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Vittorio Bottego
Nascimento 11 de agosto de 1860
Parma
Morte 17 de março de 1897 (36 anos)
Etiópia
Cidadania Reino de Itália
Ocupação explorador
Prêmios Medalha de Ouro de Valor Militar

Vittorio Bottego (pronúncia italiana: [vitˈtɔːrjo ˈbɔtteɡo]; Parma, 29 de julho de 1860 – Daga Roba, 17 de março de 1897) foi um explorador e militar italiano.

Foi oficial (capitão de artilharia) do exército italiano e um dos primeiros exploradores ocidentais da Jubalândia, no Corno da África (presentemente parte da Somália), onde liderou duas expedições.

Na sua primeira expedição, Bottego concentrou-se em traçar os canais dos afluentes do rio Ganale Dorya, que designou com o nome do biólogo italiano Giacomo Doria. Com o capitão Matteo Grixoni, Bottego saiu de Bardera em 30 de setembro de 1892, com 124 homens. O grupo chegaria ao rio Shebelle em Imi, em 7 de novembro. Após oito dias cruzaram o rio, entrando no país dos Arsi Oromo, que se mostraram hostis a Bottego. Passaram por Arkebla e alcançaram o Ganale Guracha ("Ganal Negro") em 11 de dezembro, ao longo de cujas margens Bottego liderou os seus homens rio acima durante 20 dias.

Concluindo que esta não era a corrente principal do rio, Bottego deixou o rio na direção oeste-sudoeste até chegar ao Ganale Dorya, ou ramo principal do Ganale, em 16 de janeiro de 1893. Aí, doente com febre, Bottego foi deixado por Grixoni que marchou para a costa em 15 de fevereiro, com 30 homens. Quatro dias depois de Grixoni partir, Bottego foi para o interior até ao Monte Fakes, mas não estava disposto a encontrar grupos de etíopes, e retornou ao acampamento onde Grixoni o havia deixado. Bottego então cruzou o caminho que o separava do Dawa, e subiu aquele rio até que a falta de provisões o obrigou a refazer os seus passos. O seu grupo alcançou o Ganale Dorya mais uma vez após seis marchas forçadas, no curso das quais onze homens morreram de fome. Mais dois morreram no acampamento por exaustão, e dois foram afogados enquanto caçavam hipopótamos.[1]

Na sua segunda expedição (1895-1897), Bottego aventurou-se na então desconhecida região do Alto Juba, do lago Rodolfo e do rio Sobat. Ele foi o primeiro explorador europeu a seguir o curso do baixo rio Omo até à sua confluência com o lago Turkana. Alcançou, e nisso foi o primeiro europeu, o lago Abaya, que redesignou como lago Margherita, em homenagem à Rainha Margherita de Saboia, esposa do Rei Humberto I da Itália. Então tentou retornar através da Etiópia, sem saber que o país estava em guerra com a Itália, e muito menos que houve uma recente vitória etíope na batalha de Adwa. Foi morto na faixa de Maji perto de Jellen, quando foi atacado por uma tribo Oromo. O seu corpo nunca foi recuperado, e o relato de sua morte foi feito anos depois por dois de seus companheiros, Vannutelli e Citerni, que sobreviveram, mas foram mantidos na prisão durante dois anos por Menelik II, imperador da Etiópia.

Bottego é comemorado nos nomes científicos de duas espécies de lagartos: Agama bottegi e Chalcides bottegi.[2]

ObraEditar

  • Viaggi di scoperta nel cuore dell'Africa (1895).
  • L'esplorazione del Giuba (1895).

BibliografiaEditar

  • Bianchedi, Luca (2010). Un destino africano. L'avventura di Vittorio Bottego. Roma: Pagine.

Referências

  1. Ravenstein EG (1894). "Italian Explorations in the Upper Basin of the Jub". Geographical Journal 3: 134-138.
  2. Beolens, Bo; Watkins, Michael; Grayson, Michael (2011). The Eponym Dictionary of Reptiles. Baltimore: Johns Hopkins University Press. xiii + 296 pp. ISBN 978-1-4214-0135-5. ("Bottego", p. 33).