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Wellington Dias

Político brasileiro
Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo(a) pela capital da Nova Zelândia, veja Wellington.
Wellington Dias
Wellington Dias senador 20dez2011.jpg
Wellington Dias em 2011
52° Governador do Piauí
Período 1º de janeiro de 2015
até a atualidade
Antecessor Moraes Souza Filho
Senador pelo Piauí
Período 1º de fevereiro de 2011
até 1 de janeiro de 2015
49° Governador do Piauí
Período 1º de janeiro de 2003
até 1º de abril de 2010
Antecessor Hugo Napoleão
Sucessor Wilson Martins
Deputado federal pelo Piauí
Período 1º de fevereiro de 1999
até 29 de novembro de 2002
Deputado estadual do Piauí
Período 1° de janeiro de 1995
até 1° de fevereiro de 1999
Vereador de Teresina
Período 1° de janeiro de 1993
até 1° de janeiro de 1995
Dados pessoais
Nascimento 5 de março de 1962 (57 anos)
Oeiras, PI
Esposa Rejane Dias
Partido PT
Profissão Bancário
Assinatura Assinatura de Wellington Dias

José Wellington Barroso de Araújo Dias (Oeiras, 5 de março de 1962) é um bancário e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Cumpre seu quarto mandato como Governador do Estado do Piauí, eleito em 2014 e reeleito em 2018, depois de ter exercido o cargo entre 2003 a 2010. Detentor de carreira política clássica, dentro de uma década foi eleito vereador, deputado estadual, deputado federal e governador. Em 2010 foi o senador mais votado com quase 1 milhão de votos.[1]

Índice

BiografiaEditar

Filho de Joaquim Antônio Neto e Teresinha de Araújo Dias, irmão de Marilangida Barroso Dias. Bancário e radialista, foi gerente do Banco do Nordeste, Banco do Estado do Piauí e Caixa Econômica Federal (da qual é funcionário de carreira), tendo trabalhado ainda na Rádio Difusora de Teresina. Filiado ao PT desde 1985 iniciou suas atividades sindicais como integrante da Central Única dos Trabalhadores e presidente da APCEF (Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal) entre 1986 e 1989 e a seguir foi presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Piauí (1989-1992). Formado em Letras/português na Universidade Federal do Piauí(1982), com especialização em Políticas Públicas e Governo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é casado com a deputada federal Rejane Dias, com quem tem três filhos.[2]

Seu pai foi eleito prefeito de Paes Landim pela ARENA em 1972 e sua mãe foi eleita vice-prefeita do referido município pelo PFL em 1988.[3]

ParlamentarEditar

Estreou na vida pública em 1992 quando foi eleito vereador de Teresina e em 1994 foi eleito deputado estadual chegando à presidência regional do PT (1995-1997). Em 1996 foi candidato a vice-prefeito de Teresina na chapa de Nazareno Fonteles mas não avançou para o segundo turno. Em 1998 foi o primeiro deputado federal eleito pelo PT no Piauí e no ano 2000 foi candidato a prefeito de Teresina tendo Francisca Trindade como companheira de chapa numa eleição definida em primeiro turno com a reeleição do tucano Firmino da Silveira Soares Filho.

GovernadorEditar

As ações de Wellington Dias na Câmara dos Deputados repercutiram quando do combate ao chamado crime organizado a partir de 1999, o que o levou a disputar a prefeitura de Teresina. Às vésperas das eleições de 2002 foi anunciado pelo PT como candidato ao Senado, mas uma articulação comandada pelo diretório nacional do partido o fez candidato ao Governo do Estado. Iniciou a campanha com baixos índices nas pesquisas de intenção de voto, porém com o decorrer da mesma sua performance melhorava à medida que seu nome firmava-se como alternativa à sucessão estadual, principalmente graças ao apoio de lideranças do PMDB, a exemplo do ex-governador Mão Santa. Eleito em primeiro turno para o cargo de governador do Piauí pela coligação A Vitória que o Povo Quer derrotando o governador Hugo Napoleão que disputava a reeleição. Renunciou ao mandato de deputado federal em 29 de novembro de 2002 efetivando-se assim seu primeiro suplente Roberto John (PT).

