Caio Pôncio Herénio

(Redirecionado de Caio Pôncio)

Caio Pôncio Herénio (português europeu) ou Caio Pôncio Herênio (português brasileiro) (em latim: Gaius Pontius Herennius, às vezes escrito como Gavius Pontius ou simplesmente Pontius) foi um comandante samnita do clã Varriani (Varriano) durante a Segunda Guerra Samnita contra a República Romana. Foi conhecido sobretudo por derrotar as legiões romanas na batalha das Forcas Caudinas em 321 a.C. e humilhá-las ao fazê-las passar por debaixo da canga (jugo).

HistóriaEditar

Filho de Herênio Pôncio, Caio Pôncio era um dos meddix tuticus, um cargo samnita similar ao de magistrado ou cônsul romano, embora com menor poder efetivo, pois a sociedade samnita não era tão nuclearizada como a romana, pelo qual o poder central era bastante débil. Durante a Segunda Guerra Samnita dispôs de um exército de 8 000 infantes e 900 ginetes, que empregava o manípulo como unidade básica, e que foi posteriormente adotado pelos romanos. Com este exército, Pôncio obteve uma série de vitórias iniciais, como a tomada das cidades de Canúsio e de Gnaita, e a vitória sobre um exército romano que penetrara no Sâmnio, composto por 11 000 infantes e 1 200 cavaleiros e sob as ordens do ditador Lúcio Cornélio Léntulo. Porém, os samnitas não souberam aproveitar estas vitórias, e os romanos continuaram pressionando os seus inimigos dentro do próprio território samnita.

Em 321 a.C., os romanos encontravam-se percorrendo o Sâmnio, e Pôncio, que permanecia acampado em Cáudio, descobriu que o exército romano ficava perto da cidade de Caiácia. Ideou então um plano para enganar os romanos, e enviou dez soldados disfarçados de pastores ao acampamento romano, para que propagassem o engano de que o exército samnita estava assediando a cidade de Lucéria, na Apúlia. Os romanos caíram na armadilha, e quando se dirigiam a socorrer Lucéria, o seu exército foi cercado e obrigado a render-se na batalha das Forcas Caudinas; contudo, Pôncio não conseguiu conquistar a seguir Lucéria, defendida por Lúcio Papírio Cursor. Anos mais tarde, conseguiria uma nova vitória sobre os romanos na batalha de Láutulas, travada em 315 a.C., embora pouco útil após a posterior derrota samnita em Tarracina.

Caio Pôncio seria finalmente capturado por Fábio Máximo Ruliano e executado em 292 a.C., embora uma data tão posterior ao episódio das Forcas Caudinas induzisse a pensar que provavelmente se tratasse do seu filho.

NotasEditar

  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em castelhano, cujo título é «Cayo Poncio».

BibliografiaEditar

  • Roldán, José Manuel (1987). Historia de Roma (em espanhol). Tomo I : La República Romana. Madrid: Ediciones Cátedra. ISBN 84-376-0307-2 
  • Tito Lívio (1990). Historia de Roma desde su fundación (em espanhol). Vol. III : Livros VIII-X. Madrid: Editorial Gredos. ISBN 978-84-249-1441-7