Yuliya Stepanova

atleta russa
Yuliya Stepanova
Rusanova no Campeonato Mundial de Atletismo em Pista Coberta de 2012
Atletismo
Modalidade 800 metros
Representante Rússia
Nascimento 3 de julho de 1986 (33 anos)
Rússia

Yuliya Igorevna Stepanova (Russo: Юлия Игоревна Степанова (Русанова); 3 de julho de 1986), nascida Rusanova, é uma corredora russa especializada em 800 metros.

CarreiraEditar

Em 26 de fevereiro de 2013, a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) anunciou que ela seria banida por dois anos por conta de anormalidades em seu passaporte biológico. Todos os seus resultados desde 3 de março de 2011 foram perdidos[1]. Em 2014, ela e seu marido Vitaliy Stepanov, um antigo empresário da Agência Russa Anti-Doping, apareceram em um documentário de Hajo Seppelt para a TV alemã Das Erste, acusando o sistema esportivo russo por uma grande quantidade de fraudes em doping. Os dois disseram que funcionários oficiais forneceram substâncias em troca de 5% em ganhos dos atletas e falsificaram testes junto a funcionários oficiais de controle de dopping[2]. Um porta-voz do presidente Vladimir Putin chamou Stepanova de "Judas" por isso.

Embora a IAAF tenha decidido não banir atletas russos antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, a IAAF afirmou que "três ou quatro" atletas russos poderiam ser autorizados a aparecer como competidores independentes[3]. Foi recomendado que Stepanova fosse autorizada a competir devido a sua "excepcional contribuição para a luta contra o doping"[4]. O ex-investigador-chefe da WADA's, Jack Robertson, elogiou Stepanova por fornecer informações sem pedir uma redução de sua sentença, o que ela teria direito como denunciante[5].

Em primeiro de julho de 2016, a IAAF aprovou o pedido de Stepanova para competir como atleta neutro[6]. Cinco dias depois, ela competiu no Campeonato Europeu, mas terminou em último lugar por ter rompido um ligamento do pé[7]. Em 24 de julho, o Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou a recomendação que permitia que Stepanova participasse dos Jogos Olímpicos de 2016, devido a sua infração de drogas em 2013, pela qual ela já tinha cumprido sentença[8]. Em outubro de 2016, o COI anunciou que tinha oferecido ajuda para Stepanova continuar sua carreira esportiva. Mais tarde, no mesmo ano, ela foi escolhida como uma das 100 mulheres da BBC[9]. Ela também recebeu o Anti-Doping Prize pela Germany's Doping-Opfer-Hilfe (Assistência a vítimas de doping)[10]

Referências

  1. «Marilyn Okoro set for belated bronze». The Independent. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  2. «Russian doping claims: 99% of athletes guilty, German TV alleges». BBC News. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  3. «Door opened for "gamechanger" Stepanova to compete independently at Rio 2016». Inside the Games. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  4. IAAF Taskforce: Interim report to IAAF Council, 17 de Junho de 2016
  5. «On Eve of Olympics, Top Investigator Details Secret Efforts to Undermine Russian Doping Probe». ProPublica. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  6. «Russian whistleblower cleared to compete as neutral athlete». Associeted Press. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  7. «Yuliya Stepanova makes her return but injury could end her Rio hopes». The Guardian. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  8. «Rio Olympics 2016: Russia not given blanket Games ban by IOC». BBC SPORT. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  9. «BBC 100 Women 2016: Who is on the list?». BBC News. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  10. «Whistleblower Stepanova awarded German Anti-Doping Prize». Made dor minds. Consultado em 8 de dezembro de 2016