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Conferência para o Desarmamento em Genebra

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Caricatura por David Low, 1937.

A Conferência para o Desarmamento em Genebra foi uma conferencia da Liga das Nações em 1932 para a redução e limitação do armamento de todas as nações que nela participavam. Todas as grandes potências, Alemanha, Grã-Bretanha, França, e também os Estados Unidos e a URSS participaram, embora não fossem membros da Liga das Nações[1]. Esta conferência foi realizada na cidade de Genebra, na Suiça, entre 1932 e 1934, mas terminando de facto apenas em maio de 1937.

Índice

AntecedenteEditar

O primeiro esforço a nível internacional para a limitação e redução de armas aconteceu durante as Convenções da Haia em 1899 e 1907, porém ambas fracassaram no que toca à concretização dos objectivos estabelecidos. Embora muitos contemporâneos (Artigo 231 do Tratado de Versalhes) atribuam a culpa da Primeira Guerra Mundial à Alemanha, no início dos anos 30 vários historiadores começaram a culpar não a Alemanha, mas a corrida ao armamento levada a cabo pelas maiores potências europeias nos anos que antecederam a Grande Guerra. Depois do conflito, no Tratado de Versalhes, todas as grandes potências haviam-se comprometido a iniciar a redução do seu arsenal, com excepção dos Estados Unidos, que não se comprometeram a nada. Contudo, embora todos tenham acordado no desarmamento, as potências e os países vencedores apenas iriam iniciar qualquer tipo de desarmamento só depois de a Alemanha se desarmar. A Alemanha desarmou-se, porém, à medida que o tempo passava, nenhum outro país cumpriu o acordado no Tratado.

PreparaçãoEditar

Uma comissão preparatória foi iniciada pela Liga das Nações em 1925. Por volta de 1931 já havia apoio suficiente para tornar a conferência uma realidade, e assim a conferência iniciou-se em 1932 sobe a presidência do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros britânico Arthur Henderson, que mais tarde haveria de ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz pelos seus esforços na concretização desta conferência.

A motivação por de trás das conversações pode-se resumir numa mensagem que Franklin D. Roosevelt mandou para a conferência: Se todas as nações farão um acordo para acabar com posse e o uso de armas que fazem com que os ataques sejam possíveis, então as defesas automaticamente tornar-se-ao desnecessárias e assim as fronteiras de todas as nações independentes ficarão seguras.

A conferênciaEditar

Desde o momento que esta se iniciou, inúmeras dificuldades tomaram o lugar da esperança. Os dois maiores problemas da conferência eram sobre o que eram de facto armas "ofensivas" e "armas defensivas", e o afastamento cada vez maior da concordância entre a França e a Alemanha. Os governos alemães não encontravam motivos para o seu país não gozar do mesmo limite de armamento que outras potências[2], nomeadamente a França, enquanto que os franceses insistiam que a inferioridade militar alemã era a única segurança que eles tinham no caso de um futuro conflito entre ambas as nações[3]. Quando Hitler se torna Chanceler alemão, propõe em 6 ocasiões diferentes uma enorme redução no número de artilharias, bombardeiros e outras armas pesadas para todos os membros da conferência. Em Outubro de 1933, mês no qual Hitler abandona a conferência e a Liga das Nações, a França, a Grã-Bretanha, a URSS e os Estados Unidos, juntos, tinham uma força militar 24 vezes superior à alemã em termos de divisões e artilharia. Em termos de reservas, por cada reserva alemã, havia 97 "aliadas". Assim, o chanceler alemão extingue a Reichswehr e inicia a construção daquilo que se tornaria a Wehrmacht.

Quanto à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos, estes não estavam preparados para se comprometerem a assegurar a segurança que a França queria em troca do cessar do aumento bélico francês.

ConclusãoEditar

Esta conferência provou que ainda era cedo para diversas nações trabalharem conjuntamente pela paz global, pois estavam todos demasiado preocupados com os seus próprios interesses.

Em 1935 Hitler iniciou o rearmamento da Alemanha, construindo a partir do nada a Wehrmacht, a Kriegsmarine e a Luftwaffe.[4]

A conferência foi terminou oficialmente a Maio de 1937, quando o desarmamento na Europa já era um sonho do passado.

Ver tambémEditar

Referências