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Waldemar Levy Cardoso

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Waldemar Levy Cardoso
Dados pessoais
Nascimento 4 de dezembro de 1900 Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Morte 13 de maio de 2009 (108 anos) Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Esposa Maria da Glória de Oliveira
Vida militar
Força Exército
Anos de serviço 52 anos (1914-1966)
Hierarquia Marechal.gif Marechal
Comandos
Batalhas Segunda Guerra Mundial
Honrarias Detentor do Bastão de Comando da Força Expedicionária Brasileira


Waldemar Levy Cardoso (Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 1900Rio de Janeiro, 13 de maio de 2009) foi um Marechal do Exército Brasileiro, que combateu na Segunda Guerra Mundial e foi Presidente da Petrobras. Viveu até a longeva idade de 108 anos, sendo o último Marechal brasileiro a morrer.

Índice

BiografiaEditar

Filho de uma judia de origem argelina e de pai descendente de portugueses, Waldemar Levy Cardoso ingressou na vida militar em 1914, no Colégio Militar de Barbacena. Saiu de lá em 1918, aos dezessete anos de idade, como Coronel-Aluno, por ter sido o primeiro aluno da turma. Em 1921 tornou-se Aspirante-a-oficial da arma de Artilharia. Sua primeira unidade foi o então 4º Regimento de Artilharia Montado (4º RAM), situado em Itu - SP.

Em 1924 envolveu-se na revolta contra Artur Bernardes, quando foi preso e condenado a dois anos de prisão. Depois de cumprir a pena, o Supremo Tribunal Federal reviu seu caso e o condenou a mais três anos de detenção. Waldemar fugiu da pena e passou alguns anos escondido em Paranaguá, usando nome falso. Anistiado, envolveu-se na Revolução de 30, já como tenente. Foi então promovido a capitão.

Em fevereiro de 1935, matriculou-se na Escola do Estado-Maior, no Rio de Janeiro, concluindo o curso em dezembro de 1937. Em 1944, como tenente-coronel, seguiu com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália, para lutar na Segunda Guerra Mundial, onde foi o Comandante do 1º Grupo de Artilharia Expedicionário. Participou da Batalha de Monte Castello ao lado das tropas estadunidenses. Ele seria o co-autor da frase "Senta a Pua!", com o major-brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, comandante da Esquadrilha Azul.

Após a volta da guerra, Levy Cardoso permaneceu na ativa do Exército. Em 1951, foi enviado para a Europa como adido militar às embaixadas do Brasil na França e na Espanha. Retornando ao Brasil em 1953, foi comandar o 2º Regimento de Obuses 105 - Regimento Deodoro em Itu, onde permaneceu até ser promovido a general-de-brigada.

Em 1957, foi nomeado para a chefia do gabinete do ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott. Entre 1961 e 1963, foi o comandante da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo. Após o Golpe de 1964, assumiu a chefia do Departamento de Provisão Geral (DPG) do Exército. Passou para a reserva em 1966, com a patente de marechal.

Em abril de 1967, foi nomeado presidente do Conselho Nacional do Petróleo, cargo que manteve até março de 1969, quando assumiu a presidência da Petrobras. Deixou a presidência em 30 de outubro de 1969. Entre 1971 e 1985, foi conselheiro da Petrobras.

No dia 19 de janeiro de 2008, já com 107 anos, esteve presente à cerimônia comemorativa dos 90 anos do Regimento Deodoro, hoje denominado 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, unidade que comandou nos anos 50.

HomenagensEditar

 
Pátio principal do 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, batizado em homenagem ao Marechal Levy Cardoso.

Waldemar Levy Cardoso foi durante muitos anos o último brasileiro detentor da patente de marechal. Ele morreu em 13 de maio de 2009 aos 108 anos, no Hospital Central do Exército, vítima de insuficiência respiratória. No saguão principal do Palácio Duque de Caxias (PDC), familiares, autoridades civis e militares estiveram presentes, prestando sua última homenagem. O sepultamento ocorreu no Cemitério de São João Batista, com todas as honras fúnebres a que fazia jus um Marechal que dedicou toda sua vida à nossa pátria. A guarda da câmara ardente foi composta por Cadetes da Arma de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a mesma arma à qual pertenceu o Marechal, e também por soldados do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) - Regimento Sampaio, trajando uniforme histórico da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Seu corpo foi transladado para o cemitério em uma viatura blindada e, no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Mundial, recebeu uma salva fúnebre de 19 tiros, realizada pelo 31º Grupo de Artilharia de Campanha (Escola). Chegando ao local de sepultamento, foi recebido por uma guarda fúnebre do 1º Batalhão de Guardas - Batalhão do Imperador. Por ter sido o mais antigo militar combatente da Segunda Guerra, o Marechal Levy detinha o bastão de comando da Força Expedicionária Brasileira.[1]

O pátio principal do 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, localizado em Itu, foi batizado em sua homenagem de "Pátio Marechal Waldemar Levy Cardoso - Herói Militar do Brasil".

Referências

  1. «Morre o último Marechal do país». Site do Estadão. 13 de maio de 2009. Consultado em 13 de abril de 2017. 

Ligações externasEditar