Chiajna da Moldávia

uma princesa consorte da Valáquia, esposa de Mircea, o Pastor

Ana da Moldávia, mais conhecida como Chiajna da Moldávia (1525-1588), foi uma princesa consorte da Valáquia, como esposa de Mircea o Pastor.

Chiajna da Moldávia
Princesa consorte da Valáquia
Reinado Janeiro de 1545 – 16 de Novembro de 1552; Maio de 1553 - 28 de Fevereiro de 1554;Janeiro de 1558 - 21 de Setembro de 1559
(período de regência:21 de Setembro de 1559-1564)
Antecessor(a) Ruxandra da Valáquia (1° reinado)
Sucessor(a) Helena Crepovic
Nascimento 1525
  Polónia
Morte 1588
Dinastia Bodano-Musat
Pai Pedro Rareş da Moldávia
Mãe Maria
Filho(s) Pedro I
Radu
Stana
Anca
Marina
Dobra
Desconhecida

BiografiaEditar

Chiajna nasceu na Polónia, em 1525, como filha do Príncipe Pedro Rareş da Moldávia, sendo neta de Estêvão III da Moldávia (por via ilegítima, visto que o seu pai era filho bastardo de Estêvão).

Casou-se, em Junho de 1546 , com o Príncipe Mircea V da Valáquia, conhecido pela sua chacina de boiardos, pois suspeitava que o traíam. Deste casamento nasceram vários filhos, de entre eles, o herdeiro da coroa, Pedro.

Os boiardos, chocados pela chacina de Mircea, tentaram tirá-lo do trono. A primeira tentativa ocorreu na Batalha de Periș, a 24 de Agosto de 1546, mas Mircea conseguiu apanhá-los de surpresa e dizimá-los. A segunda ocorreu em 1548, liderada pelos boiardos Stoica, Vintilă, Radu e Pârvu. A batalha teve lugar perto da aldeia de Miloste, no Condado de Vâlcea, com Mircea saindo uma vez mais vitorioso e os boiardos sobreviventes a escaparem com grande dificuldade.

Enquanto a Casa de Habsburgo, que ocupou a Transilvânia em 1551, queria um príncipe devoto à sua causa na Valáquia, e, por isso, o novo governador da Transilvânia, o General Imperial João Batista Castaldo, apoiou Radu Elias, que, rodeado pelos boiardos exilados, atravessou a fronteira valaquiana em Novembro de 1552. Mircea, desta vez, estava em desvantagem numérica: Radu possuía 15000 homens, enquanto o seu próprio exército era consitituído por cerca de 8000 ou 9000. Dois dias antes da batalha, receando ser traído, Mircea assassinou 47 boiardos. A batalha decisiva deu-se em Mănești, a 16 de Novembro de 1552. Radu saiu vitorioso, e Mircea procurou refúgio com a família em Giurgiu.

A 11 de Maio de 1553, Mircea regressa ao trono com o apoio de Alexandre Lăpușneanu (Alexandre IV) Príncipe da Moldávia. O seu segundo período de governo foi curto, pois Alexandre IV, desconfiado da má fé do seu aliado, enviou um boiardo, Nădăbaico, para o retirar novamente do trono. Depois, obteve dos turcos o direito de governação de Pătrașcu o Bom, enquanto a família se retirou, desta vez, para Istambul.

Após a morte de Pătrașcu em Janeiro de 1558, o Sultão Solimão, o Magnífico garantiu uma vez mais a Mircea o seu direito de governar. A sua renomeação provocou o êxodo de grande parte dos boiardos da região. Mircea prometeu a estes nobres que se se lhe prestassem homenagem, ele os perdoaria. Recebeu-os desta maneira na corte de Bucareste, na presença de dignitários otomanos. Porém, após a saída dos dignitários, Mircea assassinou os boiardos que lhe haviam prestado homenagem. Foi a primeira vez em que também representantes da Igreja Ortodoxa pereceram.

Após a morte de Mircea, em 21 de Setembro de 1559, Chiajna é eleita como Regente em nome do filho, durante a sua menoridade (Pedro tinha, na altura da morte do pai, 13 anos). Promoveu algumas alianças com famílias otomanas para garantir a segurança do Principado e chegou até a enviar presentes para o Sultão. Tal como o marido, assassinou vários boiardos de quem suspeitava que a traíam. Em 1574, ela casou uma das filhas com o sultão Murade III. Depois de um ano, no entanto, caiu em desfavor dos turcos, que a exilaram em Alepo, na Síria. Ela morreu em 1588, e o túmulo está em Gálata.

Chiajna foi uma mulher muito ativa e enérgica, dominando as intrigas e ansiando por poder, mas também foi uma mãe admirável, capaz de qualquer sacrifício pelos seus filhos. Ela iniciou a Fundação de inúmeros edifícios religiosos e fundou, em 1552, uma das escolas mais antigas da Roménia, em Campulung.

Casamento e descendênciaEditar

Em. Junho de 1546, desposou Mircea o Pastor, Príncipe da Valáquia, de quem teve: