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As vibrissas de um gato, chamadas popularmente de "bigodes"

As vibrissas são órgãos sensoriais próprios de certos animais, principalmente dos mamíferos. São prolongamentos de pelos queratinosos entre os mamíferos e plumas dos pássaros que transmitem vibrações aos órgãos sensoriais situados na base, popularmente chamados de "bigodes". São encontrados em quase todos os mamíferos, tendo-se poucas exceções, como os golfinhos, por exemplo. Nos humanos são encontradas nas fossas nasais. [1]. As vibrissas aparecem possivelmente em mamíferos do triássico como o Cynognathus.

Índice

MamíferosEditar

Assim como entre os gatos e outros felinos, bem como entre os roedores, são chamados de "bigodes".[2]

RatoEditar

Entre os ratos, as vibrissas, chamadas popularmente de "bigodes", auxiliam na percepção do movimento, principalmente em casos de visão comprometida.[2]

Trinta e cinco vibrissas ficam dispostas em arranjos (A, B, C, D, E) e em arcos (1, 2, 3, etc.) em cada parte do focinho. Eles são ativados pelo deslocamento (cerca de 25 são suficientes). Durante a exploração noturna, as contrações musculares papilares mexem as vibrissas a um ritmo uníssono de 5-8 Hz.[3]

GatoEditar

Para os gatos, assim como para grande parte dos felinos, as vibrissas lhe permitem avaliar variações do ar em um ambiente próximo. Assim, durante à noite, essas diferentes variações, permitem ao gato detectar qualquer objeto que passa próximo dele.

As vibrissas dão ao gato, e aos demais felinos, a capacidade de previsibilidade quase infalível. Elas são totalmente sensíveis ao ar, o que lhes permite sentir o tremular da terra, um temporal, a chegada de uma tempestade ou acontecimentos que provocam variações ínfimas, mesmo que tais eventos não aconteçam definitivamente.

Esta particularidade explica por qual motivo o gato ocasionalmente tende a correr como um louco quando não há razão aparente.

Com o órgão de Jacobson (odor e gosto) e as patas almofadadas (tato), as vibrissas constituem o terceiro órgão de importância para os felinos (táctil) e a quarta é a visão. Portanto, o gato não precisa de sua língua ou de seus olhos para caçar, pois as vibrissas lhe aportam todas as informações sobre o ar, hormônios, a orientação e força do vento, a pressão do ar.

As vibrissas lhes informam sobre a proximidade de presas ou de seus congêneres.

CavaloEditar

No cavalo, esses longos pelos são encontrados em toda altura da boca. Elas são úteis ao cavalo quando ele não pode ver aquilo que lhe é dado e está próximo, mas que não pode perceber com segurança.

Mamíferos marinhosEditar

Entre as numerosas espécies de mamíferos marinhos, as focas e certas baleias possuem vibrissas na idade adulta. Por outro lado, os golfinhos não têm vibrissas.

PássarosEditar

As vibrissas dos pássaros são feitas de plumas setiformes. Para aves que caçam à noite e tem parte da visão, essas plumas situadas na altura do bico auxiliam na captura de suas presas.

GaleriaEditar

Referências

  1. [1]
  2. a b Garnier, M-C.; Ternaux, M. Les vibrisses des rongeurs. Institut National de Recherche Pédagogique, acesso em 27 de maio de 2010
  3. Deschenes, Martin. Les vibrisses. Centre de recherche Université Laval Robert-Giffard , acesso em 27 de maio de 2010
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