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BiografiaEditar

Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1926, com o objetivo de ingressar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De 1928 até a conclusão do curso, Walter fez estágio no Hospital de Doenças Tropicais do Instituto Oswaldo Cruz (atual Hospital Evandro Chagas) e, em 1929 começou os estudos de hematologia experimental com Carlos Chagas. Após os dois primeiros anos, ingressou no curso de Aplicação do IOC, concluindo-o em 1932.

Em 1934 publicou o seu primeiro artigo "A patogenia da anemia ancilostomática", nas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Fez estágios na Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra onde desenvolveu estudos hematológicos, a partir de 1936. Ao retornar ao país, assumiu a chefia da Seção de Hematologia do Instituto, cargo que ocupou até 1962. Durante este período participou de estágios em Harvard e em Boston com enfoque nos estudos de malária e a anemia hemolítica.

Foi um dos membros fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1949, mesmo ano em que criou o curso de Formação de Pesquisadores de Manguinhos. Walter engajou-se na campanha pela criação do Ministério da Ciência e participou também da criação da Universidade de Brasília, em 1960 e a Reforma Universitária, entre 1962 e 1963. Foi ainda assessor-técnico da Presidência da República.

Entre 1962 e 1964 exerceu a chefia da Divisão de Patologia do IOC, um dos cargos mais importantes da Instituição, o que lhe garantiu projeção internacional. Infelizmente, com o golpe militar de 1964 começou a sofrer perseguições internas que, culminaram, em 1966, com a instalação de uma comissão para investigar as denúncias de malversação de verbas e atividades subversivas.[3]

Carreira enxadrísticaEditar

Entre os anos de 1928 e 1953, disputou vários campeonatos nacionais e internacionais de xadrez, tendo sido campeão brasileiro em seis deles. Foram seus parceiros: Miguel Pereira Filho, Sousa Mendes, seu irmão Osvaldo Cruz Filho e Tomás Pompeu Accioli Borges.[4][5][6][7]

Nomes internacionais como Alexander Alekhine, campeão mundial, em um certame empatou com Walter; o mestre cubano Capablanca, quando no Rio de Janeiro, era seu parceiro de tabuleiro e noites cariocas. Durante anos colaborou nas revistas especializadas: Xadrez e Xadrez Brasileiro. Tinha uma coluna semanal na revista O Cruzeiro. Escreveu o livro Repertório de Aberturas. Abandonou o xadrez quando disputou, um torneio internacional, realizado no Rio, e foi classificado em último lugar.[8]

Carreira como médico e cientistaEditar

  • Formou-se em medicina na Faculdade Nacional de Medicina em 1930.
  • Concluiu o Curso de Aplicação do IOC em 1932.
  • Desenvolveu estudos hematológicos na Inglaterra, a partir de 1936.
  • Após retornar ao Brasil, chefiou a Secção de Hematologia do IOC até 1962.
  • Entre 1962 e 1964 exerceu a chefia da Divisão de Patologia do IOC.

Referências

  1. «Instituto Oswaldo Cruz - Ciência e Saúde desde 1900». www.fiocruz.br. Consultado em 16 de setembro de 2018 
  2. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «Homens e instituições: Walter Oswaldo Cruz | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 16 de setembro de 2018 
  3. Filho, Carlos Chagas (1 de janeiro de 2000). Um aprendiz de ciência. [S.l.]: SciELO - Editora FIOCRUZ. ISBN 9788575412473 
  4. Giusti, Paulo (2002). Historia Ilustrada Do Xadrez. [S.l.]: Annablume. ISBN 9788590050094 
  5. Lopes, José Leite (2004). Uma história da física no Brasil. [S.l.]: Editora Livraria da Fisica. ISBN 9788588325197 
  6. Becker, Idel (1974). Manual de xadrez. [S.l.]: NBL Editora. ISBN 9788521307587 
  7. Borges, Gérson Peres Batista e Joel Cintra. Os mestres do Xadrez. [S.l.]: Universo dos Livros Editora. ISBN 9788579300578 
  8. Neto, Augusto Paulino (15 de abril de 2009). A Cadeira nº 39. [S.l.]: Editora Rubio. ISBN 9788577710409 

Ligações externasEditar

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