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Adriano Gonçalves, mais conhecido por Bana (Nossa Senhora da Luz, Mindelo, Cabo Verde, 5 de março de 1932Loures, 13 de julho de 2013), foi um intérprete, cantor e baladeiro Cabo Verdiano.[1]

Bana
Informação geral
Nome completo Adriano Gonçalves
Também conhecido(a) como Bana
Nascimento <11 de março de 1932
Local de nascimento Nossa Senhora da Luz, Mindelo
Cabo Verde Cabo Verde
Origem Nossa Senhora da Luz, Mindelo
País Cabo Verde Cabo Verde
Local de morte Hospital de Loures,  Portugal
Gênero(s) Morna e Coladeira
Ocupação(ões) cantor
Instrumento(s) Voz
Período em atividade 1949 - 2013
Outras ocupações Empresário
Gravadora(s) Discos Monte Cara, e outras
Página oficial [1]

Índice

BiografiaEditar

Nasceu no dia 5, mas só foi registado a 11 de Março. Começou a sua carreira quando Cabo Verde era um território português, enquanto trabalhava como guarda-costas e moço de recados do compositor e intérprete B. Leza.[2][3]

Juntando-se ao coro dos diferentes cantores que contavam e cantavam as mornas, os amadores dos violões, das violas e dos cavaquinhos apercebem-se rapidamente da voz invulgar, "admitindo-o" entre os grandes de então. Um deles ficou particularmente encantado com a voz de Bana: nem mais nem menos do que o célebre compositor e poeta B. Leza, que o apresentou, em 1959, numa digressão que a Tuna Académica de Coimbra efectuou por São Vicente. Entre os responsáveis pela Tuna figuravam o escritor, romancista e jornalista Fernando Assis Pacheco e o poeta e político Manuel Alegre, que tentaram trazê-lo a Portugal para actuar.

No entanto, seria em Dacar (Senegal) que Bana gravaria o seu primeiro disco e daria os seus primeiros espectáculos. De Dacar, segue para Paris, onde permanece até 1968 e grava mais dois LP, e para a Holanda, publicando mais dois "long-play" e seis EP, muito em voga na altura.

É no ano seguinte, 1969, que surge o convite para se deslocar a Portugal. Foi na inauguração do Restaurante "Monte Cara", em Lisboa, na companhia de dois dos seus amigos, Luís Morais e Morgadinho, com quem formara, em 1966, o conjunto Voz de Cabo Verde, ainda com Toy da Bibia.

Ao longo de uma carreira de mais de 60 anos, Bana publicou mais de meia centena de LP e EP, em grupo ou a solo, e participou em quatro filmes - dois franceses, um alemão e um luso/cabo-verdiano.

"Embaixador" da música cabo-verdiana, por ser pioneiro em levá-la aos quatro cantos da Europa e África, Bana foi reconhecido com várias condecorações e homenagens, quer em Cabo Verde quer no estrangeiro.

DiscografiaEditar

AlbunsEditar

Fontes:.[4][5]

  • Nha Terra (1965)
  • Pensamento e Segredo (1965)
  • L. Morais (1967)
  • A Paris or Bana á Paris (1968)
  • Recordano (Recording) (1969)
  • Rotcha-Nu (1970)
  • So Coladeras! (1971)
  • Coladeras (1972)
  • Contratempo (1974)
  • Cidália (1976)
  • Miss Unidos (1977)
  • O encanto de Cabo Verde (1982)
  • Dor di nha dor (1984)
  • Gira sol (1998)
  • Acaba comingo
  • Ao vivo no Coliseu
  • Bana - a voz de ouro - mornas
  • Bana canta a magia Cap-Vert
  • Bana e sua orquestra
  • Camin de Maderalzim
  • Canto de amores
  • Fado
  • Ganha gasta
  • Gardenia
  • Livro infinite
  • Mandamentos/Sodad II
  • María Barba e Tunga Tunghinha
  • Avenida Marginal
  • As melhores mornas de sempre
  • Merecimento de mãe
  • Morabeza
  • Mornas inesquecíveis
  • Mornas e coladeiras
  • Mostero nha tentação
  • Perseguida
  • Pilon iletrico
  • Rotcha-Nu
  • Solidão
  • Teresa
  • La Zandunga

CantosEditar

  • Badiu di fora
  • Cabinda a Cunene (1998)
  • Canta cu alma sem ser magoado, de Pedro Rodrigues
  • De bes

Referências

BibliografiaEditar

  • Ochoa, Raquel, Bana, Uma vida a cantar Cabo Verde, Editora Planeta Vivo, 2008.
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