Reelegeu-se em 2006 vencendo a disputa em primeiro turno contra seu principal adversário e ex-aliado, o então senador Mão Santa.[4] Renunciou ao cargo em 1º de abril de 2010, com a intenção de se candidatar ao Senado, sendo substituído pelo vice Wilson Martins, de quem se afastaria após as eleições de 2012 quando perdeu a eleição para prefeito de Teresina. Em 2014 foi eleito para o seu terceiro mandato como governador do Piauí.

Foi no seu governo que aconteceu a grande tragédia da Barragem de Algodões em maio de 2009.[5]

Reelegeu-se em 2018 para o 4º mandato como governador do piaui com com 55,6% dos votos (966 mil). Seu principal adversário, o médico Dr. Pessoa (Solidariedade), teve 20,4% (355 mil)[6][7].

SenadorEditar

Nas eleições de 2010, foi eleito senador do estado do Piauí ao lado de Ciro Nogueira do PP, ambos assumiram no dia primeiro de fevereiro de 2011.[carece de fontes?]

Obras literáriasEditar

TrajetóriaEditar

 
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  • 1992 - Eleito Vereador com 1.520 votos.
  • 1994 - Candidata-se Deputado Estadual e elege-se com 13.140 votos.
  • 1996 - É candidato a Vice-Prefeito na chapa de José Nazareno Cardeal Fonteles. Os dois disputam a prefeitura de Teresina mas conquistam 18,69% ou 44.262 votos não chegando ao segundo turno. Naquela eleição Firmino Filho é eleito prefeito da capital.
  • 1998 - Elege-se deputado federal com a 4ª maior votação para a Câmara Federal com 77.067 votos.
  • 2000 - Candidata-se novamente à prefeitura de Teresina agora como candidato majoritário, tendo Francisca Trindade como sua vice. Obtiveram naquele pleito 99.874 sufrágios.
  • 2002 - É lançado como candidato ao governo do Piauí pelo então Governador cassado (o 1º e único até hoje da história do estado), médico Mão Santa sendo eleito ainda no primeiro turno contra Hugo Napoleão. Naquela eleição conquistou 688.278 votos.
  • 2006 - Reelege-se Governador do Piauí com 954.857 votos. Derrota seu ex-aliado, o então senador Mão Santa.
  • 2010 - Eleito pela primeira vez senador da República. Recebeu nesta eleição 997.513 votos.
  • 2014 - Eleito governador do estado do Piauí pela terceira vez. Obtendo neste pleito 1.053.342 votos, a maior votação em números absolutos e proporcionas que um político piauiense já conseguiu.
  • 2018- Reelege-se Governador do piaui pelo 4º mandato

Referências

  1. «Wellington Dias chega ao governo do Piauí pela terceira vez». Último Segundo. 1 de janeiro de 2015. Consultado em 8 de dezembro de 2017 
  2. «Senador Wellington Dias - Biografia». Site Oficial. 27 de abril de 2013. Cópia arquivada em 27 de abril de 2013 
  3. «Banco de dados do Tribunal Regional do Piauí». Consultado em 8 de maio de 2015 
  4. «Apuração das Eleições de 2006 no Piauí (1º turno)». eleicoes.folha.uol.com.br. Folha de S. Paulo. 2 de outubro de 2006. Consultado em 8 de dezembro de 2017 
  5. Carvalho, Cleide; Parajara, Fabiana (28 de maio de 2009). «Barragem de Algodões se rompe e água atinge 20 metros de altura em cidade do Piauí». O Globo. Consultado em 8 de dezembro de 2017 
  6. «Wellington Dias, do PT, é reeleito governador do Piauí». G1. Consultado em 10 de dezembro de 2018 
  7. «No Piauí, Wellington Dias (PT) é reeleito no primeiro turno - Política». Estadão. Consultado em 10 de dezembro de 2018 
  8. «Biografia do Governador». www.pi.gov.br. Portal do Governo do Estado do Piauí. Consultado em 8 de dezembro de 2017 

Ligações externasEditar