Abrir menu principal
Lúcio Licínio Varrão Murena
Morte 23 a.C.
Nacionalidade
Vexilloid of the Roman Empire.svg
Império Romano
Ocupação General
Principais trabalhos
Religião Politeísmo romano

Aulo Terêncio Varrão Murena (em latim: Aulus Terentius Varro Murena; m. 24 a.C.) foi um general e político romano do século I a.C.. Filho de Aulo Terêncio Varrão, participou, em 25 a.C., duma expedição contra os salassos dos Alpes e subjugou-os. Seus territórios foram confiscados e foi fundada a cidade de Augusta Pretória Salassoro (Aosta). Foi nomeado cônsul de 23 a.C., mas morreu antes de assumir o ofício.

BiografiaEditar

Murena foi o filho natural de Aulo Terêncio Varrão,[1] e irmão adotivo de Lúcio Licínio Varrão Murena. Ele também esteve relacionado com o regime augustano,[2] pelo casamento de sua irmão, Terência, com Caio Cílnio Mecenas, conselheiro e amigo de Augusto (r. 27 a.C.14 d.C.) e patrono das artes,[3] enquanto seu meio-irmão, Caio Proculeu, foi um amigo íntimo de Augusto durante sua ascensão ao poder.[4]

Augusto enviou Murena para liderar uma expedição contra os salassos, uma tribo da região do Vale de Aosta, ao noroeste dos Alpes, em 25 a.C..[5] Os salassos tinha se mostrado um problema para os exércitos romanos usando o Grande São bernardo que, como a mais curta rota da Itália para o rio Reno Superior, tinha se tornado estrategicamente vital para os romanos desde a completa conquista de Júlio César da Gália em 51 a.C.. Os salassos foram totalmente derrotados e, de acordo com Estrabão, Murena matou 8 000 e deportou e vendeu 34 000 homens. De acordo com Dião Cássio, ele vendeu apenas homens em idade militar e apenas por um prazo de 20 anos.[6] Em 24 a.C., Murena estabeleceu uma colônia romana com 3 000 romanos no coração do país dos salassos, Augusta Pretória Salassoro (Aosta).[5][7]

Murena foi nomeado para ser cônsul, com Augusto, para o ano 23 a.C., mas morreu pouco antes de seu mandato começar.[8] Ele então foi substituído por Cneu Calpúrnio Pisão.[9] Logo após a morte de Murena, seu irmão adotivo, Lúcio Licínio Varrão Murena, foi acusado de conspirar com Fânio Cépio contra Augusto.[10]

Referências

  1. Smith 1873, cap. Murena.
  2. Wells 2004, p. 53.
  3. Lightman 2008, p. 312.
  4. Syme 1939, p. 358.
  5. a b Davies 2010, p. 257.
  6. Dião Cássio século III, 53.25.
  7. Estrabão 7 a.C., IV.6.7.
  8. Swan 1967, p. 240.
  9. Raaflaub 1993, p. 426.
  10. Ando 2000, p. 140.

BibliografiaEditar

  • Ando, Clifford (2000). Imperial ideology and provincial loyalty in the Roman Empire. [S.l.]: University of California Press 
  • Davies, Mark; Swain, Hilary; Davies, Mark Everson (2010). Aspects of Roman history, 82 BC-AD 14: a source-based approach. [S.l.]: Taylor & Francis e-Library 
  • Lightman, Marjorie; Lightman, Benjamin (2008). A to Z of ancient Greek and Roman women. [S.l.]: Infobase Publishing. ISBN 1438107943 
  • Raaflaub, Kurt A.; Toher, Mark (1993). Between republic and empire: interpretations of Augustus and his principate. [S.l.]: University of California Press 
  • Smith, William (1873). Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. [S.l.: s.n.] 
  • Swan, Michael (1967). «The Consular Fasti of 23 B.C. and the Conspiracy of Varro Murena». Harvard University Press. Harvard Studies in Classical Philology. 71 
  • Syme, Ronald (1939). The Roman Revolution. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-280320-4 
  • Wells, Colin Michael (2004). The Roman Empire. [S.l.]: Harvard University Press