico terá que conviver com a preservação dos bens culturais e naturais. Uma dualidade que garantirá sempre a qualidade de vida.


PopulaçãoEditar

Número de habitantes [11]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
8 511 9 450 11 188 11 853 13 811 14 763 17 239 23 568 27 939 33 300 41 265 64 234 74 172 86 005 93 858

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [12]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 4 305 5 186 5 420 6 019 8 596 9 646 12 259 15 380 19 503 16 466 15 349 15 539
15-24 Anos 2 229 2 475 2 901 3 589 4 112 5 392 5 627 6 840 11 913 13 937 13 060 10 480
25-64 Anos 4 570 5 272 5 713 6 876 9 447 11 421 13 788 16 960 28 969 38 470 49 173 55 353
= ou > 65 Anos 633 633 605 782 1 051 1 390 1 626 2 085 3 849 5 299 8 423 12 486
> Id. desconh 35 27 26 26 60

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)


FreguesiasEditar

 
Concelho de Valongo depois da reorganização administrativa de 2013

O concelho de Valongo é composto por 4 freguesias:


A reorganização administrativa de 2013 uniu forçosamente as freguesias de Campo e de Sobrado, estabelecendo a União de Freguesias de Campo e Sobrado.

PatrimónioEditar

Venha descobrir as diversas facetas do património que nos identifica. As magníficas paisagens que a natureza nos legou. O património cultural que se materializa à frente dos nossos olhos.

 
Ponte de S. Lázaro, Alfena

Alfena

  • Ponte, capela e parque de São Lázaro
  • Ponte dos Sete Arcos
  • Portal do Ribeiro
  • Portal das Telheiras
  • Igreja Matriz de Alfena
  • Capela de S. Roque (ligada ao Caminho de Santiago)
 
Igreja Matriz de Campo


Campo

  • Capela de Nª Sra da Encarnação
  • Empresa de Lousas de Valongo
  • Igreja Matriz de Campo
  • Quinta do Visconde do Paço
  • Ponte e Aqueduto dos Arcos
  • Ponte da Milhária
  • Ponte de Luriz
  • Ponte Ferreira
 
Igreja de Santa Rita, Ermesinde


Ermesinde

 
Igreja Matriz de Sobrado


Sobrado

  • Fábrica de Fiação da Balsa
  • Capela de Nª Sra das Necessidades
  • Capelas de S. Gonçalo
  • Igreja Matriz de Sobrado
  • Ponte da Pinguela
  • Ponte da Balsa
  • Ponte e Aqueduto do Açude
  • Ponte de S. André
 
Igreja Matriz de Valongo


Valongo

  • Aldeia de Couce
  • Capela de Nª Sra da Hora
  • Capela de Nª Sra da Luz/ Neves
  • Núcleo Rural do Susão
  • Capelas de Sta Justa e S. Sabino
  • Casa do Anjo
  • Cruzeiro do Padrão
  • Estação de Valongo
  • Fojo das Pombas
  • Igreja Matriz de Valongo
  • Antigos Paços do Concelho
  • Largo do Centenário
  • Minas da Serra de Santa Justa


CulturaEditar

Valongo possui neste momento uma agenda cultural diversificada e de qualidade. Desde festas religiosas, eventos desportivos, entre muitos outros. O município dispõe ainda de um vasto conjunto de infraestruturas e equipamentos culturais por toda o município.

Eventos Culturais

  • Festa do Brinquedo
  • Magic Valongo
  • Expoval
  • Entretanto Teatro
  • Sobrado em Festa
  • Semana das Associações de Campo
  • São João de Sobrado
  • Marchas de São João
  • Feira da Regueifa e do Biscoito
  • Corrida de S. Silvestre de Ermesinde
  • Aldeia de Natal
  • Alma do Fado
  • Festas da Cidade de Valongo
  • Festas de Santa Rita
  • Trail Quinta das Arcas
  • Couce em Festa
  • Feira do Livro do Concelho de Valongo
  • Tradicionais Procissões dos Santos Passos
  • Trilhos do Paleozóico


