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Weverton
Foto oficial do Senador Weverton
Senador pelo Maranhão
Período 1 de fevereiro de 2019
até a atualidade
Deputado Federal pelo Maranhão
Período 4 de outubro de 2011
até 31 de janeiro de 2019
Dados pessoais
Nascimento 8 de outubro de 1979 (40 anos)
Imperatriz, MA
Cônjuge Samya Bernardes
Partido PDT (1995-atualmente)
linkWP:PPO#Brasil

Weverton Rocha Marques de Sousa, mais conhecido como Weverton (Imperatriz, Maranhão, 8 de outubro de 1979[1]) é um político brasileiro, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).[2]

BiografiaEditar

Aos 16 anos filou-se ao PDT e ingressou na Juventude Socialista do PDT. Durante o ensino médio, foi eleito presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Dinâmico, onde estudava e presidente da UMES (União Maranhense de Estudantes Secundaristas).  Como membro da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), foi o único representante do Norte/Nordeste a participar como delegado da OCLAE (Organização Continental Latino Americana e Caribenha de Estudantes), na cidade de Havana.

Graduou-se em Administração pela Faculdade São Luís e durante os anos de faculdade continuou a atuar no movimento estudantil e foi eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Foi presidente nacional da Juventude Socialista do PDT.

Foi assessor especial da Prefeitura de São Luís entre 2000 e 2006.

Na eleição para o governo do estado em 2006, empenhou-se na vitória de Jackson Lago, que venceu Roseana Sarney, num resultado considerado histórico no estado, já que o grupo político ligado a José Sarney, pai de Roseana, governava o estado há décadas.

Esteve à frente da Secretaria Estadual de Esporte e Juventude do Maranhão, em 2007.[3]

Em 2009, quando Jackson Lago foi cassado pelo TSE, e o STF decidiu pela posse da segunda colocada, Roseana Sarney, Weverton permaneceu ao lado de Jackson no Palácio dos Leões,[4] sede do governo, até a decisão final sobre o mandato em um movimento de resistência que foi batizado de Balaiada, tendo como referência a revolta popular contra o monopólio de fazendeiros.

Atuou, também, no Ministério do Trabalho e Emprego, em 2009, convidado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a integrar sua equipe, como assessor especial.

Em 2010, candidatou-se a deputado federal e obteve 47.130 votos, tornando-se suplente. Foi nomeado secretário geral do PDT e voltou a atuar como assessor especial do Ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Em 2011, assumiu a cadeira na Câmara Federal,ainda na condição de suplente, e em 2012, com a eleição de Edivaldo Holanda Júnior a prefeito de São Luís, assumiu definitivamente o cargo de deputado federal. Em 2014, foi reeleito com mais de 81 mil votos, e em 2015, iniciou seu segundo mandato.

É membro da Executiva Nacional do partido e preside o PDT Maranhão.

Em janeiro de 2016, foi eleito líder do PDT[5] na Casa e reconduzido à liderança em 2017. Como líder, em abril de 2016, votou contrário ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. Novamente como líder do partido, Weverton Rocha atuou contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 55/2016,[6] que ficou conhecida como PEC dos Gastos Públicos, por restringir gastos com educação e saúde, enquanto não limita os gastos para o pagamento com a dívida pública.

Atualmente é líder da Minoria[7], formada pelo PDT, PSB, PT, PCdoB e PSOL, na Câmara dos Deputados.

Posicionou-se contra a proposta de reforma trabalhista[8] enviada pelo governo, já uma das principais bandeiras do PDT é a defesa do trabalhador.

E apresentou diversas emendas à proposta de reforma da Previdência,[9] entre elas para manter as atuais regras de aposentadoria para o trabalhador rural e sua família, que pela proposta passariam a ter que comprovar 15 anos de efetiva contribuição individual, quando atualmente só precisam comprovar coletivamente 15 anos de trabalho no campo; e para manter o tempo de aposentadoria reduzido para professores.

O deputado Weverton Rocha é autor de 283 proposições[10] na Câmara dos Deputados.

Em 2018, foi eleito senador com uma votação histórica no estado do Maranhão com 34,91% dos votos válidos, contabilizando 1.997,443 votos, o que lhe garante a maior votação para senador da história do Maranhão.

Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas.

ControvérsiasEditar

Alterações no projeto anticorrupçãoEditar

Apresentou o principal destaque ao projeto de lei das 10 Medidas contra corrupção, acrescentando que magistrados e integrantes do Ministério Público respondam por crime de abuso de autoridade quando atuarem com conduta incompatível com o cargo.[11] Este destaque, o mais polêmico de todas as mudanças, considerado por alguns uma tentativa de intimidar a Operação Lava Jato[12] , foi aprovado por 313 votos a favor, 132 contrários e cinco abstenções.[11] Weverton afirma que juízes e promotores atualmente cometem arbitrariedades, como um juiz que perdeu um voo e por isso ordenou a prisão de um funcionário da TAM, e tem como punição a aposentadoria com salário integral. O destaque aprovado não prevê o fim deste benefício.[11]

InvestigaçõesEditar

É investigado por peculato e corrupção, por suposto envolvimento com o desvio de verbas do Ministério do Trabalho, por meio a contratação irregular de ONGs.[13] Também por suposto crime contra a lei de Licitação quando comandava a Secretaria de Esporte do Maranhão - teria favorecido uma empresa para a reforma de um ginásio, dispensando a licitação de forma indevida.[13] Em entrevista à imprensa local, no entanto, o secretário de esportes que o sucedeu teria declarado que a decisão de parar a obra foi política.

