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Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
Confederação sindical patronal
Slogan Do tamanho do Brasil
Fundação 30 de novembro de 1945 (73 anos)
Sede Brasília,  Distrito Federal (sede)
Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro (delegacia administrativa)
Área(s) servida(s) 27 federações regionais e 7 nacionais
Presidente
José Roberto Tadros, presidente da CNC (2018 a 2022)
Eleito em 2018 para um mandato até 2022, o atual presidente da CNC, José Roberto Tadros, é empresário e formado em Direito pela Universidade do Amazonas. As empresas de sua família atuam no setor terciário desde 1874.
Website oficial cnc.org.br

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é a entidade sindical de grau máximo do setor terciário brasileiro. Reúne 34 federações (27 estaduais e sete nacionais) e mais de mil sindicatos filiados em todo o território brasileiro, que representam e defendem os direitos dos empreendedores do comércio nacional de bens, serviços e turismo e seus interesses. São mais de cinco milhões de empresas representadas que geram cerca de 25,5 milhões de empregos diretos e formais.

Com sua estrutura, a CNC atua para que o comércio esteja sempre presente na formulação das políticas públicas, no acompanhamento da tramitação das proposições de interesse no Congresso Nacional e na defesa da Constituição, acompanhando continuamente as leis que possam impactar o setor.

A entidade é também responsável pela administração de um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo, formado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que oferecem educação, alimentação, saúde, cultura, esporte, lazer e qualificação profissional aos trabalhadores do comércio e suas famílias, beneficiando milhões de brasileiros.

A CNC foi fundada em 4 de setembro de 1945 e reconhecida pelo Decreto-Lei nº 20.068 de 30 de novembro de 1945. Seu atual presidente é José Roberto Tadros, que sucedeu Antonio Oliveira Santos, em eleição realizada em 2018 e com mandato até 2022.

HistóriaEditar

Em 1945, o término da Segunda Guerra Mundial e o fim do Estado Novo alteraram o foco da política social e econômica do Brasil, fazendo com que o País se voltasse para a concepção de mecanismos que, se por um lado garantiriam uma sociedade democrática, por outro legitimariam a representatividade das classes trabalhadoras e empresariais. Somente o pacto entre empregadores e empregados pôde gerar um ambiente de paz social, resultado do encontro das duas forças produtivas.

A I Conferência das Classes Produtoras do Brasil (I Conclap) foi organizada pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) no dia 1° de maio de 1945, em Teresópolis, cidade fluminense, e reuniu 183 delegações de todo o Brasil, compostas por representantes de sindicatos, associações comerciais, industriais, entre outras entidades.

Presidida por João Daudt d’Oliveira, então presidente da ACRJ e que se tornaria o primeiro presidente da CNC nesse mesmo ano, a conferência discutiu os principais temas ligados às atividades produtivas no Brasil.

Três pontos de destaque foram resultado das discussões: a Carta Econômica de Teresópolis, uma radiografia da situação socioeconômica do País e um compromisso dos empresários com um regime de “justiça social”, que manteria a harmonia entre todos os elos da cadeia produtiva; a Carta da Paz Social, que trazia a preocupação dos empregadores com a extrema pobreza do País e a baixa capacitação profissional do trabalhador brasileiro; e a necessidade de um órgão que fosse o porta-voz oficial do comércio perante o governo e a sociedade.

Nesse contexto, acelerou-se a criação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, reconhecida em 30 de novembro de 1945 como a entidade máxima do empresariado comercial brasileiro.

Em 1946, a CNC criou seu próprio sistema de desenvolvimento social, montando o Senac, e, logo depois, o Sesc. Essas instituições formam hoje um dos maiores sistemas de desenvolvimento social de todo o mundo.

Criação do SicomércioEditar

A partir de reuniões realizadas em 1989 e 1990, foi expedida, em 23 de novembro de 1990, a resolução CNC-CR n° 01, criando o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomercio). Com isso, foram produzidas normas institucionais, disciplinando a autogestão de todo o Sistema, composto também por sindicatos e federações.

A primeira Convenção Nacional do Sicomércio foi realizada nos dias 8 e 9 de agosto de 1991, no auditório do Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro. Reuniu presidentes de federações e de sindicatos. A proposta era discutir temas sobre o Sistema, como funcionamento da CNC, representação dos trabalhadores nas empresas e organização sindical. No mesmo período, é expedida a Resolução Sicomércio-CNC nº 2, regulando o registro e o enquadramento sindical no Sicomércio e criando a Comissão de Enquadramento e Registro Sindical do Comércio (Cersc).

