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Benedito Bentes

bairro do Maceió
Localização do bairro Benedito Bentes em Maceió

Benedito Bentes é um bairro de Maceió, a capital do estado brasileiro de Alagoas.

Parte do bairro foi construído em 1986, na época apenas um conjunto habitacional de outro,Tabuleiro dos Martins. Atualmente, constitui-se de vários outros conjuntos e loteamentos. O Benedito Bentes é o maior bairro em área, com 24,6 km² e com o perímetro urbano de 26.731,15 metros.

É também o mais populoso, com quase 200 mil habitantes[1]. Esse rápido crescimento levou duas propostas de emancipação política do bairro, por meio de projetos de lei a Câmara Municipal de Maceió, sendo a última em 2007.[2]

É formado por 82 logradouros com diversas avenidas, além do conjunto que pertenceu ao Tabuleiro dos Martins (Benedito Bentes I) e o homônimo posterior (Benedito Bentes II).

EtimologiaEditar

O bairro é homenagem a Benedito Geraldo do Vale Bentes, nascido no dia 29 de abril de 1918 em Manaus, capital do Amazonas. Ainda criança, acompanhou a família quando seu pai, o engenheiro agrônomo Manoel Gentil do Valle Bentes, deixou Manaus em 1929 e foi trabalhar na Estação Experimental de Ilhéus.

A Estação era considerada como o primeiro centro de pesquisa de cacau do mundo, instalado no distrito de Água Preta, atual município de Uruçuca, na Bahia. Manoel Gentil ficou por lá até 3 de março de 1933, quando a Estação foi estadualizada. Nesta data era o Chefe de Culturas.

Em 1934, nova transferência leva o agrônomo, acompanhado de sua família, a estabelecer residência em Satuba, Alagoas. Tinha sido contratado como professor do Aprendizado Agrícola Floriano Peixoto, atendendo ao convite do agrônomo e diretor da instituição José Tupinambá do Monte, o Dr. Tupi.

Em março de 1939, ainda em Satuba, se submeteu a concurso para ser efetivado como agrônomo do Ministério da Agricultura, fato que ocorreu em junho daquele mesmo ano. Até então era interino.

Benedito Bentes era bacharel pela Faculdade de Direito de Alagoas.

Vieram para Alagoas com Manoel Gentil: sua esposa, Alcina Andrade do Valle Bentes, e duas filhas, Ana Bentes Ferreira Pinto e Terezinha de Jesus Bentes Normande. Benedito Bentes e José Anchieta ainda permaneceram estudando em regime de internato no Colégio Antônio Vieira, em Alagoinhas na Bahia.

Somente quando concluiu o ensino médio que Bentes se juntou à família, pois morava em Maceió para facilitar o estudo de suas irmãs no Colégio São José. Por ter sido aprovado no curso preparatório ainda na Bahia, foi matriculado imediatamente na Faculdade de Direito de Alagoas.

Casou-se com Vega Lima Bentes, filha de Heráclito Lima, proprietário de sítios de coqueiros de Alagoas, com quem teve cinco filhos: Luciano, Marden, Humberto, Eduardo e Geraldo. Seu irmão, José Anchieta do Valle Bentes, entrou para a Academia Militar, chegando a coronel do Exército brasileiro.

Benedito Bentes, mesmo sendo bacharel em Direito e aprovado em concurso para o Ministério do Trabalho, área do serviço público que destacou Muniz Falcão para a política, optou pelo comércio, setor que o projetou na sociedade alagoana.

Benedito Bentes, próximo de Dom Helder Câmara e dos diretores da Mercedes-Benz do Brasil, inaugurou a Imperial Diesel (atual Imbiribeira Diesel) em Recife.

Seu primeiro grande investimento foi em sociedade com Flávio Luz. A firma Bentes-Luz representava os veículos Ford em Alagoas. Revendeu ainda veículos da Mercedes e equipamentos de computadores da Burroughs Corporation.

Em pouco tempo, era um dos principais líderes do comércio local, o que o levou à presidência da Federação do Comércio e do SESC/SENAC em Alagoas. Por muitos anos, também participou na direção da Confederação Nacional do Comércio.

Em agosto de 1964, Benedito Bentes se associa a Pedro Silveira Coutinho e a Euler Moura Matos, constituindo a Imperial Diesel em Recife. A firma ficava na Rua Imperial, 1638, e era concessionária da Toyota e da Mercedes Benz. A inauguração ocorreu no dia 21 de fevereiro de 1965 com a benção de D. Helder Câmara.

