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Virginie Boutaud
Virginie cantando com o Metrô em 1985
Informação geral
Nome completo Virginie Adèle Lydie Boutaud
Nascimento 27 de fevereiro de 1963 (56 anos)
Origem São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) New Wave, synthpop, synthrock
Instrumento(s) Voz
Período em atividade 1979–1995, 2002–2004, 2014, 2015–atualmente
Gravadora(s) Epic Records direto com a artista
Afiliação(ões) Metrô
Virginie & Fruto Proibido
Itamar Assumpção
Arrigo Barnabé
Joe Euthanazia
Supla
Kid Vinil
Don Betto
Philippe Kadosch

Virginie Adèle Lydie Boutaud Manent (São Paulo, 27 de fevereiro de 1963), conhecida no meio artístico como Virginie, é cantora, compositora e atriz franco-brasileira. É vocalista da banda de New Wave "Metrô".

Índice

BiografiaEditar

Virginie Adèle Lydie Boutaud nasceu em São Paulo em 27 de fevereiro de 1963, filha de emigrantes franceses recém-chegados. Desde os dois anos e meio estudou no Lycée Pasteur, colégio franco-brasileiro de São Paulo. Aos treze anos, foi contratada pela TV Cultura para participar do programa Oum le Dauphin, escola de francês para crianças. Aos quinze anos, sua turma de amigos já contava com Alec Haiat, Yann Laouenan, Daniel "Dany" Roland e Xavier Leblanc. Seu maior passatempo era cantar e tocar violão. Sua mesada era ganha em gravações de comerciais (, Guaraná Taí, fitas cassete da BASF (pela qual recebeu o premio da melhor interpretação feminina no festival brasileiro da produção publicitária do ano de 1986, Maionese Gourmet, Coconut Nestlé, Sorvetes Kibon, Shell, Hering, Bic...) e fotos em editoriais de moda e capa de revistas como Vogue, Interview e Claudia. Em 1979, integrou com seus amigos a banda de rock progressivo/experimental "A Gota Suspensa" formada em 2018. Antes de focalizar em sua carreira musical, levada paelo sucesso de publico, Virginie, que já era modelo, também experimentou a vida de atriz. Foi Irma, na novela Os Imigrantes (1981), ano em que terminou o colégio. Em 1983, acabou deixando a faculdade de artes cenicas que cursava na faculdade de Belas Artes em São Paulo, para dedicar-se à Gota. Em 1984, seguindo a linha ja anunciada com o álbum hybrido A Gota Suspensa os cinco amigos continuaram evoluindo em sua linguagem musical, seguindo uma direção musical mais pop e acessível, inspirada por Rita Lee, Blondie, Telephone e Laurie Anderson, entre outros. Com a assinatura de um contrato com a CBS,no ano de 1984, escolheram assumir de vez o POP e mudar o nome para "Metrô". Seu primeiro lançamento sob o nome Metrô foi o single "Beat Acelerado", "Sândalo de Dandi", pela Epic Records com produção de Luis carlos Maluly e Alexandre Agra.[1] com revisão de Virginie.

Em fevereiro de 1985 foi lançado primeiro álbum do Metrô, Olhar, que colecionou sucessos com "Tudo Pode Mudar", "Johnny Love", "Tititi" e que catapultou a banda à fama e às estradas do Brasil. Viagens ,shows , gravações, visitas a rádiose TVS, publicos de até 50 000 pessoas, uma equipe de 23 pessoas, uma verdadeira revolução. Com a ruptura ao ritmo de vida apareceram divergências e da grande fadiga surgiram dúvidas, foi aí que veio a ruptura da banda.

Virginie teve oportunidade de participar com Metrô nos filmes Areias Escaldantes de Francisco de Paula, e Rock Estrela de Lael Rodrigues. Em 1995 fez uma curta aparição contracenando com Marcos Nanini no filme de Carla Camurati Carlota Joaquina, Princesa do Brazil.

Em 1988, apos ter conhecido outros ares, outras tribos, a convite do produtor Glauco Guerin, Virginie conheceu outra turma e foi criado o projeto Virginie & Fruto Proibido.Banda de excelentes musicos como Don Betto (autor, comporitor e interprete do hit "Pensando nela", na guitarra), Nilton Leonardi (baixo) e Albino Infantozzi (bateria). O álbum Crime Perfeito saiu pela Epic no mesmo ano. A canção "Más Companhias" seria incluída na trilha sonora da telenovela de 1988 Fera Radical . Neste álbum Virginie foi co-autor de sete canções com Dom Betto, e cantou autores como Itamar Assunção, assinando tambem a parceria de "il était une fois" com Philippe Kadosch. Algum tempo depois, Virginie resolveu deixar de lado a carreira musical e foi trabalhar no Consulado da França, em São Paulo. Lá conheceu o diplomata francês Jean-Michel Manent, seu futuro marido, com quem foi viver fora do Brasil. Viveram varios anos dando voltas no mundo: Namibia, França, Moçambique, Uruguay, e Madagascar. Tiveram juntos duas filhas.