Improbidade administrativaEditar

É investigado em três ações civis de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público Federal e pelo MP do Maranhão, uma delas por supostamente ter se beneficiado do uso de um jatinho custeado por entidade social conveniada com o Ministério do Trabalho, à época em que atuava como secretário da pasta.[13] Em nenhuma das ações ele se tornou réu, pois não foi iniciado processo.

Veículos de comunicaçãoEditar

Desde março de 2016, Weverton Rocha arrenda o Sistema Difusora de Comunicação, especificamente a Rede Difusora, a Difusora FM e o website MA10,[14][15] tendo nomeado o jornalista e publicitário Zeca Pinheiro para seu quadro administrativo[16] e utilizado os veículos como palanque de suas ações como deputado federal[17][18] e em benefício de aliados políticos, como o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior.[19] As transações financeiras referentes ao arrendamento e também a uma possível venda do conglomerado foram intermediadas pelo empresário Willer Tomaz de Souza, que foi preso pela Operação Lava Jato em 18 de maio de 2017.[20] Weverton também adquiriu em abril de 2018 o Sistema Sinal Verde de Comunicação, baseado em Caxias, que inclui a TV Sinal Verde e a rádio Sinal Verde FM.[21] Tanto o arrendamento total ou parcial de concessões de radiodifusão como a possessão delas por parlamentares são proibidos pelo Código Brasileiro de Telecomunicações[22] e pela Constituição.[23]

Referências

  1. «Biografia». Câmara dos Deputados. Consultado em 20 de abril de 2016 
  2. «Deputado WEVERTON ROCHA». Câmara dos Deputados. Consultado em 20 de abril de 2016 
  3. «Definida a equipe de governo de Jackson Lago - Imirante.com». imirante.com. Consultado em 13 de julho de 2017 
  4. «Jackson Lago decide sair do Palácio dos Leões». Congresso em Foco 
  5. «Weverton Rocha é o novo líder do PDT na Câmara | pdtnacamara2015». www.pdtnacamara.com.br. Consultado em 13 de julho de 2017 
  6. «Saiba como cada deputado votou em relação à PEC do teto de gastos». Política. 10 de outubro de 2016 
  7. http://www2.camara.leg.br/deputados/liderancas-partidarias
  8. Antonio, José. «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». CartaCapital 
  9. «Deputados têm até hoje para apresentar emendas à reforma da Previdência - Notícias - UOL Economia». UOL Economia 
  10. «Resultado da pesquisa Projeto de Lei e Outras Proposições». www.camara.gov.br. Consultado em 13 de julho de 2017 
  11. a b c «Câmara aprova julgar juízes e promotores por abuso de autoridade». Política. Valor Econômico. 30 de novembro de 2016. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  12. «Responsabilidade de promotores e juízes é ponto mais polêmico da votação». Câmara Notícias. Congresso Nacional. 30 de novembro de 2016. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  13. a b c «Autor de emenda que desfigurou '10 medidas' é investigado por corrupção». Brasil. O Globo. 30 de novembro de 2016. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  14. Soares, Zeca (28 de março de 2018). «Weverton Rocha diz que Difusora não define horário». O Estado do Maranhão. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  15. Almeida, Pedro de (19 de maio de 2018). «Família Lobão pode voltar a ter controle da TV Difusora». O Imparcial. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  16. Corrêa, Clodoaldo (12 de março de 2016). «Zeca Pinheiro é o novo superintendente geral do Sistema Difusora». Política e atualidades. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  17. «Difusora reprisa participação de Weverton Rocha na TV Câmara». YouTube. 23 de março de 2017. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  18. Lobato, Elvira (28 de julho de 2018). «Brasil, o grande Maranhão». Piauí. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  19. Ramos, Murilo (21 de outubro de 2016). «SBT cobra de afiliada no Maranhão esclarecimentos sobre denúncia feita por candidato». Época. Consultado em 3 de setembro de 2016 
  20. Cutrim, John (20 de maio de 2017). «Advogado preso na Lava Jato queria expandir negócios no Maranhão». Jornal Pequeno. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  21. Sabá, Cláudio (20 de abril de 2018). «EM FRANGALHOS - Família Coutinho vende TV Sinal Verde, funcionários são demitidos e ninguém sabe quem é o novo proprietário». Blog do Sabá. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  22. CASTELO BRANCO, Humberto de Alencar; SILVA, Carlos Medeiros. «Decreto-Lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967». Planalto. Consultado em 3 de setembro de 2018. Art. 12, § 6º [...] 
  23. «Constituição da República Federativa do Brasil de 1988». Planalto. Consultado em 3 de setembro de 2018. Art. 54 [...] 

Ligações externasEditar