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Voo Transbrasil 801
Acidente aéreo
Sumário
Data 21 de março de 1989
Causa Colisão com o solo em voo controlado e erro do piloto
Local Brasil Guarulhos, São Paulo, Brasil
Origem Brasil Aeroporto Internacional de Manaus
Destino Brasil Aeroporto Internacional de Guarulhos
Passageiros 0
Tripulantes 3
Mortos 25 (3 tripulantes e 22 em terra)
Feridos c. 100
Sobreviventes 0
Aeronave
Modelo Estados Unidos Boeing 707-349C
Operador Brasil Transbrasil
Prefixo PT-TCS
Primeiro voo 6 de setembro de 1966

O voo Transbrasil 801 era um voo de carga operado pela Transbrasil e que cobria a rota ManausSão Paulo.

No dia 21 de março de 1989 o Boeing 707-349C que fazia a rota caiu sobre uma região populosa da cidade de Guarulhos, no estado de São Paulo, e ocasionou a morte dos três tripulantes da aeronave e mais 22 pessoas em terra, além de ter ferido mais de cem pessoas. O avião caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, a pouco menos de três mil metros da cabeceira da pista, numa região de terrenos ocupados por favelas, ao lado da Avenida Otávio Braga de Mesquita.

O acidenteEditar

A aeronave, um Boeing 707 de prefixo PT-TCS, era a mesma que tinha sido utilizada nas filmagens do filme Aeroporto, de 1970, adquirida pela Transbrasil para transporte de carga.

A queda do avião ocorreu às 11h54 da manhã, no horário de Brasília. Segundo apuração da época, os últimos trinta minutos registrados pela caixa-preta da aeronave apresentam muito ruído, atribuindo-se a causa do acidente a falha humana — a tripulação teria cometido um erro de cálculo e aberto o speedbrake. Segundo consta, a pista de pouso do aeroporto seria fechada ao meio-dia para manutenção e, com isso, a tripulação procurou acelerar os procedimentos para conseguir pousar antes do fechamento.

Com isso, a aeronave foi perdendo altitude e sustentação e acabou por colidir com casas e um prédio baixo nas imediações da Avenida Otávio Braga de Mesquita, arrastando-se na área de um terreno ocupado por favelas do Jardim Ipanema e sobrados do bairro Vila Barros.

No momento da queda, a aeronave contava com aproximadamente quinze mil litros de combustível e incendiou-se imediatamente. Estava carregada com 26 toneladas de equipamentos eletrônicos provenientes da Zona Franca de Manaus, que ficaram totalmente destruídos.

Considera-se este o primeiro acidente de grandes proporções desde a inauguração do Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, em 20 de janeiro de 1985.

ResponsabilidadesEditar

A investigação do Departamento de Aviação Civil (DAC), na época, apontou como razão para o acidente o acionamento dos freios aerodinâmicos por falha humana da tripulação. Desta forma, o acidente é atribuído a falha humana. A aeronave acidentada havia passado por inspeção dois meses antes do acidente, tendo sido considerada "em condições" de operar.

A Transbrasil indenizou as famílias das vítimas sete meses após o acidente.

Ligações externasEditar

Referências