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Álvaro de Brée
Nascimento 6 de agosto de 1903
Morte 1962 (59 anos)
Nacionalidade Portugal portuguesa
Área Escultura

Álvaro de Brée OSEComIH (6 de Agosto de 1903 — 1962) foi um escultor português. Pertence à segunda geração de artistas modernistas portugueses.[1]

Biografia / ObraEditar

 
Menina dos olhos tristes, 1941, bronze, altura 62 cm

Estudou no Liceu Pedro Nunes. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa durante menos de um ano e fixou-se em Paris entre 1927 e 1937, trabalhando com Bourdelle e Despiau. Expôs no Salon d'Automne e no Salon Tuileries, 1930. Expôs em diversas ocasiões na Sociedade Nacional de Belas Artes, nomeadamente em 1937, quando apresentou um busto do seu pai com características inovadoras que chamou a atenção da crítica; dois anos mais tarde realizou a estátua de Gonçalves Cabrilho, para S. Diego da Califórnia, inovadora também, com a ideia do padrão a que o navegador se apoia (uma réplica desta obra foi integrada na representação portuguesa da Feira Mundial de Nova Iorque de 1939-40). Participou na Exposição do Mundo Português, 1940.[1][2][3]

Para além da estátua de Gonçalves Cabrilho, tem uma considerável obra de estatuária que inclui monumentos a Diogo Gomes, c.1947; João de Santarém, 1949; Diogo Cão, 1949; Rainha Santa, 1950 (Coimbra); Rainha Santa, c. 1950 (Odivelas); D. Duarte, 1954 (Viseu); Condessa Mumadona, 1955 (Guimarães); Rainha Dona Leonor, 1958 (Beja); etc..[3]

Entre as suas participações em mostras coletivas podem destacar-se: Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I., 1940, 1941, 1942, 1945, 1947, 1949; I Bienal de S. Paulo, Brasil, 1951; I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, 1957; Exposição Internacional de Bruxelas, 1958; etc. Venceu os seguintes prémios: Prémio Mestre Manuel Pereira, 1940 (S.P.N.); 1º Prémio no Concurso da Medalha Comemorativa da Tomada de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1947; Medalha de Ouro pela sua Menina dos olhos tristes, Exposição Internacional de Bruxelas, 1958. Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 7 de Junho de 1958.[2][3][4][5]

Está representado em diversas coleções públicas e privadas, entre as quais: Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.

A 19 de Outubro de 1981, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique a título póstumo.[5]

Algumas obrasEditar

 
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Referências

  1. a b França, José AugustoA arte em Portugal no século XX [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 274.
  2. a b A.A.V.V. – I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1957
  3. a b c Brée, Álvaro – Exposição retrospetiva da obra do escultor Álvaro de Brée. Lisboa: Secretaria de Estado da Informação e Turismo, 1973
  4. A.A.V.V. – Exposição dos Artistas Premiados pelo SNI. Lisboa: Secretariado Nacional de Informação, 1949
  5. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Álvaro de Brée". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de fevereiro de 2016 
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