Doutores da Alegria

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Doutores da Alegria
Palhaços do Doutores da Alegria

Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos.Editar

GeralEditar

Fundada em 1991 pelo ator, palhaço e empreendedor social Wellington Nogueira, a associação transita pelos campos da saúde, da cultura e da assistência social e é reconhecida e premiada internacionalmente pelo impacto de suas ações. Em 2016, com um nova governança, atualizou sua missão para uma tarefa institucional que reforça, entre outras diretrizes, a cultura como um direito de todos.

A associação contrata profissionais formados em Artes Cênicas e com experiência na linguagem do palhaço. Apesar de o trabalho ser gratuito para os hospitais e o público, sua ação é artística e não atua com voluntários. A maneira como Doutores da Alegria optou por se estabelecer, valorizando o trabalho profissional, foi para gerar conhecimento e legado para futuras gerações.

HistóriaEditar

Wellington Nogueira foi estudar na Academia Americana de Teatro Dramático e Musical de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Foi quando conheceu, em 1984, a iniciativa Big Apple Circus Clown Care Unit, fundada pelo ator e palhaço Michael Christensen. Passou a fazer parte do elenco do primeiro grupo de palhaços profissionais que visitavam crianças hospitalizadas no mundo.

De volta a São Paulo, em 1991 fundou Doutores da Alegria, organização pioneira, premiada e reconhecida internacionalmente por inserir a arte do palhaço no universo da saúde, contribuindo com a humanização hospitalar.

Foi reconhecido como empreendedor social e fellow da organização Ashoka por trazer soluções inovadoras para problemas sociais. Durante 25 anos, esteve à frente do Doutores da Alegria, atuando de forma visionária e inspiradora.

O que Doutores da Alegria fazEditar

Apesar de ter o trabalho nos hospitais reconhecida como seu trabalho-mãe, a associação atua por meio de outros projetos com saúde, cultura e assistência social.

Com o Programa de Palhaços em Hospitais, Doutores da Alegria já realizou mais de dois milhões de intervenções junto a crianças hospitalizadas, seus acompanhantes e profissionais de saúde. Nos encontros semanais com as crianças em 8 hospitais públicos de São Paulo e 4 em Recife, as duplas de palhaços subvertem a rotina hospitalar e propõem novos sentidos para a experiência de internação.

No Rio de Janeiro, com o projeto Plateias Hospitalares, desenvolvem a curadoria de uma programação artística permanente e gratuita, que inclui teatro, música, dança, circo e poesia em 7 hospitais públicos, ampliando as relações entre arte e saúde.

A Escola Doutores da Alegria traz dois sistemas de formação – um para o público em geral e um para artistas – com cursos, palestras e programas estruturados a partir da filosofia, dos valores e de uma prática de mais de dez anos de atuação junto a públicos diversos. Entre suas iniciativas se destaca o Programa de Formação de Palhaço para Jovens, que oferece a jovens em situação de vulnerabilidade social uma iniciação na carreira artística.

A organização desenvolve ainda espetáculos e intervenções urbanas como forma de compartilhar sua experiência com a sociedade.

O trabalho é gratuito para os hospitais e mantido por doações de pessoas e empresas.

Tarefa InstitucionalEditar

Doutores da Alegria tem o propósito de intervir na sociedade propondo a arte como mínimo social para crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social, privilegiando hospitais públicos e ambientes adversos, tendo a linguagem do palhaço como referência. A partir desta intervenção, ampliar canais de diálogos reflexivos com a sociedade, compartilhando o conhecimento produzido através de formação, pesquisa, publicações e manifestações artísticas, contribuindo para a promoção da cultura e da saúde e inspirando políticas públicas universais e democráticas para o desenvolvimento social sustentável.

ValoresEditar

  • Arte e cultura como direito.
  • Liberdade de expressão, cooperação e respeito à diversidade.
  • Ética, transparência e coerência na ação.
  • Arte, educação e pesquisa como caminho para estimular um novo olhar e impactar realidades.
  • Busca pela simplicidade e excelência.
  • Alegria é um estado que se constrói a partir do outro – afetar e ser afetado.
  • Busca pela multidisciplinaridade entre cultura, saúde, educação e assistência social.

Referências

Ligações externasEditar

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