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Wagno de Freitas

Wagno de Freitas, mais conhecido como Vaguinho (Sete Lagoas, MG, 11 de fevereiro de 1950), é um ex-futebolista brasileiro.

Vaguinho jogava como ponta-direita e era considerado um jogador rápido e técnico, com bom aproveitamento nos cruzamentos.[1] Começou no Atlético Mineiro, fazendo a torcida esquecer Lucas Miranda, apesar do pouco tempo que ficou no clube.[2] Em 19 de dezembro de 1968, aos 18 anos, vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira, contra a Iugoslávia, em partida no Mineirão em que foram escalados apenas jogadores do Atlético.[3] O Brasil venceu por 3 a 2 e Vaguinho marcou um gol e deu o passe para os outros dois. Dos treze jogadores que participaram daquela partida, Vaguinho foi um dos quatro que jogaram mais de uma vez com a camisa amarela, mas sua nova convocação só se daria em 15 de junho de 1971. Entrou no segundo tempo contra a Tchecoslováquia, no lugar de Paulo Cézar Caju, e foi titular no jogo seguinte, a despedida de Pelé da Seleção, assim como nos quatro jogos seguintes. Só voltaria a ser chamado uma vez mais, para um jogo contra um combinado "Resto do Mundo", em 6 de junho de 1976. No total, disputou sete jogos oficiais e um não-oficial pela Seleção, marcando um gol.[4]

Com a conquista do Campeonato Mineiro de 1970 no currículo, foi vendido no segundo semestre de 1971 ao Corinthians. O começo no clube paulista não foi dos melhores, com uma perna quebrada em lance com Gérson, do São Paulo, no Campeonato Brasileiro de 1971, em um lance em que o árbitro Armando Marques sequer marcou falta, apesar de o jogador ter tido de sair de campo carregado nos ombros.[5] Ele ficaria afastado por quatro meses, até o início da temporada de 1972.[6] Depois disso, passaria ser o titular da camisa 7 por quase uma década.[7] Passou por maus momentos, como a decisão do Campeonato Paulista de 1974, perdida para o Palmeiras, mas participou de um dos grandes momentos da história corintiana: a conquista do Campeonato Paulista de 1977.

Quase ficou fora do segundo jogo das finais contra a Ponte Preta. Quando soube que daria lugar a Luciano, comprou briga com o técnico Osvaldo Brandão, mas de nada adiantou e teve de ficar no banco, chateado por não sair no que poderia ser a foto do título[8] (que o Corinthians conquistaria com um empate). Com a contusão de Palhinha ainda no primeiro tempo, Vaguinho substituiu-o e abriu o placar aos 42 minutos. Se a Ponte Preta não tivesse virado o jogo no segundo tempo, ele poderia ter sido o herói da conquista, "cargo" que ficou para Basílio, autor do gol da vitória no terceiro jogo — em lance que se originou em um chute do próprio Vaguinho na trave. "Pedi para o [lateral] Zé Maria jogar a bola no segundo pau, porque havia um buraco ali", contaria em 2007 à revista Placar. "Mas ele errou o chute, a bola bateu na cabeça do Basílio e acabou sobrando para mim. Peguei quase caindo, ela veio toda quadrada, mas ainda deu para acertar a trave."[8]

Foi ainda titular na campanha em que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista de 1979, embora nas finais tenha ficado na reserva de Píter,[7] contratado junto ao Goiás justamente para motivar Vaguinho.[9] Voltou ao Galo já com mais de trinta anos, mas ainda ajudou o time a conquistar o Campeonato Mineiro de 1981. Depois de uma passagem pela Ponte Preta, encerrou a carreira no Santo André.[2] Hoje é professor de futebol para crianças em São Gotardo (Minas Gerais).[8]

Referências

  1. Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Areté Editorial, 2001, pág. 362
  2. a b "Homens de preto e branco", Placar número 1.316-A, março de 2008, Editora Abril, pág. 37
  3. Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti, Todos os Jogos do Brasil, Editora Abril, 2006, pág. 247
  4. "A história em seus pés", Placar número 1.094, maio de 1994, Editora Abril, pág. 104
  5. "Fratura", Fuasto Netto, Arthur Ferreira, Divino Fonseca, Carlos Libório, Carlos Maranhão, Ronildo M. Leite e José Maria de Aquino, Placar número 86, 5/11/1971, Editora Abril, pág. 8
  6. Celso Dario Unzelte, Almanaque do Timão Placar, Editora Abril, 2000, pág. 520
  7. a b Celso Dario Unzelte, Almanaque do Corinthians Placar, Editora Abril, 2005, pág. 723
  8. a b c "O quase herói de 1977", Celso Unzelte, Placar número 1.311-A, outubro de 2007, Editora Abril, pág. 23
  9. Celso Dario Unzelte, Almanaque do Timão Placar, Editora Abril, 2000, pág. 508

Ligações externasEditar