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Johann Joachim Winckelmann

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Johann Joachim Winckelmann
Retrato de Johann Joachim Winckelmann. Óleo sobre tela por Angelika Kauffmann, 1764.
Nascimento 9 de dezembro de 1717
Stendal, Alemanha
Morte 8 de junho de 1768 (50 anos)
Trieste, Itália
Nacionalidade alemão
Cidadania Alemanha
Etnia alemães
Alma mater Universidade de Halle-Wittenberg, Universidade de Jena
Ocupação Historiador, Arqueólogo
Magnum opus Geschichte der Kunst des Altertums (1763)
Religião Igreja Católica
Causa da morte facada

Johann Joachim Winckelmann (Stendal, 9 de dezembro de 1717 — morreu perto de Trieste, 8 de junho de 1768) foi um historiador de arte e arqueólogo alemão. Winckelmann foi um helenista e o primeiro a estabelecer distinções entre arte grega, greco-romana e romana, o que seria decisivo para o surgimento e ascensão do neoclassicismo durante o século XVIII. Winckelmann foi também um dos fundadores da arqueologia científica moderna e foi o primeiro a aplicar de forma sistemática categorias de estilo à história da arte. É geralmente considerado o pai da história da arte.[1]

BiografiaEditar

Johann Joachim Winckelmann nasceu em Stendal, na Prússia, no seio de uma família pobre. O seu pai, Martin Winckelmann, era sapateiro e a mãe, Anna Maria Meyer, filha de um tecelão. Os primeiros anos de Winckelmann foram cheios de sofrimentos, mas a sua vontade de aprender levou-o a progredir na vida. Mais tarde, já em Roma, quando era um estudante famoso, escreveu: "Aqui (em Roma) somos estragados com mimos; mas Deus estava em dívida para comigo; na minha juventude sofri demais."[carece de fontes?]

Winckelmann nunca aprendeu a falar italiano corretamente. Vivia simplesmente, alimentando-se de pão e vinho, mas o seu ascetismo e a sua solidão eram potenciados pela sua homossexualidade.[carece de fontes?] Aos 45 anos de idade, em Roma, apaixonou-se pelo jovem nobre Friedrich von Berg, e escreveu Abhandlung von der Fähigkeit der Empfindung des Schönen (1763). Quando Berg viajou para Paris, Winckelmann, destroçado, escreveu: "O espírito da nossa amizade vai seguir-te longamente até Paris, e aí, na cidade da luxúria preguiçosa, vai abandonar-te, mas aqui a tua imagem permanecerá santa para mim."[carece de fontes?]

Em 1768, decidiu viajar para Norte, cruzando os Alpes, mas ficou tão deprimido com o Tirol que acabou por regressar a Itália. Contudo, o seu amigo, o escultor Bartolomeo Cavaceppi, conseguiu convencê-lo a ir até Munique e Viena, onde foi recebido com grandes honras por Maria Teresa de Áustria. No regresso foi assassinado em Trieste em 8 de Junho de 1768, na sua cama de hotel, por um companheiro de viagem, um homem chamado Francesco Arcangeli, que lhe roubou as medalhas oferecidas por Maria Teresa. Arcangeli pensou que se tratava de "un uomo di poco conto" ("um homem sem importância"). Foi sepultado no adro da Catedral de San Giusto, em Trieste. Domenico Rosetti e Cesare Pagnini documentaram a última semana da vida de Winckelmann, que foi traduzido para alemão com o título "Mordakte Winckelmann."[carece de fontes?]

História da Arte AntigaEditar

A obra-prima de Winckelmann, o Geschichte der Kunst des Alterthums ("História da Arte Antiga"), foi publicada em 1764 e foi rapidamente reconhecida como uma contribuição perene para a história da arte ocidental. Nesta obra, o autor descreve a história da arte Grega e os princípios em que acreditava que ela era baseada, apresentando uma imagem radiante do ambiente político, social e intelectual da época que, em sua opinião, favorecia a criatividade na Grécia Antiga. A ideia fundamental das suas teorias era que o objetivo da arte é a beleza e que o verdadeiro artista, ao selecionar da natureza o seu tema, modifica-o e combina-o com a sua imaginação criativa para criar o padrão ideal, caracterizado por uma "simplicidade nobre e grandeza serena" - um padrão ideal em que as proporções são mantidas, e as partes, tal como os músculos e as veias, não podem quebrar a harmonia do conjunto.[carece de fontes?]

Ver tambémEditar

Referências

BibliografiaEditar

  • Robinson, Walter (1995). «Introduction». Instant Art History (em inglês). [S.l.]: Random House Publishing Group. 240 páginas. ISBN 0-449-90698-1. The father of official art history was a German named Johann Joachim Winckelmann (1717-68). 

Ligações externasEditar