Vela

bloco sólido de cera com pavio incorporado
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Vela
"Candle".JPG
Tipo
Fonte de luz portátil (d), bem, armazenamento de energiaVisualizar e editar dados no Wikidata
Características
Material
Técnica
Candlemaking (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Composto de
Fabricação
Fabricante
Candle-maker (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Processo
Candlemaking (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Utilização
Uso
IluminaçãoVisualizar e editar dados no Wikidata

Vela ou candeia é uma fonte de luz que consiste tipicamente num pavio inserido num combustível sólido, tipicamente parafina. A função do pavio é ser queimado no intuito de produzir fogo, e este, por sua vez, iluminar o ambiente. Além da parafina, existem outros combustíveis que podem ser utilizados, como o azeite e outros óleos vegetais.

Uma vela comum, de uso doméstico

A vela é uma fonte de luz utilizada desde tempos remotos, quer na sua forma simples ou acopladas em lanternas, utilizadas muito antes da descoberta da lâmpada e outros sistemas de iluminação eléctricos.

Durante a preparação da vela, previamente à ignição, o pavio é saturado com o combustível na forma sólida. O calor do fósforo ou outra fonte de fogo vai derreter e vaporizar uma pequena porção de combustível que, no estado gasoso vai combinar-se com o oxigénio da atmosfera para formar a chama. A chama vai então providenciar calor suficiente para manter a vela acesa, numa típica reacção em cadeia auto-sustentável: o calor da chama derrete a superfície do combustível sólido, liquefazendo-o e fazendo-o deslocar-se em direcção ao pavio e subi-lo, por capilaridade; o líquido passará, com o calor, para o estado gasoso, que vai ser consumido pela chama.

Kaarsvlam-kl.jpg

O combustível é queimado em várias e distintas regiões (como evidenciado pelas diferentes cores produzidas pela chama da vela). No interior das regiões mais quentes, azuladas (1), o hidrogénio está sendo separado do combustível e queimado, formando vapor de água. A zona mais clara da chama, amarelada (4), é explicada pela oxidação do carbono residual, produzindo dióxido de carbono.

À medida que o combustível sólido é derretido e consumido, a vela vai diminuindo de tamanho. As porções do pavio que não estão a provocar a evaporação do líquido combustível são consumidas pela chama, limitando o comprimento do pavio exposto.

Velas acesas na catedral de Milão

História da fabricaçãoEditar

 
Máquina de moldagem de velas na Indonésia, c. de 1920.

A confecção de velas foi desenvolvida independentemente em muitos lugares ao longo da história.[1]

As velas foram criadas pelos romanos a partir de 500 a.C. Estas eram verdadeiras velas imersas e feitas em sebo. Os primeiros registros de velas feitas de gordura de baleia na China remontam à dinastia Chin (221-206 a.C).[2] Na Índia, a parafina da canela a ferver foi usada para a fabricação de velas nos templos.[2]

Em partes da Europa, do Oriente Médio e da África, onde o óleo de lâmpada feito de azeitonas estava prontamente disponível, a confecção de velas permaneceu desconhecida até ao início da Idade Média. As velas eram feitas principalmente de sebo e cera de abelha em tempos antigos, e também eram feitas de espermacete, gorduras animais purificadas (estearina) e cera de parafina nos últimos séculos.[1]

Velas aromáticasEditar

Com o advento da energia elétrica, a vela passou a apresentar utilidades diversas da original, umas delas é a decoração de ambientes, decoração de festas ( casamento e formaturas ), uso religioso e funerárias. Para esse fim, foram desenvolvidas novas técnicas de fabricação, tanto artesanais quanto industriais.

As velas se tornaram importantes elementos decorativos, auxiliando a compor um ambiente com suas cores, bem como com a iluminação indireta que gera. Comumente associadas a ocasiões românticas, hoje são muitas vezes ligadas a um status de sensualidade.

Nessa tendência de desenvolvimento cada vez maior do potifólio de velas, surgiu a necessidade de expandir seu alcance além dos sentidos visual e táctico. Assim foram criadas as velas aromáticas.

Feitas normalmente de parafina, também podem ser apresentadas na versão gel. O aroma vem do acréscimo de substancias aromáticas, tais como essências e extratos naturais. Adiciona-se amelina na parafina para colorir. Outros componentes, como flores, frutos e sementes, além de criarem um visual diferenciado e atrativo para a vela, podem produzir os odores desejados.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Willhöft, Franz; Horn, Rudolf. Ullmann's Encyclopedia of Industrial Chemistry (em inglês). [S.l.]: Wiley-VCH. doi:10.1002/14356007.a05_029 
  2. a b Telesco, Patricia (2001). Exploring Candle Magick: Candle Spells, Charms, Rituals, and Divinations (em inglês). [S.l.]: Career Press. p. 10. ISBN 1-56414-522-0 

Ligações externasEditar

 
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