PresidentesEditar

  1. João Daudt D’Oliveira (1946-1952)
  2. Brasílio Machado Neto (1952-1954 e 1956-1958)
  3. João de Souza Vasconcellos (1954-1956)
  4. Charles Edgar Moritz (1959-1964)
  5. Jessé Pinto Freire (1964-1980)
  6. Antonio Oliveira Santos (1980-2018)
  7. José Roberto Tadros (2018-2022)

MissãoEditar

Assegurar às empresas do setor terciário as melhores condições para gerar resultados positivos e desenvolver a sociedade.

VisãoEditar

Liderar a comunidade empresarial do comércio de bens, serviços e turismo, com reconhecida influência no desenvolvimento do País.

ValoresEditar

  • Comprometida com o setor, a CNC aposta em condutas e avanços como:
  • Direito de propriedade, livre iniciativa, economia de mercado e Estado Democrático de Direito;
  • Princípios de liberdade para exercer o comércio, a lealdade na concorrência e a ética no desempenho da atividade profissional;
  • Preservação e consolidação da unidade nacional com o desenvolvimento do comércio em todas as regiões do País;
  • Conquista e prestígio dos valores relacionados à confiança nas instituições, com realce para a moeda e o crédito;
  • Brasil aberto ao comércio internacional e integrado na economia mundial; e
  • Harmonia e solidariedade das categorias econômicas e o amplo entendimento com as classes profissionais, visando à paz social.

Principais frentes de atuação da CNCEditar

  • Ação legislativa, com o monitoramento dos projetos de lei de interesse do setor;
  • Acompanhamento da conjuntura político-econômica e das decisões governamentais;
  • Acompanhamento das decisões do Judiciário;
  • Elaboração de estudos técnicos, pesquisas e indicadores setoriais;
  • Representação do comércio em órgãos oficiais e entidades nacionais e internacionais; e
  • Coordenação das ações do Sesc e do Senac.

Câmaras do ComércioEditar

As Câmaras do Comércio da CNC têm o objetivo de realizar estudos e fornecer sugestões para a ação política da Confederação, em apoio e defesa das categorias econômicas nelas representadas. Criadas como órgãos consultivos da Presidência da Confederação nas áreas abrangidas, seus integrantes são empresários atuantes destes setores, representantes da CNC em órgãos governamentais, técnicos e diretores da entidade. Atualmente, são nove câmaras ao todo:

  • Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI)
  • Câmara Empresarial de Turismo (CET)
  • Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis (CBST)
  • Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFarma)
  • Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação (CBTI)
  • Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC)
  • Câmara Brasileira do Comércio de Serviços de Telecomunicações (CBSCTEL)
  • Câmara Brasileira dos Corretores de Seguros (CBCS)
  • Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica)

Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur)Editar

Para estimular o diálogo setorial, o estudo e o fomento do turismo, a CNC criou, em 1955, o Conselho de Turismo, formado por personalidades de reconhecida competência e notório saber em turismo e hospitalidade.

Sua atividade consiste em promover o relacionamento da Confederação com gestores públicos, empresários, acadêmicos e pesquisadores para discussão sobre as características e tendências da atividade turística no Brasil e no exterior, incentivando o debate e a elaboração de estudos sobre os problemas e as oportunidades relativas ao setor, apontando soluções e caminhos de consenso.

Ao longo de sua história, o Cetur da CNC realizou diversas ações para a promoção do turismo como atividade indutora do crescimento econômico e fomentou a criação de políticas públicas que contribuíram para o desenvolvimento do setor no País.

A partir de 2000, para ampliar ainda mais sua atuação na área de Turismo e Hospitalidade foi criada a Câmara Empresarial de Turismo (CET) e a Assessoria de Turismo e Hospitalidade (Astur), passando a CNC a ter três áreas especializadas em turismo.

Em 2014, o Conselho de Turismo da CNC foi reestruturado, passando a ser nomeado de Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) e a integrar todas as áreas de turismo existentes na Confederação.

O Cetur é responsável pela organização e disseminação de estudos que evidenciam a importância do turismo no desenvolvimento econômico e social do País. Atua no planejamento e apoio a ações para o crescimento da atividade e na divulgação e promoção do Sistema-CNC-Sesc-Senac em eventos do setor, além de promover:

·        A união de empresários e de entidades sindicais e associativas;

·        Um ambiente aberto e imparcial aos debates sobre temas que afetam o setor; e

·        Atuação no fomento e na formulação de propostas em prol do ordenamento do turismo nacional.

Conselho TécnicoEditar

É um órgão de assessoramento da CNC, composto por personalidades da vida cultural, política e intelectual brasileira, que elabora estudos sobre temas econômicos, sociais e políticos relevantes para o comércio e para o País.

O propósito do Conselho Técnico, criado em 1953, é subsidiar a CNC na proposição de soluções para problemas e desafios do comércio. Seus membros são escolhidos pelo presidente da Confederação e referendados pela Diretoria. Eles se reúnem semanalmente para debater matérias de interesse do setor.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar