Teodoro IV de Antioquia

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Teodoro Bálsamo (em grego: Θεόδωρος Βαλσαμῶν; transl.: Teódoros Balsamos) foi um acadêmico da Igreja Ortodoxa e o patriarca grego ortodoxo de Antioquia entre 1185 e 1199, ainda no período do exílio em Constantinopla por causa do Principado de Antioquia, de rito latino, que dominava a cidade na época[1].

BiografiaEditar

Nascido na segunda metade do século XII em Constantinopla, Teodoro viria a morrer ali após 1195. Ele foi ordenado um diácono e nomeado como nomofílax (em grego: ομοφύλαξ , "Guardião das leis"), um título criado para o chefe da escola de Direito de Constantinopla na metade do século XI, e, de 1178 até 1183, sob o patriarca Teodósio I, ele tomou conta de todos os julgamentos eclesiásticos e outros casos submetidos ao Patriarcado. Em 1193, ele se tornou o patriarca de Antioquia.

ObrasEditar

A melhor obra de Bálsamo é a sua "Escólios" (ca. 1170), um comentário sobre o Nomocano de Fócio, a obra padrão sobre as leis e decretos da Igreja Ortodoxa e do Império Bizantino. Em sua "Escólios", Bálsamo insiste nas leis existentes e se baseia na relação entre os cânones (do Direito Canônico) e as leis, as constituições eclesiástica e civil, dando precedência à primeira. Ele também compilou uma coleção de constituições eclesiásticas (Sintagma) e escreveu outras obras, muitas das quais sobre o debate corrente entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa após o Grande Cisma do Oriente em 1054 Duas de suas cartas foram publicadas: uma sobre o jejum e a outra, sobre a admissão de noviços nos mosteiros.

O legado de Teodoro é o de ter preservado o conhecimento de então sobre muitas fontes documentais desconhecidas do início da história política e teológica de Bizâncio. Seus comentários ainda são citados até hoje por estudantes do Direito Canônico da Igreja Ortodoxa e são publicados na coleção oficial conhecida como Pedalion (em grego: Πεδαλιον , "Timão", assim chamado por sua pretensão de ser um guia para "dirigir" a Igreja.

PublicaçãoEditar

A "Escólias" de Bálsamo foi publicada pela primeira vez em latim por Gentian Hervet em Paris (1561) e em Basileia (1562); em grego e em latim em Paris (1615) e novamente em Basileia (1620). Ela também pode ser encontrada na Pandecta Canonum de William Beveridge (Oxford, 1672), que foi republicada por Migne em sua Patrologia Graeca (CXXXVII - CXXXVIII). Entre 1852 e 1860, Rhalli e Potli publicaram em Atenas uma coleção de fontes da lei canônica grega que contém o comentário de Bálsamo.

Ver tambémEditar

Precedido por
Cristóvão II
Patriarca grego ortodoxo de Antioquia
11851199
Sucedido por
Joaquim

Referências

  1.   "Theodore Balsamon" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.