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Nomes comuns:  Cobra-de-duas-cabeças. Neglected Worm Lizard (Uétz, 2014).

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Amphisbaenidae

Gênero: Amphisbaena

Espécie: Neglecta

Morfologia: Pode chegar até 150 mm de comprimento total.

Reprodução: Ovípara

Distribuição geográfica: Há registro no Centro-Oeste do Brasil, principalmente  em duas localidades, no estado de Mato Grosso e no estado de Goiás. É endemica do Cerrado(Mello,2014).

População:Referente à abundância de espécies não há informações disponíveis. Devido a dificuldade de de ocorrência da espécie A. neglecta, não há como organizar dados consistentes relacionados ao tamanho, estrutura, tendências e distribuição da população. (Fonte: ICMBio).

Habitat e ecologia: Os anfisbenídeos pertencem aos répteis fossoriais, e essa condição consiste na principal particularidade deste grupo, sendo o que é responsável por conformar a sua morfologia, habitat e ecologia. Tendo em vista esses fatores, é considerado um dos grupos Squamata que não se possui muito conhecimento. A respeito da sua morfologia é possível descrever que consiste em um corpo cilíndrico, robusto, uniforme e desprovido de patas. Tendo sua cauda com força considerável e pequeno tamanho, seguindo o mesmo formato da cabeça (Cunha, 1961). O comprimento rostro-cloacal da Amphisbaena neglecta coletado foi de 150 mm. (Gans, 1962). São altamente sensíveis à perda de áreas, caracterizados pela relativamente baixa habilidade de dispersão,e alta fidelidade ao habitat ou micro-habitat. (Mello, 2014).

Ameaças e usos: Altamente ameaçada de extinção (Mello, 2014).As ações antrópicas como construção de usinas hidrelétricas e outras formas de perda de hábitat como atividades de extração madeireira, uso intensivo da mecanização na agricultura e expansão imobiliária, são fatores que aumentam os riscos de extinção da A. neglecta. (Fonte: ICMBio)

Ações de conservação: Evitar a fragmentação de habitats, principalmente os espinhaços, encontrados nas chapadas dos Guimarães e chapada dos Veadeiros, ampliar áreas de conservação de cerrado que não são de interesse da agricultura nas fronteiras entre Goiás, Mato Grosso do sul e Mato grosso, além de rovomer a interconxão entre os fragmentos através de corpos hídricos. A desflorestação deve ser reduzida imediatamente em todo o cerrado (Mello, 2014). Diferentemente da espécie A. sanctaeritae, a espécie A. neglecta não é contemplada por um plano específico de conservação, mas por estar presente em Área de Proteção Ambiental - APA da Chapada dos Guimarães, a conservação ocorre de modo indireto, ou seja, os projetos e ações implementados na APA podem estender uma proteção à espécies A. neglecta. Um aspecto negativo é que um plano de combate a incêndios realizado através da técnica de aceiro negro pode ser prejudicial à herpetofauna. (Fonte: ICMBio)

Referências:

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

GANS, C. Redefinition and description of the Brasilien reptiles Amphisbaena silvestrii Boulenger and A. neglecta Dunn and Piatt. Copeia, v.1962, p. 164-170. 1962.

MOTT, T. 2010. Amphisbaena neglecta. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2014. <www.iucnredlist.org>. Downloaded on 26 June 2019.

UÉTZ, P. Amphisbaena neglecta. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena&species= neglecta . Acesso em: 10/06/2019.

MELLO, Pietro Longo Hollanda de. Répteis Squamata endêmicos do cerrado: perdas de hábitat e conservação em cenários futuros. 2014. vii, 65 f., il. Dissertação (Mestrado em Ecologia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.