Em 1988 foi protagonista da campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde ao lado de Zé Gotinha.

Em 1989 Virginie fez uma participação especial no último álbum do cantor gaúcho Joe Euthanazia, simplesmente intitulado Joe, nas faixas "Ligação Direta" e "Uma Rajada de Balas"; Euthanazia anteriormente colaborou com o Metrô sendo co-autora da faixa de 1985 "Melodix". Sua interpretação tornou atemporal os sucessos "Tudo Pode Mudar"e Johnny love . No mesmo ano foi convidada porSupla a cantar "Borboleta Rosa" em primeiro álbum solo do rockeiro. Participou de "O vira", uma de suas canções fetiche, sucesso dos Secos e Molhados com Jairzinho e Simony, lançada igualmente em versão em espanhol pela CBS, Também cantou com João Penca e seus Miquinhos Amestrados a faixa "Sem Ilusões" do álbum  Além da Alienação com Kid Vinil; Kid Vinil e os Herois do Brasil, cantou "Assassinato Anônimo". Foi parceira de Arrigo Barnabé em versões para canções como O gato e numa praia do Brasil, que defendeu junto com Arrigo no festival"O som das águas" em 1987. As versões francesas "Mon chat" e "Sur une plage du Brésil" foram gravadas em francês em co-produção de Arrigo e Virginie e continuam inéditas até hoje.

Em 2002 Virginie foi convidada a reativar o Metrô por Dany e Yann. (Alec decidiu não participar por razões pessoais e devido a seu envolvimento com outros projetos, Zaviê decidiu ser apenas creditado como músico convidado). O álbum Déjà Vu foi o primeiro álbum com inéditas e muitas releituras do Metrô desde A Mão de Mao, de 1987 (album este gravado com Pedro d'Orey na voz). Em 2004 Virginie, Dany, André Fonseca e Donatinho realizam uma série de shows pelo Brasil, França, Londres Moçambique e Portugal. Em Lisboa participaram de um álbum-tributo à Amália Rodrigues com a música "Meu Amor, Meu Amor" (Meu Limão de Amargura).

Em 1999, Virginie se casou em Windhoek, Namíbia, com Jean-Michel Manent com quem já tinha duas filhas: Marie-Hélène e Mélanie.[2] De lá, seguiu com a família para Nantes, Moçambique, Uruguay e Madagáscar envolvida em trabalho voluntário ligado à educação e crianças carentes e crianças deficientes, antes de se estabelecer em Toulouse na França, onde vive desde 2013. Jean-Michel faleceu de um câncer fulgurante em 7 de junho de 2015.[3]

Em 8 de novembro de 2014, a formação original da banda reuniu-se em São Paulo em um show presente celebrando o 50º aniversário do colégio onde se conheceram, o Lycée Pasteur, era também o 30º aniversário do Metrô.

Desde então, o Metrô tem se encontrado regularmente em shows e composições. Lançaram o single autobiográfico Dando voltas no mundo, comemorando parcerias com Guilherme Arantes na inédita "Nos mapas do universo " e Ruben Jacobina em A vida é bela lalaiá , single lançado em 2017. Em 2016, Metrô e Sony music lançaram uma reedição especial de 30 anos de seu primeiro álbum, Olhar, que inclui todas as faixas do álbum original, muitas fotos, remixes, faixas demo e apresentações ao vivo da turnê Olhar de 1985.[4][5] . Atualmente Virginie mora em Saint Orens de Gameville e trabalha com inclusão de crianças especiais em escolas. Sempre atenta e em contato com seus fãs, ela continua compondo e participa regularmente a ações de apoio e promoção contribuindo com associações laicas de ajuda aos mais carentes e em defesa dos direitos humanos de forma geral, da natureza e dos animais. Vem regularmente ao Brasil e participa com alegria em shows comemorativos com artistas dos anos oitenta como Ritchie, Kiko Zambianchi George Israel e Don Betto .

DiscografiaEditar

Com o MetrôEditar

Com Virginie & Fruto ProibidoEditar

       album relançado em formato digital em todas as plataformas Sony Music em 2017

Como convidadaEditar

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar