Victor Arruda
Nome completo Victor André Pinto de Arruda
Nascimento 29 de junho de 1947 (72 anos)
Cuiabá, Mato Grosso
Nacionalidade brasileira
Área Pintura
Formação Museologia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Movimento(s) Geração 80, Transvanguarda

Victor André Pinto de Arruda (Cuiabá, Brasil, 1947) é um artista plástico brasileiro. Foi professor, desenhista, gravador e pintor, além de ex-galerista, sócio fundador da "Galeria Saramenha", na Gávea, Rio de Janeiro, local de exposição dos mais renomados artistas plásticos nas décadas de 80 e 90.

BiografiaEditar

Victor decidiu que iria ser pintor aos doze anos.[1] Mudou-se para o Rio de Janeiro aos treze, em 1947,[2] onde formou-se em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.[3]

CarreiraEditar

Iniciou cedo na pintura,[4] e logo tornou-se fundador de várias galerias e exposições no Rio de Janeiro.[2]

O artista tem uma obra marcada por temas como sexualidade, hipocrisia, racismo e homofobia, que, segundo ele, são suas obsessões.[1] O dinheiro é outro tema recorrente nos trabalhos, sendo que a idolatria ao poder econômico é criticada em obras como "All they need is money" de 2009, "Cuidado Banqueiros", de 2010, entre outras.[5]

Os quadrinhos foram uma influência notada em suas composições,[6] especialmente durante a década de 1970. Em entrevista ao instituto "Oi Futuro", Victor declarou que sua pintura nesse período estava "muito ligada aos movimentos modernos", como o expressionismo e o surrealismo, e que posteriormente acabou afastando-se deles.[7] Atualmente, a obra de Arruda é inspirada pelo psicanalismo de Sigmund Freud.[1] Na mesma entrevista, Victor explicou que pintava de forma a trazer seu inconsciente à tona e criticar conscientemente suas angústias, das quais citou explicitamente a "afirmação de minha condição homossexual numa sociedade repressora, hipócrita e violenta".[7]

O crítico italiano Achille Bonito Oliva declarou que considerava "Arruda um dos artistas mais importantes, hoje, no Brasil."[4][8]

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugurou, no dia 17 de março de 2018, uma ampla retrospectiva de 50 anos da trajetória artística de Victor Arruda, reunindo 105 obras do autor.[9]

Referências

  1. a b c «Victor Arruda exibe obras marcadas por erotismo, censura e opressão». O Globo. 11 de novembro de 2015. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  2. a b «ARRUDA, Victor». Dicionario de Artistas do Brasil. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  3. Integração das artes: Memorial da América Latina (excerto). São Paulo: Memorial da América Latina. 1990. p. 113. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  4. a b «Victor Arruda». Catálogo das Artes.com. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  5. Adolfo Montejo Navas. «RELAX - Victor Arruda + OUTROS POEMAS». Estúdio Dezenove. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  6. Raphael Teixeira. «Victor Arruda». Veja Rio. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  7. a b «VICTOR ARRUDA – ARTISTA INCOMPARÁVEL, E MAIS DE 400 OBRAS, ENTRE PINTURAS E DESENHOS». Oi Futuro. 30 de janeiro de 2015. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  8. Pedro Stephan (26 de julho de 2004). «Um xamã nas artes plásticas». Revista Educação Pública. ISSN 1984-6290. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  9. «Aos 70 anos, Victor Arruda inaugura retrospectiva que aborda questões como sexualidade e hipocrisia». O Globo. 16 de março de 2018. Consultado em 19 de março de 2018