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Washington Olivetto
Nascimento 29 de setembro de 1951 (67 anos)
Lapa, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Filho(s) Homero
Antônia
Theo.
Ocupação publicitário
Período de atividade 1969 até a atualidade
Principais trabalhos Peças publicitárias:
"Garoto Bombril" (para a Bombril, 1978)
"O primeiro sutiã" (para a Valisère, 1987)
"Cãozinho da Cofap" (para a Cofap, 1994).
"Hitler" (para a Folha de S. Paulo,1987)

Washington Olivetto (São Paulo, 29 de setembro de 1951) é um publicitário brasileiro, responsável por algumas das campanhas mais importantes da propaganda nacional.

BiografiaEditar

Descendente de italianos da região da Ligúria, nasceu no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo. Tem três filhos: Homero e dois gêmeos, Antônia e Theo.[1] Seu pai era vendedor e o inspirou para a carreira de publicitário.[2]

Olivetto é um dos torcedores símbolo do clube esportivo Corinthians tendo sido, em 1981, um dos criadores do movimento que ficou conhecido como Democracia Corintiana, quando era vice-presidente do clube.

Em 2013, a escola de samba Gaviões da Fiel o homenageou em seu desfile de Carnaval, cujo tema foi a história da publicidade brasileira.[3]

CarreiraEditar

Cursou a faculdade de publicidade pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mas não concluiu o curso.[2]

Iniciou sua carreira profissional em 1969, aos dezoito anos, como redator em uma agência de publicidade, na qual foi procurar vaga como estagiário, ao ter o pneu de seu carro furado em frente à empresa. Depois de três meses já havia produzido seu primeiro comercial para a empresa Deca, que conquistou o prêmio Leão de Bronze no Festival de Publicidade de Cannes.[4] No ano seguinte foi trabalhar na DPZ onde, em 1974, ganharia o primeiro prêmio Leão de ouro da publicidade nacional no Festival de Publicidade de Cannes, com o filme Homem com mais de quarenta|1| anos. Na mesma agência, faria dupla de criação com o diretor de arte Francesc Petit, com quem realizou inúmeros trabalhos premiados. A dupla ainda foi responsável pela criação do garoto-propaganda da Bombril, com o ator Carlos Moreno, que acabou nas páginas do Guinness Book como o garoto-propaganda de maior tempo de permanência no ar, alcançando na época o décimo sexto ano de execução e mais de 340 filmes. A parceria entre Olivetto e a Bombril terminaria em 2013, depois de mais de trinta anos.[5][6]

W/Brasil e WMcCannEditar

Saiu da DPZ para associar-se à agência de publicidade suíça GGK (tornando-se W/GGK), em 1986. Junto com os sócios Gabriel Zellmeister e Javier Llussá Ciuret, passariam a ter o controle total da agência e passaria a ser chamada de W/Brasil. Posteriormente, teria filiais nos Estados Unidos (W/USA), Portugal (W/Portugal) e Espanha (Alta Definición & Washington Olivetto, ou W/Espanha). A W/Brasil se tornaria uma das agências mais premiadas do mundo, com quase mil prêmios, entre Leões no Festival de Cannes, Clio Awards, CCSP e outros. Ganhou mais de 50 leões de Cannes (entre ouro, prata e bronze na categoria FIlme). Na W/Brasil, foi responsável pela criação de vários comerciais memoráveis, entre eles os filmes para a fabricante de sapatos Vulcabras, o cachorro da Cofap, o casal Unibanco, entre outros. Os filmes Hitler (1989), para a Folha de S.Paulo, e do Primeiro Sutiã (1987), para a Valisère, são os únicos comerciais brasileiros a constarem na lista mundial dos 100 maiores comerciais de todos os tempos.

Em 2005, foi lançada a biografia da sua empresa, Na toca dos leões, escrita por Fernando Morais, que narra sobre a sua vida e o seu sequestro, no final de 2001.

Em abril de 2010 a W/ de Washington Olivetto se uniu a McCann, gerando a W/McCann, uma das 5 maiores agências do Brasil e a maior do Rio de Janeiro. Washington Olivetto é Chairman da W/McCann e CCO da McCann Worldgroup América Latina e Caribe. Publicou seu 6o. livro recentemente: “Só os Patetas jantam mal na Disney”, pela Editora Panda Books. É ainda autor de “Corinthians, É Preto no Branco” com seu amigo e jornalista Nirlando Beirão, “Os piores textos de Washington Olivetto”, “Corinthians x Os Outros”, “O Primeiro a Gente Nunca Esquece” e “O que a vida me ensinou”.

PremiaçõesEditar

Ganhou mais de cinquenta Leões no Festival de Publicidade de Cannes. Foi o único latino-americano a ganhar o prêmio Clio Awards em 2001, com um comercial de TV para a Revista Época.[7] Foi considerado como o mais criativo publicitário dos últimos trinta anos na premiação Profissionais do Ano, organizada pela TV Globo. É considerado uma das 25 figuras-chave de publicidade do mundo pela revista britânica Media International. Foi eleito duas vezes o publicitário do século pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP) e pelo site de notícias sobre propaganda brasileira do Monitor Mercantil. Em 2009, entrou para o Hall da Fama do Festival Ibero-Americano de Publicidade(FIAP).[3]

Em 2003, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Em abril de 2015, foi nomeado Professor Emérito pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).[8]

SequestroEditar

Em 2001, foi sequestrado em São Paulo por bandidos argentinos, colombianos e chilenos. Depois de quase 3 meses no cativeiro, foi resgatado com a ajuda de uma estudante de Medicina que suspeitou dos barulhos que vinham do quarto da casa ao lado da sua. Como a parede desse quarto fazia divisa com a sua casa, a estudante usou o estetoscópio para ouvir tudo e avisar à polícia.[9]

Referências

  1. Washington Olivetto
  2. a b Bassette, Fernanda. Para Washington Olivetto, publicidade está vivendo crise (entrevista), Portal G1, 21 de novembro de 2006. Acessado em 24 de dezembro de 2008
  3. a b Washington Olivetto (em inglês)
  4. Conheça a história de Washington Olivetto, o maior publicitário do Brasil
  5. «Termina casamento entre Bombril e Olivetto». Exame marketing. 28 de março de 2013. Consultado em 12 de abril de 2015 
  6. «W/Brasil lança sensacional campanha de Bom Bril, com Carlos Moreno, Pelé, Nelson Ned e Chaplin». Portal Fator. 26 de abril de 2007. Consultado em 31 de dezembro de 2008 
  7. Washington Olivetto (em inglês)
  8. Washington Olivetto recebe o título de Professor Emérito da ESPM
  9. 10 famosos que foram sequestrados Observatório do Cinema: edição 9/02/2018 - acessado em março de 2018

Ligações externasEditar