Banho-maria

Banho-maria é um método científico utilizado tanto em laboratórios químicos e na indústria (culinária, farmacêutica, cosmética, conservas, etc.) para aquecer lenta e uniformemente qualquer substância líquida ou sólida num recipiente, submergindo-o outro, onde existe água a ferver ou quase. O processo recebe o nome em honra à famosa alquimista, Maria, a Judia, a quem atribui-se a invenção do processo. As substâncias nunca são submetidas a uma temperatura superior a 100 °C, no caso de utilização de água, pois a temperatura de ebulição[2] em condições normais de temperatura e pressão é de mais ou menos 100 °C.[3] Temperaturas elevadas podem ser atingidas usando óleos vegetais, como, por exemplo, o de baixo custo e facilmente disponível óleo de soja.[3]

Chocolate[1] sendo derretido em banho-maria.

Outros usosEditar

Este procedimento é utilizado no laboratório em provas sorológicas, outros procedimentos que necessitem de incubação, aglutinação, inativação, em farmácia e também na indústria. O uso mais comum do meio que aquece o material é a água, mas pode também ser utilizado azeite.[4] Utilizado em laboratórios para aquecer substâncias líquidas e sólidas que não podem ser expostas diretamente no fogo e que precisam de ser aquecidas lenta e uniformemente.

A técnica também é utilizada em bares e padarias para reaquecer leite ou café, evitando que eles fiquem com um "gosto ruim". Depois de preparado, o café, por exemplo, consiste numa solução aquosa de muitas substâncias. Assim, por causa do efeito ebulioscópico, essa solução somente ferve a uma temperatura superior ao ponto de ebulição da água pura (aproximadamente 100 ºC). Desse modo, sendo aquecido em banho-maria, o café nunca irá ferver, conservando um pouco melhor seu aroma e sabor.[5]


Notas e referências

  1. Silva, Marluci Palazzolli da. «Desenvolvimento e caracterização de chocolate meio amargo contendo micro-organismos probióticos na forma livre e encapsulada». Consultado em 29 de março de 2021 
  2. Sbicego, Marco (3 de outubro de 2011). «Dall'altra parte di Wikipedia: migliorare la produzione di testo in italiano L2 attraverso l'edizione di voci dell'enciclopedia libera online». Texto Livre: Linguagem e Tecnologia (2): 82–88. ISSN 1983-3652. doi:10.17851/1983-3652.4.2.82-88. Consultado em 29 de março de 2021 
  3. a b OPS. Manual de mantenimento para equipo de laboratório. Washington, D. C. 2005. ISBN 92 75 32590-1
  4. Sbicego, Marco (3 de outubro de 2011). «Dall'altra parte di Wikipedia: migliorare la produzione di testo in italiano L2 attraverso l'edizione di voci dell'enciclopedia libera online». Texto Livre: Linguagem e Tecnologia (2): 82–88. ISSN 1983-3652. doi:10.17851/1983-3652.4.2.82-88. Consultado em 29 de março de 2021 
  5. Feltre, Ricardo. Química. 6. ed. v.2. Físico-química. São Paulo: Moderna, p. 70-71, 2004.

Ver tambémEditar

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