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Conde de Fornos de Algodres

Casa da Torre ou Solar dos Abreu Castelo Branco, em Fornos de Algodres, residência do segundo conde.

Conde de Fornos de Algodres é um título nobiliárquico português. Foi criado por decreto de 12 de março de 1866, do rei D. Luís I de Portugal, a favor de João Maria de Abreu Castelo Branco, visconde de Fornos de Algodres por duas vidas desde 30 de setembro de 1851, elevando-o assim à grandeza de condado.

João Maria de Abreu Castelo Branco foi um político português, nascido a 28 de maio de 1789 em Fornos de Algodres. Nomeado desembargador da relação de Goa, partiu para a Índia, tendo de abandonar esse estado por razões políticas, refugiando-se então em Bombaim de onde partiu para Portugal, onde foi governador civil dos distritos de Coimbra, Braga, Guarda, Porto e Funchal, passando depois a juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi fidalgo da casa real, par do reino e grã-cruz das ordens de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Carlos III de Espanha. Morreu a 7 de janeiro de 1878, em Lisboa.

Morto o primeiro conde sem descendência, sucedeu-lhe no título como segundo conde, por verificação da segunda vida, por decreto de 12 de março de 1866, seu irmão Alexandre de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, nascido a 5 de ,aio de 1806.[1] Alexandre de Abreu escolheu para sua habitação uma antiga habitação nobre de Fornos de Algodres, remodelando-a. O edifício é atualmente conhecido como Solar dos Abreu Castelo Branco.[2]

Sucedeu-lhe como terceiro conde, seu filho, Manuel Nicolau de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, nascido em Fornos de Algodres a 26 de julho de 1839, e morto a 2 de janeiro de 1913.[3]

Foi quarto conde, João de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, nascido em Coimbra a 3 de maio de 1885, por autorização de D. Manuel II de Portugal, no exílio.[1]

Referências

  1. a b Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. XI. [S.l.: s.n.] p. 663 
  2. Almeida, Álvaro Duarte de; Belo, Duarte (2008). Portugal património: Viseu, Guarda. [S.l.]: Círculo de Leitores. p. 242 
  3. Corrêa, Manuel de M. (1988). Sangue velho, sangue novo. [S.l.]: Instituto Português de Heráldica. p. 37 
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