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Constantino I
Imperador da Etiópia
Imperador da Etiópia
Reinado 1434 - 1468
Coroação 1436
Antecessor(a) Amda Iyasus
Sucessor(a) Baeda Maryam I
 
Consorte Eleni
Dinastia Salomão
Nome de nascimento ዘርአ:ያዕቆብ
Zara Yaqob
Nascimento 1399
  Telq, Fatajar
Morte 1468 (68-69 anos)
Pai Dawit I
Mãe Igzi Kebra
Religião Igreja Ortodoxa Etíope

Zar'a Ya`qob ou Zara Yacob (1399 - 1468) foi um imperador da Etiópia de 1434 até sua morte. Fez parte da dinastia Solomônica.[1]

Zara Yaqob foi coroado Imperador Constantino I em 1434, e reinou até 1468. Ele era membro da dinastia salomônica e foi coroado após a morte de Amda Iyasus, que morreu sem gerar descendentes, e a escolha mais viável para a sucessão imperial da Abissínia. Seu longo reinado foi espelhado através de Salomão, o rei bíblico de Judá e mítico fundador da dinastia.


Zara Yaqob era um governante extremamente religioso, embora por vezes tenha sido considerado um líder draconiano e com rígidas exigências. Durante os primeiros anos de sua vida, ele foi confinado na poderosa prisão da fortaleza de Amba Geshen, acusado de conspirar contra o seu irmão Tewodros. Yaqob era uma grande ameaça políticas para o Imperador e deveria ser eliminado da concorrência de seu irmão.

Predefinição:Reinado Durante seu reinado, várias reformas relacionadas ao culto cristão foram impostas, entre elas, a celebração mensal do Natal. Todos os trinta e três festivais para a Virgem Maria foram celebrados além dos dias de sábado. Dos imperadores da Etiópia, Zara Yaqob é dado como o mais fundamentalista. Em seu reinado, milhares de cidadãos foram condenados à morte por não seguirem completamente seus ortodoxos preceitos cristãos. Vários foram perseguidos por simples rumores ou vagos boatos de que estavam cultuando o demônio, assim como vários nativos que recusavam de se aderir à fé cristã. Muitos tiveram rígidas punições, envolvendo torturas e espancamentos, incluindo a sua esposa, Elena, que ousou criticar suas cruéis punições. Logo no começo de seu reinado, Zara Yaqob mostrava sinais de paranoia e do medo de estar sempre sendo perseguido por grupos conspiratórios. Ele começou a substituir oficiais do Estado por membros da sua família, incluindo mulheres, e formou uma aristocracia formada pelos salomônicos. Zara Yaqob era considerado louco por confiar suas parentes do sexo feminino para cargos públicos, visto que a sociedade da época predominava o culto masculino para os cargos mais importantes, enquanto as mulheres deveriam ter funções consideradas inferiores. Por mais psicótico que ele tenha sido, sua principal crítica em relação à nobreza estava relacionada à formação de uma sociedade semi-matriarcal controlada exclusivamente por mulheres. Além disso, Yaqob também foi responsável por mandar várias missões e ampliar o seu contato com o mundo exterior e trazer grandes artesãos indianos, famosos por suas obras impecáveis na região cobiçada pelos europeus. Mandou diplomatas para a Europa afim de deter a expansão do islamismo pelo Oriente Médio, cuja força era implacável após a #REDIRECIONAMENTO Queda de Constantinopla. Constantino teve grande influência na Abissínia e ficou famoso por suas leis draconianas e conservadoras, conseguindo proteger os interesses etíopes de forças externas. Alguns de seus manuscritos ainda estão disponíveis nos dias atuais, entre eles o Mashafa Berhan e Mashafa Milad. Constantino, foi responsável por dar fim aos conflitos com os coptas egípcios e restaurar a paz, a integridade e a soberania da Igreja Etíope após o Concelho de Mitmaq em 1450. O especialista Edward Ullendorff cita que “Zara Yaqob foi o maior governante da Etiópia desde os clássicos tempos axumitas, e nunca houve quaisquer comparáveis senão #REDIRECIONAMENTO Menelik II e #REDIRECIONAMENTO Haile Selassie”.

Referências

  1. Pankhurst, Richard (1967). The Ethiopian royal chronicles (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press 

[1]

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