Batalha de Nixapur

A batalha de Nixapur foi travada em 652[1] entre as forças rebeldes da Casa de Carano e o general árabe Abdulá ibne Aamir com seu aliado Canara da família Canaranguiã. Após uma série de saques nas proximidades da cidade, os rebeldes solicitaram a paz e, ao entrar na cidade, o exército árabe saqueou-a. Na rescaldo, Nixapur retornou para os domínio de Canara.

Batalha de Nixapur
Conquista islâmica da Pérsia
Data 652
Local Nixapur, Irã
Desfecho Vitória árabe
Beligerantes
No flag.svg Casa de Carano Califado Ortodoxo Califado Ortodoxo
No flag.svg Família Canaranguiã
Comandantes
No flag.svg Burzim Xá
No flag.svg Sauar Carano
Califado Ortodoxo Abdulá ibne Aamir
No flag.svg Canara
Forças
Desconhecida Desconhecida
Baixas
Pesada Pesada
Nixapur está localizado em: Irã
Nixapur
Localização de Nixapur no que é hoje o Irã

AntecedentesEditar

Em 651, Isdigerdes III (r. 632–651) foi assassinado por Mahoe Suri, o marzobã de Merve. Em seguida, o Tabaristão foi invadido pelas tropas árabes muçulmanas e Farruquezade, governante local e ex-ministro de Isdigerdes, consegue repeli-los com ajuda de Gil Gavbara e fazer trato com eles. Os árabes sob Abdulá ibne Aamir então invadem o Coração, e fazem um trato com o canaranges de Tus, Canara. No acordo, decidiu-se que ele manteria seus domínios em troca de pagar tributo aos árabes.[2]

Nesse meio tempo, de modo a fortalecer a enfraquecida família carenida, e reclamar os territórios carenidas perdidos, Burzim Xá, junto com outro carenida chamado Sauar Carano, fez resistência aos árabes em Nixapur e tentou reclamar o território da família Canaranguiã. Com a promessa de readquirir os domínios de sua família, Canara concordou em ajudar Abdulá em capturar Nixapur dos rebeldes.[3]

BatalhaEditar

Ambos começaram a pilhar as áreas próximas de Nixapur, e lutaram pesadamente para capturar a cidade. Sauar então tentou fazer a paz com Abdulá, dizendo-lhe que abriria os portões caso fosse perdoado.[3] O general concordou, porém quando os portões foram abertos, ele entrou com seu exército, e começou a pilhar a cidade, matando muitos cidadãos. A pilhagem continuou até Canara pedir para que parasse: "Ó emir, uma vez que foi vitorioso e triunfante, perdão é uma virtude superior que vingança e retribuição". Abdulá então fez o que o último disse e restaurou a cidade para os domínios de Canara.[4]

Referências

  1. Pourshariati 2008, p. 469.
  2. Pourshariati 2008, p. 274.
  3. a b Pourshariati 2008, p. 273.
  4. Pourshariati 2008, p. 272, 275–276.

BibliografiaEditar

  • Pourshariati, Parvaneh (2008). Decline and Fall of the Sasanian Empire: The Sasanian-Parthian Confederacy and the Arab Conquest of Iran. Nova Iorque: IB Tauris & Co Ltd. ISBN 978-1-84511-645-3