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Waldez Góes

Governador do Estado do Amapá
Waldez Góes
Waldez Góes
8.º Governador do Amapá
Período 1 de janeiro de 2015
em exercício
Antecessor Camilo Capiberibe
5.º Governador do Amapá
Período 1 de janeiro de 2003
1 de abril de 2010
Antecessor Maria Dalva de Sousa Figueiredo
Sucessor Pedro Paulo Dias
Deputado Estadual pelo Amapá
Período 1995 — 1999
Dados pessoais
Nascimento 29 de outubro de 1961 (58 anos)
Gurupá, PA
Partido PDT (1989-presente)
Religião Catolicismo Romano
linkWP:PPO#Brasil

Antônio Waldez Góes da Silva (Gurupá, 29 de outubro de 1961) é um político brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Atualmente, Waldez Góes é o governador do Estado do Amapá.

BiografiaEditar

Waldez Góes, o mais novo de 16 irmãos, é filho do seringueiro Otacílio Silva e de Isaura Góes.[1] O político, nascido no Pará, chegou ao Amapá ainda criança, e cursou o ensino básico em instituições de ensino da capital, como a Escola Paroquial Padre Dário, o Grupo Amapá, e o colégio Castelo Branco. Em 1981, Waldez voltou para o Pará, na cidade de Castanhal, para iniciar o curso de técnico agrícola, na Escola Agrotécnica Federal de Castanhal, que concluiu no mesmo ano.[2] De volta ao Amapá em 1983, o político iniciou a carreira no serviço público, ocupando por 11 anos o cargo de agente de atividade agropecuária na Assistência Técnica e Extensão Rural do Amapá (Aster), órgão extinto.[2]

Em 1993, Waldez se casou com Marília Góes, que também atua na área política do Amapá, como deputada estadual. Marília também é delegada de Polícia Civil e é mãe de sete filhos com Waldez.[2][3] Em 1998, após sofrer uma derrota nas eleições para governador do estado do Amapá para João Capiberibe, Waldez Góes passou a morar no Rio de Janeiro. Nesse período, Waldez cursou políticas públicas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e iniciou o curso de direito na Faculdade Estácio. Após dois anos de graduação, Góes não finalizou o curso de direito e voltou ao Amapá, para dar continuidade às atividades políticas.[2]

Trajetória políticaEditar

Waldez Góes se filiou ao PDT em 1989 e disputou sua primeira eleição em 1990 para o cargo de deputado estadual. O político ganhou a primeira disputa e foi reeleito em 1995, também pelo partido.[1] Concorreu à prefeitura de Macapá em 1996, mas perdeu para Aníbal Barcelos. Também concorreu ao governo do estado em 1998, mas foi derrotado por João Capiberibe, do PSB, no segundo turno.[2] Em 1999, mudou-se para o Rio de Janeiro para colaborar na administração do então eleito governador no Rio, Anthony Garotinho.[4]

Já em 2002, Góes foi eleito governador do estado do Amapá, após a disputa no segundo turno com Dalva Figueiredo, do PT,[4] e reeleito em 2006, no primeiro turno.[5][1] Deixou o governo do estado no dia 4 de abril de 2010 para concorrer ao cargo de senador, deixando em seu lugar o vice-governador, Pedro Paulo Dias.[6] Com 106.751 votos, ocupou o terceiro lugar e foi derrotado por Randolfe Rodrigues, do PSOL, e por Gilvam Borges, do PMDB.[7]

Em 2014, o político foi eleito pela terceira ver ao cargo de governador, vencendo as eleições no segundo turno, com cerca de 220.256 eleitores, contra o candidato Camilo Capiberibe, do PSB.[2] Reelegeu-se em 2018, obtendo cerca de 191.741 votos.[1]

ControvérsiasEditar

Em 2009, o Ministério Público Federal processou Waldez Góes pelo crime de peculato-desvio, por não repassar os valores de empréstimos consignados descontados das folhas de pagamento dos servidores públicos às instituições financeiras conveniadas, com fins de utilização do dinheiro para saldo de outras dívidas públicas. Nesse sentido, um dos argumentos que giram em torno do caso, como o expresso pelo ministro João Otávio de Noronha, colocam que a prática referida na acusação afeta o mercado, aumentando o risco para as instituições financeiras e, consequentemente, podendo privar os servidores públicos do benefício de adquirir o empréstimo. Entretanto, em oposição, o relator e ministro Mauro Campbell instigou outro argumento, dizendo que os recursos foram usados para saldar parte da dívida do ente estatal, não existindo provas o suficiente para garantir a utilização indevida do dinheiro em proveito próprio ou alheio, e, dessa forma, não computando crime de peculato-desvio.[8][9][10]

Em 10 de setembro de 2010, Waldez foi preso pela Polícia Federal, durante a Operação Mãos Limpas, com mais 18 pessoas envolvidas na investigação, entre servidores públicos, políticos e empresários.[11] O político foi acusado de peculato, fraude em licitação e associação criminosa. Waldez foi solto da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, junto ao vice, em 20 de setembro, dez dias depois de sua prisão.[12] No decorrer do processo, todas as denúncias feitas pela Ministério Público foram rejeitadas pelo Supremo Tribunal de Justiça, que considerou insuficiente a quantidade de provas que pudessem comprovar as acusações feitas sobre o político. Waldez foi inocentado em 2017, com o arquivamento de todas as denúncias.[11][13][14][15]

 
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Referências

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar

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Precedido por
Camilo Capiberibe
Governador do Amapá
2015 — em exercício
Sucedido por
Precedido por
Dalva Figueiredo
Governador do Amapá
2003 — 2010
Sucedido por
Pedro Paulo Dias
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