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António de Villas Boas e Sampayo (Fareja, 29 de Agosto de 1629Barcelos, 26 de Novembro de 1701) foi um poeta, genealogista e historiador português que se notabilizou pela sua obra Nobiliarchia Portugueza, um tratado sobre a nobreza hereditária e política de Portugal, considerado o melhor estudo nobiliárquico português. Inserido no humanismo tardio português, foi um autor erudito, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, e um cultor do rigor histórico na pesquisa genealógica.

BiografiaEditar

António de Vilas Boas e Sampaio foi filho de Diogo Vilas Boas Caminha, senhor do solar de Vilas Boas, no termo de Barcelos, o qual casara com D. Ana de Carvalho Sampaio na freguesia de Fareja, em 14 de Novembro de 1627.[1] Estudou preparatórios de humanidades no Porto, ingressando na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito.

Ingressou na magistratura e foi juiz de fora em Vila do Conde e Viseu, corregedor em Moncorvo e provedor em Coimbra. Terminou a sua carreira como juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto.

Para além da sua obra mais conhecida, o tratado genealógico Nobiliarchia Portugueza, publicou em 1678, sob o pseudónimo de João Martins, o Auto da Lavradora de Airó, um volume de poesia escrito para celebrar o monte de Airó, vizinho de uma sua quinta. A obra foi reimpressa em Coimbra, no ano de 1841, em conjunto com o poema Saudades do Tejo e de Lisboa. Também escreveu novelas em verso e prosa, em espanhol, num manuscrito a que chamou El Brazil de Cupido, ainda inédito.

Obras publicadasEditar

Entre outras obras, é autor das seguintes:

Notas

  1. Segundo o abade de Tagilde.