Batalha da Colina da Munição

Batalha da Colina da Munição
Guerra dos seis dias
Data 6 de junho de 1967
Local 31° 47′ 58″ N, 35° 13′ 41″ L
Colina da Munição, encosta oeste do Monte Scopus
Desfecho Vitória decisiva de Israel
Beligerantes
Israel Jordânia
Comandantes
Mordechai "Motta" Gur
Shlomo Yossi Yafe
Uzi Narkis
Rei Hussein
Zaid ibn Shaker
Forças
Companhia reforçada Aproximadamente 150 soldados
Baixas
36 mortos 71 mortos

Colina da Munição(em hebraico: גבעת התחמושת, Giv em HaTahmoshet) era um entreposto militar fortificado da Jordânia na parte norte da Jerusalém Oriental (ocupada pela Jordânia) e na encosta ocidental do Monte Scopus. Foi o local de uma das batalhas mais sangrentas da Guerra dos Seis Dias.[1] Colina da Munição hoje é um memorial nacional.[2]

Contexto históricoEditar

AColina da Munição era localizada a oeste de uma academia de polícia, com uma trincheira fortificada conectando-os. O local foi construído pelos ingleses durante o Mandato Britânico, nos década de 1930, para armazenar a munição da academia de polícia. A Legião Árabe Jordaniana conquistou a Colina durante o Árabe–Israelense de 1948 Guerra,[3] cortando a ligação entre o Monte Scopus e Jerusalém Ocidental. Na sequência do acordo de Armistício de 1949, Israel manteve um enclave em partes do Monte Scopus[4] em territórios controlados pela Jordânia, com os Jordanianos, bloqueando o acesso ao Hosptial Hadassah e ao campus da Universidade hebraica de Jerusalém.[4]

O entreposto consistia de dezenas de bunkers construídos ao longo dos três sistemas principais de trincheira ao redor da colina, com posições de artilharia e meltralhadoras fortificadas cobrindo cada trincheira. Os alojamentos para os defensores (Jordânia) da colina, estavam em um grande bunker subterrâneo. Durante a Guerra dos Seis Dias, o entreposto foi defendido por uma companhia reforçada Jordaniana, contando com 150 soldados do Regimento El-Hussein (número 2).[3]

BatalhaEditar

 
Bunkers e trincheiras na Colina da Munição.

A decisão foi tomada pelo Comando Israelense de Jerusalém, sob o General Uzi Narkis, o qual abriu mão de um ataque aéreo sobre a colina, devido a sua proximidade com áreas civis. Em seu lugar, uma barragem de artilharia foi focada no entreposto policial, seguida por um ataque terrestre usando uma companhia de para-quedistas.

O tamanho das forças de ataque Israelense foi baseada em informação incorreta provida pela inteligência, que detalhou comoa colina sendo defendida por um único pelotão. Quando o assalto no solo começou, foi descoberto que a academia de polícia estava vazia,pois as tropas Jordanianas haviam se refugiado da barragem no sistema de bunker na colina, aumentando assim a força de defesa para um tamanho igual à força de assalto, em vez de 1/3 do seu tamanho, como havia sido antecipado pelo Comando Central Israelense.[1]

Os combates na academia de polícia e Colina da Munição começaram em 6 de junho de 1967, às 2:30 da manhã. A tarefa de capturar o morro foi dado para a 3ª companhia do 66ª Batalhão, das forças de reserva da brigada de para-quedistas (55ª Brigada), e durante a batalha, uma força de 2ª a companhia aderiu à luta. A batalha terminou em 6:30 da manhã, apesar disso as tropas Israelenses permaneceram nas trincheiras devido ao fogo dos franco-atiradores vindos de Givat HaMivtar, até que a Brigada Harel invadiu a tarde o posto avançado.[3] Trinta e seis soldados Israelenses e 71 Jordanianos foram mortos no combate.[1]

Dez dos soldados que lutaram na batalha foram laureados com citações do Chefe de estado maior Israelense. O comandante da Brigada de pára-quedistas foi Mordechai Gur. O comandante da 66ª Batalhão foi Yossi Yafe.

 
Mapa de batalha.

MemorialEditar

 
Entrada para o museu da Colina da Munição.

Em 1975, um memorial e museu foram inaugurados na colina, preservando parte entreposto antigo, e abrindo um museu no bunker. Além de terem sido plantadas 182 oliveiras homenagiando os 182 soldados Israelenses que morreram durante a Guerra dos Seis Dias.[3] Em 1987, o sitio foi declarado memorial nacional.[5] A principal cerimônia durante Yom Yerushalayim (Jerusalém Dia) na colina da munição.[6]

Um número estimado de 200.000 visitantes visitam as instalações a cada ano, incluindo os 80.000 soldados.[7] A Colina da Munição é também o principal centro de introdução para os pára-quedistas das FDI.[6][8]

ReferênciasEditar

  1. a b c Fendel, Hillel (16 de maio de 2007). «Jerusalem Day: Remembering the Critical Ammunition Hill Battle». Israel National News. Consultado em 26 de março de 2012 
  2. The Mysteries of Jerusalem, Ammunition Hill Museum, 2007, Jerusalem, p.120-121
  3. a b c d «Memories From Ammunition Hill». UJA Federation of Greater Toronto. 16 de maio de 2004. Consultado em 26 de março de 2012 
  4. a b Israeli, Raphael (2002). Jerusalem Divided: The armistice regime, 1947-1967. [S.l.]: Routledge. p. 69. ISBN 0714652660 
  5. «Ammunition Hill – National Memorial Site». ERETZ Magazine. 2010. Consultado em 26 de março de 2012 
  6. a b «About Ammunication Hill». Jewish National Fund. Consultado em 26 de março de 2012 
  7. Lidman, Melanie (20 de fevereiro de 2012). «Ammunition Hill closed, Six Day War vets protest». The Jerusalem Post. Consultado em 26 de março de 2012 
  8. «Ammunition Hill». gojerusalem.com. Consultado em 26 de março de 2012 


Ligações externasEditar