Para vencer o desafio de levar energia elétrica todas as sede dos municípios do Estado foi elaborado o Plano de Eletrificação de Alagoas, que recebeu a contribuição de Napoleão Barbosa, Beroaldo Maia Gomes, Oswaldo Braga, Lenine Motta, Adalberto Câmara e Maurício Gondim.

Esse Plano, que foi executado durante os governos de Luiz Cavalcante, Lamenha Filho e na interventoria do gen. Tubino, levou Alagoas a ser o primeiro estado brasileiro a ter energia definitiva nas sedes municipais pelo sistema hidroelétrico e o pioneiro em eletrificação rural em todo o Nordeste. Em 1961, no início do PEA, Alagoas tinha somente sete cidades que recebiam energia elétrica de Paulo Afonso.

Uma das primeiras medidas adotadas por Bentes na direção da empresa teve repercussão nacional. Ele anunciou que a Ceal somente utilizaria material produzido pela indústria brasileira, como noticiou o Diário de Pernambuco de 17 de agosto de 1963.

No final do governo de Luiz Cavalcanti, em 1966, 37 cidades já estava recebendo energia elétrica e, em maio do ano seguinte, Benedito Bentes anunciou que a Ceal iria reduzir o preço das tarifas de energia elétrica. A medida fazia parte do esforço desenvolvimentista do governador Lamenha Filho, que pretendia atrair novas indústrias para o Estado.

Foi Porto de Pedras, no dia 13 de abril de 1969, a última sede de município alagoano a receber energia de origem hidroelétrica. O serviço foi inaugurado pelo então ministro do Interior Costa Cavalcanti e pelo governador Lamenha Filho. O ato contou ainda com a presença do superintendente da Sudene, gen. Tácito de Oliveira; do presidente da Chesf, senador Apolônio Sales; do senador Teotônio Vilela; do prefeito de Porto de Pedras, José Aluísio da Cunha; e do presidente da CEAL, Benedito Bentes.[3]

Estrutura e limites do bairroEditar

Benedito Bentes limita-se ao norte com a cidade de Rio Largo, ao sul com Serraria e Jacarecica, ao Leste com Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce, a Oeste com Antares e Cidade Universitária. A lei municipal 4.952 de 6 de janeiro de 2000 determinou o limite oficial com a descrição do perímetro urbano tendo início na Avenida Cachoeira do Meirim até a Estrada Duas Bocas (após o conjunto Mocambo). Toda a extensão junto com o bairro de Antares fazem parte da região administrativa 6.

É formado pelos conjuntos Aprígio Vilela, Parque dos Caetés & Morada do Planalto (considerado, porém fazem parte da Jacarecica) Benício Mendes, Celly Loureiro, Frei Damião, Jardim Paraíso, João Sampaio II, Luiz Pedro III, Moacir Andrade, Selma Bandeira, Paulo Bandeira, Mocambo, Jorge Quintella, Cidade Sorriso I e II .Os loteamentos Alvorada, Bela Vista, Nascente do Sol, Carminha, 1º de Junho, Geraldo Bulhões, Parque das Américas, as posições geográficas da Avenida Guaxuma, da Rua Freitas Neto, os condomínios residenciais e as diversas grotas como da Alegria, Igaci e Caveira formam o "Complexo Habitacional do Benedito Bentes".

CriminalidadeEditar

Em 2015, segundo a Secretaria Estadual de Prevenção a Violência de Alagoas (Senprev-AL), o Benedito Bentes é o bairro "Mais violento de Maceió".[4]

Referências

  1. http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=321762
  2. http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=321762
  3. Ticianeli (14 de junho de 2017). «Benedito Bentes, o comerciante que eletrificou Alagoas». História de Alagoas. Consultado em 29 de outubro de 2019 
  4. AL, Roberta CólenDo G1 (12 de julho de 2016). «Bairro do Benedito Bentes é o mais violento de Maceió, diz secretaria». Alagoas. Consultado em 24 de dezembro de 2018 

1.Fonte site https://applocal.com.br/populacao/bairro/benedito-bentes/maceio/al

2.Fonte site http://populacao.net.br/populacao-benedito-bentes_maceio_al.html

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