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Vigário encomendado

Vigário encomendado ou padre encomendado foi o título de um cargo da Igreja Católica luso-brasileira.

No antigo sistema do padroado, que vigorou em Portugal e no Brasil ao longo de todo o período monárquico, os vigários encomendados eram sacerdotes provisórios em pequenas comunidades ainda desprovidas de uma paróquia canônica e legalmente constituída. Chamavam-se assim por serem solicitados pelas comunidades. Sustentavam-se cobrando taxas da população pelos serviços religiosos prestados e não eram funcionários públicos como os vigários colados, que recebiam estipêndios do governo em uma época em que o Estado e a Igreja compartilhavam atribuições na administração da vida civil e religiosa. Apesar de ser uma atribuição provisória, a ereção da paróquia podia tardar muito, passando-se gerações de vigários encomendados até a formalização da circunscrição eclesiástica.[1]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Cardoso, Neise Marino. A história das irmãs marcelinas: Fundação do Colégio dos Anjos em Botucatu (1912). Dissertação de Mestrado. Centro Universitário Salesiano de São Paulo, 2007, pp. 12-13