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Voo TAM 283
Acidente aéreo
PT-WHK, a aeronave envolvida, fotografada no Aeroporto Internacional de Faro em 29 de maio de 1997, seis semanas antes do acidente.
Sumário
Data 9 de julho de 1997 (22 anos)
Causa Explosão de bomba
Local Sobre a cidade de Suzano, São Paulo,  Brasil
Origem Aeroporto de Vitória, Vitória,  Espírito Santo
Escala Aeroporto de São José dos Campos, São José dos Campos,  São Paulo
Destino Aeroporto de Congonhas, São Paulo,  São Paulo
Passageiros 55
Tripulantes 5
Mortos 1
Sobreviventes 59
Aeronave
Modelo Fokker 100
Operador TAM Linhas Aéreas (atual LATAM Airlines Brasil)
Prefixo PT-WHK

Voo TAM 283 foi uma rota comercial doméstica entre Vitória e São Paulo, que em 9 de julho de 1997 sofreu uma explosão na cabine dos passageiros, na fileira 18, na poltrona 18D. A explosão abriu um buraco na fuselagem de 2 metros de diâmetro. O passageiro sentado ao lado, na poltrona 18E, foi ejetado para fora da aeronave pelo buraco. Contudo, a tripulação da aeronave conseguiu de forma bem-sucedida realizar o pouso de emergência em São Paulo.

AcidenteEditar

O Voo TAM 283, realizava a rota diária entre Vitória e São Paulo. No dia 9 de julho de 1997, o voo operado por um Fokker 100, prefixo PT-WHK.[1][2][3]

A aeronave decolou às 8:30 de sua escala prevista em São José dos Campos e quando atingiu a altitude de 7800 pés (aproximadamente 2.400 metros), após 22 minutos de voo, sofreu uma súbita explosão na cabine dos passageiros, na fileira 18, poltrona 18D. A explosão resultou em um buraco na fuselagem de 2 metros de diâmetro, entre os assentos 18 e 20.[1][2][3]

O engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, que estava sentado na poltrona 18E logo ao lado, foi ejetado para fora do avião de uma altura de 2.400 metros, a uma velocidade de 160 m/s e ao atingir o solo o impacto fez uma falha de 1 metro de diâmetro e 30 cm de profundidade, na zona rural da cidade de Suzano, onde foi encontrado. Segundo o Grupamento Aéreo da Polícia Militar de São Paulo, os destroços do avião se espalharam em um raio de três mil metros, nos arredores daquela cidade onde o corpo de Campos foi achado.[1][2][3][4]

Contudo, apesar dos substanciais danos na fuselagem, a tripulação da aeronave conseguiu de forma bem-sucedida realizar o pouso de emergência em São Paulo, cerca de 11 minutos após a explosão. Porém, no momento da explosão nem os passageiros nem a tripulação se deram conta de que o passageiro havia sido jogado para fora da aeronave, só tomando ciência cerca de 1h após o pouso.[1][2][3]

O laudo cadavérico emitido pelo IML indicou que, apesar da explosão, era provável que o passageiro durante a queda estivesse vivo e lúcido, tendo falecido por conta do próprio impacto no solo.[5]

A Polícia Federal e o Ministério Público, após investigações, apontaram como o autor do artefato explosivo e da explosão dentro da aeronave o então professor Leonardo Teodoro de Castro. Contudo, três dias após sobreviver à explosão, o professor sofreu um acidente de ônibus, perdendo substancial quantidade de massa encefálica e tendo passado quase um ano em coma na UTI do Hospital São Paulo. Após sair da UTI ele ficou em um estado de quase demência, tendo posteriormente declarado incapaz de responder pelos seus atos na Justiça. Atualmente o professor Leonardo Teodoro de Castro vive com uma irmã em Divinópolis, Minas Gerais.[2][3][6][7]

Ver TambémEditar

Referências

  1. a b c d «Criminal Occurrence description:Flight TAM 283». aviation-safety.net. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  2. a b c d e «Um corpo que cai». ISTO É. 16 de julho de 1997 
  3. a b c d e «Há 18 anos homem caia de avião em Suzano». portalnews.com.br. 9 de julho de 2015. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  4. «Acidente com avião da TAM mata um em São Paulo». Folha de São Paulo. 9 de julho de 2017. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  5. Revista Veja. «Um corpo cai». veja.abril.com.br. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  6. «Atropelamento livra suspeito da explosão de avião da TAM em 1997». Portal IG - Último Segundo. Consultado em 14 de junho de 2017 
  7. «Dez anos depois, explosão em avião da TAM continua sem solução». g1.globo.com. 9 de julho de 2007