 
Arquivo Histórico e Museu Municipal de Valongo

Espaços CulturaisEditar

  • Fórum Cultural de Ermesinde (Ermesinde)
  • Fórum Cultural Vallis Longus (Valongo)
  • Vila Beatriz (Ermesinde)
  • Museu da Lousa (Campo)
  • Museu Municipal de Valongo (Valongo)
  • Núcleo Museológico da Panificação (Campo)
  • Centro Cultural de Alfena (Alfena)
  • Arquivo Histórico Municipal (Valongo)
  • Biblioteca Municipal de Valongo (Valongo)
  • Centro Cultural de Campo (Campo)
  • Centro de Documentação da Bugiada e Mouriscada (Sobrado)


Marcas Institucionais de ValongoEditar

 
Logo-marcas de Valongo


Institucionalmente, a Câmara Municipal de Valongo instituiu 6 marcas para afirmação turístico-cultural do município:

Património Religioso

A igreja simboliza o património religioso, sendo uma das vertentes mais difundidas e imponentes do património edificado do concelho. As igrejas matrizes, as capelas, as alminhas, os calvários e os cruzeiros são as marcas mais evidentes de uma devoção ao sagrado, característica de populações ligadas à terra e a tudo o que dela emana. Estas não se pouparam a esforços para a criação dos mais belos exemplares para louvar a Deus, em agradecimento das benesses recebidas. Todos e cada um dos elementos que constituem este conjunto são um marco na paisagem, contam-nos uma página da história local e em alguns casos são o testemunho de incríveis estórias pessoais.[13]


 
Lousa Museum

Lousa

A lousa escolar - o nosso ipedra ou tablet- simboliza a indústria da extração e transformação da ardósia, assim como todas as atividades a elas associadas. A ardósia formou-se há cerca de 350 milhões de anos com a concreção dos sedimentos arrastados pelos rios para o fundo do mar, através de fortes pressões e temperaturas muito elevadas. Usada desde sempre para as mais variadas aplicações, viu a sua extração ser industrializada em meados do séc. XIX, através da companhia inglesa “The Vallongo Slate & Marble Quarries”. As lousas e as penas escolares talvez sejam os exemplos mais simbólicos da aplicação desta versátil matéria-prima, porque permitiram que milhares de pessoas pudessem ter aprendido a ler e a escrever, usando um material ecológico e em constante reciclagem.[13]


 
Brinquedo tradicional de Alfena

Brinquedo

Este brinquedo simboliza a indústria do fabrico de brinquedo no concelho, que passou pelo uso de diferentes matérias-primas: terracota, papel, madeira, chapa, celuloide e plástico, que foram acompanhando a evolução dos tempos. O que começou por ser uma forma de ocupar tempos mortos entre lides agrícolas e alegria dos mais pequenos, rapidamente se tornou uma fonte de rendimento. Uns paus e tábuas afeiçoados e toscamente pintados deram origem a brinquedos populares, que reproduziam os usados nas tarefas quotidianas. A madeira deu lugar à chapa, muitas vezes reaproveitada de latas de óleo e conservas, que se transformou em veículos de todos os géneros para os rapazes; fogões e ferrinhos de brunir para as meninas. O celuloide foi criado para satisfazer uma escassez de materiais durante a segunda guerra mundial. Foi de curta duração dada a sua fragilidade, mas deixou o caminho aberto para o plástico. [13]


Bugios e Mourisqueiros

O Bugio e o Mourisqueiro representam as festas, as romarias e as procissões, que são o aspeto lúdico-devocional mais visível das manifestações do património cultural imaterial, que têm lugar no nosso concelho.

A Bugiada e Mouriscada é a festa que pela sua originalidade, quer a nível nacional quer internacional, mais se destaca no património imaterial. Nesta festa que envolve a participação de centenas de participantes locais, recria-se a luta entre Bugios (cristãos) e Mourisqueiros (infiéis) pela posse da imagem milagrosa de S. João Batista e replica-se a incessante luta entre o bem e o mal. Para além desta trama estrutural fazem parte outras cenas relacionadas com as vivências quotidianas.


