Argos Industrial

bem tombado a nível municipal no município de Jundiaí, São Paulo -


Argos Industrial S.A. foi uma das maiores tecelagens do Brasil. Maior empregadora de Jundiaí até a década de 1930, promoveu intenso movimento de urbanização no bairro da Vila Arens, atraindo moradores, comércio e outras indústrias do ramo.[1]

Argos
Razão social Argos Industrial S.A.
Empresa de capital fechado
Atividade Têxtil
Gênero Tecelagem
Fundação 1913
Fundador(es) Aleardo Borin, Luiz Trevisioli e Ernesto Diederichsen
Encerramento 1984
Sede Jundiaí

HistóriaEditar

Em 1913 foi fundada a Sociedade Industrial Jundiaiense, produtora de tecidos de algodão e lã pelos imigrantes italianos Aleardo Borin e Luiz Trevisioli, a empresa recebeu, logo após sua fundação, forte aporte de capital de Ernesto Diederichsen, ligado à Companhia Wille, uma das maiores empresas de comércio internacional de café. [1]

Foi um dos grandes marcos no desenvolvimento industrial do estado de São Paulo na primeira metade do Século XX e o símbolo do primeiro curso de industrialização e povoamento urbano da cidade de Jundiaí. Durante muitos anos a tecelagem foi o carro-chefe da produção, e mesmo com a modernização da confecção não deixou de se mostrar inovadora. A Argos produziu gabardines de primeira linha e o famoso verde-oliva para vestir o Exército.[2]

No início da década de 80, a empresa foi decaindo em função de crises internas e má administração e em junho de 1984 foi decretado sua falência.[3]

AtualmenteEditar

O Complexo Argos é tombado em nível municipal e em nível estadual, pelo CONDEPHAAT. Atualmente o Complexo Argos abriga a Secretaria de Educação, a Biblioteca Municipal Nelson Foot, a sede da TV TEC, o Centro de Línguas, o Instituto Federal, o Centro de Capacitação, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CMEJA) e o Centro de Referência ao Idoso.[4][5]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Junior, Carlos Camilo Mourão (2020). «Vila Arens: A formação de um bairro fabril em Jundiaí» (PDF). Consultado em 13 de maio de 2022 
  2. «Argos Industrial» (PDF). Consultado em 13 de maio de 2022 
  3. «Há 33 anos, falia a Argos, uma das maiores de Jundiaí». Novo Dia. 23 de junho de 2017. Consultado em 13 de maio de 2022 
  4. «Antiga Indústria Argos – Condephaat». Consultado em 13 de maio de 2022 
  5. Jundiaí, Do G1 Sorocaba e (2 de dezembro de 2016). «Conselho aprova tombamento do Complexo Argos em Jundiaí». Sorocaba e Jundiaí. Consultado em 13 de maio de 2022