Avós da Praça de Maio

A Associação Civil Avós da Praça de Maio (Abuelas de Plaza de Mayo) é uma organização de direitos humanos argentina que tem como finalidade localizar e restituir todas as crianças sequestradas ou desaparecidas pela ditadura militar argentina (1976–1983) às suas legítimas famílias, criar as condições para prevenir este crime contra a humanidade e obter o castigo correspondente para todos os responsáveis. É presidida por Estela de Carlotto e tem sua sede central em Buenos Aires. Até o dia 2 de abril de 2021, a associação tinha solucionado 130 casos de crianças desaparecidas durante a última ditadura militar argentina.[1]

Avós da Praça de Maio
Cartaz Abuelas de Plaza de Mayo, 1986.
Fundação 1977 (44 anos)
Sede Virrey Cevallos 592 PB
Ciudad de Buenos Aires
 Argentina
Presidenta Estela de Carlotto
Fundadores Mirta Acuña de Baravalle

Beatriz H. C. Aicardi de Neuhaus María Eugenia Casinelli de García Irureta Goyena Eva Márquez de Castillo Barrios María Isabel Chorobik de Mariani Delia Giovanola de Califano Clara Jurado Leontina Puebla de Pérez Raquel Radio de Marizcurrena Vilma Delinda Sesarego de Gutiérrez Haydee Vallino de Lemos Alicia Zubasnabar de De la Cuadra

Sítio oficial www.abuelas.org.ar

No dia 24 de março de 1976 foi instaurada na Argentina uma ditadura civil-militar autodenominada Processo de Reorganização Nacional (1976-1983). Enquanto terrorismo de Estado, o governo utilizou como tecnologia de repressão o sequestro e a detenção de seus opositores em centros clandestinos de detenção onde praticaram tortura, assassinato e desaparecimento de corpos.

Lenço branco pintado no caminho das rondas da Praça de Maio, símbolo das Mães e Avós da Praça de Maio.

Nesse contexto, coordenou um sistema de prisão de mulheres grávidas, partos clandestinos, falsificação de identidades e simulação de adoções, com o qual fez desaparecer também os filhos e filhas da oposição. Estima-se que 500 crianças tenham sido apropriadas durante a ditadura, muitas delas sendo criadas pelos próprios algozes de seus pais.[2][3]

Em 10 de dezembro de 2003, Estela de Carlotto recebeu o Prêmio de Direitos do Homem da ONU, e em 12 de maio de 2008 a Associação foi nominada ao Prêmio Nobel da Paz.

Em agosto de 2014, Estela de Carlotto anunciou à imprensa ter encontrado seu neto, filho de sua filha Laura. Laura Carlotto foi presa em 26 de novembro de 1977 a Buenos Aires enquanto estava grávida de dois meses e meio, antes de ser assassinada por seus captores.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Abuelas de Plaza de Mayo (2021). «Casos Resueltos». Abuelas de Plaza de Mayo. Consultado em 2 de abril de 2021 
  2. La historia de Abuelas : 30 años de búsqueda. Asociación de Abuelas de Plaza de Mayo. [Buenos Aires]: Abuelas de Plaza de Mayo. 2007]. OCLC 212406843 
  3. Abuelas de Plaza de Mayo. «História das avós». Consultado em 2 de abril de 2021 
 
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