 
Festa da Regueifa e do Biscoito

Regueifa e Biscoito

O ícone da regueifa simboliza a indústria da panificação e do biscoito. O fabrico de pão está documentado desde a Idade Média, sendo para além de alimento indispensável do dia-a-dia, meio para pagamento de foros. É provável que o biscoito tenha feito parte das rações dos marinheiros no período dos descobrimentos, abrindo-se assim caminho para o fabrico do biscoito que hoje conhecemos. Com a introdução do milho graúdo americano, a broa ganhou destaque e com as invasões francesas passa a ser produzido o “mollet”. Actualmente a regueifa é considerada uma iguaria no mundo do pão, sendo famosas as regueifas de Valongo.[13]


 
Serras de Valongo

Serras

A serra de Santa Justa e Pias retratada neste ícone, simboliza a importância do património natural na evolução da vida no nosso concelho. Com o seu aparecimento, criaram-se as condições que possibilitaram as mineralizações de ouro e antimónio, exploradas desde os romanos até à segunda guerra mundial, assim como a lousa, desde o séc. XIX até aos nossos dias. O rio Ferreira viabilizou o sistema de regadio dos campos de milho e o movimento de centenas de mós, desenvolvendo a indústria da panificação e do biscoito. Hoje, podemos apreciar a sua geo e biodiversidade, destacando-se as importantes jazidas fossilíferas, que motivaram a criação do Parque Paleozóico em 1995, o Sítio Rede Natura 2000 “Valongo” em 1997 e a sua classificação como Área de Paisagem Protegida Local em 2011.[13]


GastronomiaEditar

Valongo possui uma riqueza considerável no que concerne à gastronomia, destacando-se: o pão, a regueifa, biscoitaria tradicional, Doces brancos de Sobrado, Pão-de-Ló, Sopas Secas, Bifanas, Francesinhas da Pita, arroz à cabidela e cabrito assado.


Personalidades ilustresEditar

PolíticaEditar

Resultados eleitoraisEditar

Eleições autárquicasEditar

Partido % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013 2017
PS 40,5 3 35,7 3 42,4 4 41,7 3 47,1 5 39,3 4 35,4 3 32,4 3 40,6 4 27,2 3 38,9 4 57,3 6
PPD/PSD 27,7 2 25,0 2 32,3 3 35,3 3 45,0 4 53,5 6 56,1 6 44,2 5 36,7 4
CDS-PP 14,7 1 10,2 - 5,2 - 3,7 - 2,6 -
FEPU/APU/CDU 13,6 1 17,6 1 19,0 1 11,6 1 10,7 1 10,5 1 6,3 - 6,0 - 6,6 - 4,6 - 8,3 1 5,2 -
BE 1,2 - 3,9 - 2,7 - 4,4 - 4,2 -
MPT 1,6 -
AD 42,5 3
PSD-CDS 34,3 4 26,4 3
IND 22,9 2

Eleições legislativasEditar

Partido %
1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002 2005 2009 2011 2015
PS 47,24 37,85 38,86 47,19 24,82 28,27 33,97 47,65 49,90 42,88 50,29 43,16 33,40 33,86
PPD/PSD 23,40 23,51 26,66 50,71 50,89 35,71 31,65 37,78 25,35 25,45 35,92
CDS-PP 14,01 10,06 8,26 2,61 2,73 6,16 5,76 7,68 4,94 8,67 8,91
PCP/APU/CDU 7,92 15,54 12,54 14,75 13,42 10,21 7,18 7,13 7,11 5,54 6,64 6,84 7,48 8,25
UDP 1,57 1,94 1,49 0,91 1,08 0,71 0,31
AD 40,31 41,72
PRD 22,02 3,85 0,51
PSN 1,16 0,36 0,19
B.E. 2,06 2,68 7,36 10,34 8,91 13,05
PAN 1,04 1,79
PàF 33,91

Cidades geminadasEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Referências

  1. Infopédia, Enciclopédia de Língua Portuguesa da Porto Editora. «Valongo». Consultado em 12 de dezembro de 2015 
  2. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Arquivado em 9 de dezembro de 2013, no Wayback Machine. (ficheiro Excel zipado). Acedido a 28/11/2013.
  3. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento: separador "Q101_NORTE"). Acedido a 27/07/2013.
  4. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Acedido a 19/07/2013.
  5. a b c d Ferreira, Nuno (2016). Igreja Matriz de Sobrado- O Segredo da Memória. Valongo: Edição de Autor 
  6. Dias, Manuel (16 de maio de 2009). «ERMESINDE – evolução histórica». Viagem no Tempo. Consultado em 22 de novembro de 2019 
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